Hospital Santa Rosa abre alas para o “Bloquinho da Prevenção” e celebra a importância de brincar e sorrir

Hospital Santa Rosa abre alas para o “Bloquinho da Prevenção” e celebra a importância de brincar e sorrir A comissão de Humanização, em parceria com a equipe multiprofissional da unidade, idealizou a ação Por Wellington Hugles25/02/2026  18h07 Foto: Divulgação Durante o mês de fevereiro, as celebrações de carnaval invadiram o Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa, através do ‘Bloquinho da Prevenção’. A comissão de Humanização, em parceria com a equipe multiprofissional da unidade, idealizou a ação. O projeto permite que colaboradores e usuários do hospital comemorem, ainda que de forma interna, da maior festa popular do país: o Carnaval. De maneira divertida, várias comissões foram formadas dentro do bloquinho, como se fossem uma escola de samba, com colaboradores fantasiados que percorreram diversos setores da unidade hospitalar. Diversas alas surgiram de forma educativa e divertida, com a finalidade de estimular a participação, a reflexão e o diálogo. Os foliões da ala “Hidrate-se e Alimente-se Bem” orientaram sobre a importância de manter-se hidratado e seguir uma alimentação equilibrada para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. Em seguida, a ala “Vacine-se” surge com a figura do “Zé Gotinha”, fez questionamentos aos profissionais, enfatizando a necessidade de manter o calendário vacinal em dia, tanto para a proteção pessoal quanto para a da comunidade. Foto: Divulgação Uma das alas que mais chamou a atenção foi a do “Uso Obrigatório do Capacete”, onde, por meio de uma dinâmica de labirinto, os brincantes foram desafiados a se conduzirem até o capacete no menor tempo possível.  A metodologia consistiu em enfatizar que ações rápidas e deliberadas podem ser cruciais para salvar vidas, além de ressaltar a importância do uso do capacete na redução de acidentes e na gravidade dos traumas. O “Adorno Zero” fez parte da ala principal do bloquinho, e os foliões receberam instruções sobre a não utilização de adornos no ambiente hospitalar; prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde, contaminação cruzada e proliferação de microrganismos, garantindo assim a segurança tanto dos pacientes quanto dos profissionais. A ala “Use Camisinha” fez sua apresentação, promovendo uma interação sobre a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) e ressaltando a importância do uso correto e consistente do preservativo, além da necessidade de se testar e acompanhar. Durante todo o evento, foram distribuídos preservativos aos foliões. Os brincantes conseguiram espalhar amor, felicidade e esperança por todos os lugares que visitaram. No “Bloquinho da Prevenção”, cada indivíduo é cuidado com dedicação, compreensão e felicidade. Antonilda Pinheiro, presidente da Comissão de Humanização, assegurou que a ação teve como finalidade sensibilizar pacientes e colaboradores sobre a importância da prevenção, da adoção de hábitos saudáveis e da corresponsabilidade no cuidado com a saúde, promovendo informação, conscientização e humanização no ambiente institucional. “Enfatizo que trabalhar a prevenção de maneira lúdica fortalece o vínculo institucional, estimula a reflexão e amplia o alcance das orientações em saúde, tornando o aprendizado mais significativo”, disse. Foto: Divulgação Enfermeira do Trabalho, Ingridy Vilhena, frisou a importância das alas “Use Camisinha” e “Vacine-se” como estratégias fundamentais de promoção e prevenção em saúde dentro e fora do ambiente institucional. A ala “Use Camisinha”, realizou orientação e a distribuição de preservativos reforçando a responsabilidade individual na prevenção das ISTs, incluindo HIV, sífilis e hepatites virais. “O uso correto e consistente do preservativo é uma medida simples, acessível e eficaz, que protege não apenas o indivíduo, mas também seus parceiros, contribuindo para a redução da transmissão e para a promoção da saúde coletiva”, explicou. A ala “Vacine-se”, destacou que a vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção de doenças imunopreveníveis, sendo essencial para a proteção do trabalhador da saúde e dos pacientes. Além disso, a importância de manter o cartão vacinal atualizado, especialmente no ambiente hospitalar, onde há maior exposição a riscos biológicos. “A imunização representa um ato de cuidado consigo mesmo e de compromisso com a segurança de todos”, afirmou a enfermeira. Giovane Soares, Técnico de Segurança do Trabalho, explicou que a ala “Use Capacete” foi pensada como uma estratégia educativa para reforçar a importância da prevenção de acidentes, especialmente no trânsito.  De acordo com ele, a estrutura do labirinto representa as decisões que tomamos todos os dias. Levar o personagem até o capacete em tempo recorde foi a melhor escolha em situações de risco. “A utilização do capacete é uma ação simples, mas crucial, que pode diminuir consideravelmente a gravidade de lesões e traumas em situações de acidente. A prevenção se inicia com ações responsáveis e conscientes. Andar de capacete não é só uma questão de seguir a lei, mas uma forma de mostrar que se importa com sua própria vida, com sua família e com as outras pessoas”, enfatizou. Foto: Divulgação Emanuele Cardoso, que é a presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), destacou que a ala “Adorno Zero” reforça um princípio fundamental da segurança no ambiente hospitalar: a prevenção de riscos evitáveis. A não utilização de adornos, como anéis, pulseiras, relógios, brincos grandes e outros acessórios, é uma medida essencial para reduzir a contaminação cruzada e a proliferação de microrganismos, contribuindo diretamente para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. “Ainda que, além da questão microbiológica, a retirada de adornos também previne acidentes de trabalho, como enroscos em equipamentos, rasgos em luvas e lesões na pele, promovendo maior segurança para profissionais e pacientes. O “Adorno Zero” é uma prática de responsabilidade coletiva, que demonstra compromisso com a biossegurança, com a qualidade da assistência e com a cultura de prevenção dentro da instituição”, finalizou.

Bloquinho de Carnaval leva alegria e reforça cuidado humanizado na Unacon de Tucuruí

Bloquinho de Carnaval leva alegria e reforça cuidado humanizado na Unacon de Tucuruí o “Bloquinho da Unacon” proporcionou descontração a pacientes oncológicos, acompanhantes e profissionais de saúde Por Wellington Hugles25/02/2026  12h10 Foto: Divulgação O som das marchinhas ecoou pelos corredores da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) de Tucuruí na manhã desta terça-feira (24), transformando a rotina hospitalar em um momento de leveza, integração e acolhimento. Promovido pela equipe de Humanização do Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí, unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), o “Bloquinho da Unacon” proporcionou descontração a pacientes oncológicos, acompanhantes e profissionais de saúde. Pelo terceiro ano consecutivo, a iniciativa reafirma o compromisso da rede estadual com um atendimento que vai além da assistência clínica. Fantasias coloridas, adereços e muita animação percorreram os setores de quimioterapia e radioterapia, encerrando o trajeto na recepção da unidade, em um verdadeiro “arrastão” de alegria dentro do ambiente hospitalar. Além da celebração, a programação também incluiu orientações sobre prevenção e cuidados relacionados aos diversos tipos de câncer, com distribuição de material informativo, reforçando o papel educativo e preventivo da unidade. Na recepção e no salão de quimioterapia, pacientes e acompanhantes participaram de sorteios e de um bingo especial, que distribuiu brindes e ampliou o clima de integração. Os colaboradores Matheus Oliveira, fantasiado de pirata, e Francilene Leitão, caracterizada de leoa, foram escolhidos pelos próprios usuários como destaques do desfile. Para Amanda Cavalcante, assistente social da unidade, o momento simboliza acolhimento e pertencimento. “O período carnavalesco é uma tradição muito marcante na nossa cultura, e nossos usuários sentem vontade de participar. Por isso, trazemos um pouco dessa alegria para dentro da Unacon, respeitando as limitações do ambiente hospitalar e fortalecendo vínculos.” Segundo a coordenadora de enfermagem da Unacon, Samara Nunes, a ação reafirma a importância do cuidado integral. “O atendimento humanizado é indispensável. Estar ao lado de cada paciente, oferecendo carinho e também recebendo esse afeto, fortalece nossa missão.” O impacto foi sentido por quem vivencia o tratamento diariamente. Maria Vanderleia Viana Alves, moradora de Tucuruí, celebrou a experiência. “Foi linda a apresentação, as fantasias, as marchinhas… até esqueci que estava fazendo quimioterapia. Deu vontade de sambar”, contou, emocionada. De Goianésia do Pará, Erivaldo Silva também participou do bingo. Já Lauriane Alves dos Santos, de Jacundá, destacou a surpresa ao ver o grupo fantasiado entrar no salão. “Nunca imaginei viver um carnaval dentro de um hospital. Eu me diverti muito.” A iniciativa integra as estratégias de humanização desenvolvidas na rede estadual de saúde, que buscam fortalecer o cuidado, promover bem-estar e oferecer acolhimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Gestão à Vista é tema do “Minuto de Valor” desta semana no HRPL

Gestão à Vista é tema do “Minuto de Valor” desta semana no HRPL A iniciativa acontece todas as segundas-feiras, levando aos colaboradores uma dica essencial para iniciar a semana com mais informação, cuidado e responsabilidade com a saúde Por Pedro Amorim23/02/2026  11h00 O recurso “Gestão à vista” promove a transparência dos dados junto às equipes, auxiliando na tomada de decisões por meio de informações claras e acessíveis. Foto: Divulgação O Hospital Regional Público do Leste (HRPL) realizou, nesta segunda-feira (23), mais uma edição do projeto “Minuto de Valor”, iniciativa que acontece semanalmente com o objetivo de levar aos colaboradores uma dica essencial para iniciar a semana com mais informação, cuidado e responsabilidade com a saúde e com os processos institucionais. A temática abordada foi Gestão à Vista, método que promove a transparência dos dados do setor junto às equipes, auxiliando na tomada de decisões por meio de informações claras e acessíveis. A ação foi conduzida pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP), com mediação do analista de Qualidade, Gustavo Silva, que destacou a importância de compartilhar dados estratégicos de forma objetiva e visual. “O acompanhamento desses resultados junto das equipes fortalece o senso de pertencimento e aumenta a motivação”, informou o gestor. Gustavo Silva acrescenta que a estratégia de gestão pode ser realizada por meio de exposição em quadros com indicadores, mapeamento e interação de processos, cadeia de valor e mapa de risco, além da divulgação de boletins de ações e notificações. “Também pode ser disponibilizada em pastas na rede, garantindo fácil acesso às informações, na distancia de poucos cliques”, frisou. O projeto é organizado em parceria com o Setor de Gestão de Pessoas e a Diretoria Administrativa do HRPL, fortalecendo ações contínuas de valorização, educação em saúde e cuidado com os colaboradores da unidade. Serviço: O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes (ID), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL está localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 580 3291.

Roda de conversa com atletas profissionais inspira pacientes do Oncológico Infantil

Roda de conversa com atletas profissionais inspira pacientes do Oncológico Infantil Encontro promovido pela equipe de Humanização do Hospital Octávio Lobo transforma brinquedoteca em espaço de inspiração esportiva para usuários e acompanhantes Por Ellyson Ramos20/02/2026  17h00 A atleta Luzia Frazão emocionou pacientes e acompanhantes ao relatar como o esporte a ajudou a enfrentar o tratamento oncológico. Foto: Divulgação Na última quinta-feira (19), o ambiente colorido e repleto de elementos lúdicos da brinquedoteca do 2º andar do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém,  dividiu espaço com medalhas, fotos e histórias de superação. O cenário foi montado para roda de conversa sobre inspirações esportivas, evento promovido pela equipe de Humanização da unidade e que reuniu atletas convidados, pacientes internados e acompanhantes em um encontro marcado por dicas, recomendações e muito incentivo.  Crianças, adolescentes e responsáveis acompanharam atentamente os relatos de atletas de diferentes modalidades, que compartilharam desafios enfrentados antes e depois de ingressarem profissionalmente no esporte. Participaram do encontro a nadadora Nahone Sarges, o atleta de jiu-jitsu, Carlos Gouvea, e os jogadores de basquete, Luzia Frazão, Vileide Almeida e Wilson Corrêa, que dividiram experiências marcadas por disciplina e perseverança. A brinquedista do Hoiol, Jucinara Silva conta que o planejamento da atividade incluiu a busca por profissionais de diferentes áreas e que o bate-papo foi norteado por relatos de superação. “Antes de definir e contactar os atletas convidados, a equipe ouviu os pacientes internados para entender quais modalidades despertavam maior interesse. Perguntamos, então, qual esporte admiram, gostariam de praticar após a alta, ou qual já praticavam antes da internação”, explicou a integrante da equipe de Humanização da unidade. Pacientes admiram as medalhas dos atletas. Foto: Divulgação Ainda segundo Jucinara, desde a formulação da proposta da atividade, a equipe buscou mostrar às crianças que o esporte pode ir além do lazer e que o adoecimento é uma fase e não um destino definitivo. “O resultado foi melhor do que o esperado, pois percebemos na roda de conversa que os pacientes puderam ver o esporte como uma possibilidade de carreira”, destacou. A colaboradora relembra que o paciente Lorenzo Stanes, de 7 anos, por exemplo, demonstrou grande entusiasmo ao saber que haveria uma apresentação sobre o jiu-jitsu. “Ele ficou muito animado. Apesar de tímido durante a dinâmica, mencionava o esporte nas conversas que tivemos à beira do leito e demonstrava interesse sobre o assunto”, contou Jucinara. A explicação sobre a modalidade também agradou o paciente Luiz Felipe Dias, de 10 anos.  “Eu gosto de futebol e jiu-jitsu, parece divertido. Gostei do atleta de jiu-jitsu (Carlos Gouvêa) que falou das faixas e das fases que a gente passa”, disse o menino.  Roda de conversa abordou curiosidades sobre treinos,medalhas, rotinas e sonhos. Foto: Jaíne Oliveira A dona de casa Jovenilia Lima, 64 anos, é mãe e avó de Adryan Lima, de 12 anos, e acompanhou o evento do início ao fim. “Eu achei muito bom. Moro em Rondon do Pará (município do sudeste paraense) e levanto todos os dias às 5h da manhã. Faço caminhada, vou para a academia ao ar livre com minhas amigas e pratico exercícios porque sei que é importante. Mas esse evento me fez olhar a parte profissional e lembrar que sempre gostei de corrida e de judô, mas que acabei por não praticar”, afirmou. Durante a conversa, surgiram perguntas espontâneas sobre as modalidades. Curiosidades sobre treinos, medalhas, rotina e sonhos. Uma das histórias que mais chamou a atenção de Jovenilia foi a da atleta convidada Luzia Frazão. “Ela (Luzia) disse que, antes de praticar o esporte, enfrentava muitas dificuldades, inclusive para se locomover com a cadeira de rodas. E que, com o basquete, ganhou força nos braços e mais autonomia. Pra mim ela mostrou a importância da gente enfrentar os desafios que vão surgindo e manter uma atitude positiva”, afirmou a rondonense. Atletas de diferentes modalidades esportivas compartilharam experiências com pacientes internados na unidade. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol Luzia conta que passou por radioterapia, quimioterapia, cirurgias e algumas internações na Unidade de Terapia Intensiva. Além de fortalecer o corpo físico, o esporte a ajudou a fortalecer a mente. “Na última vez que estive em coma, o médico disse que só Deus. E minha mãe ia todos os dias à UTI, me abraçava, conversava comigo. Um dia, enquanto ela falava, eu acordei. Essa sensação de ter minha mãe ao meu lado me fortaleceu ainda mais. Eu nunca vi a minha doença como uma barreira, mas como algo para me fortalecer. E ao longo do tempo, com períodos de remissão e recidiva, aprendi a desenvolver uma mentalidade de fortalecimento psicológico”, contou. Ao final do evento, Luzia e os demais atletas convidados entregaram medalhas simbólicas aos participantes, como mais uma forma de incentivo. “Foi um encerramento com chave de ouro. Foi muito emocionante. Eles puderam sair dos quartos, interagir e perceber que é possível praticar esportes e que, apesar das limitações impostas pela doença, os sonhos continuam possíveis. Foi um momento de descontração mas também de esperança”, concluiu Jucinara. Serviço – Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Medalhas simbólicas foram entreguem aos participantes como incentivo para que continuem acreditando nos próprios sonhos. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol

Hospital Santa Rosa promove ações alusivas ao Fevereiro Roxo e Laranja

Hospital Santa Rosa promove ações alusivas ao Fevereiro Roxo e Laranja  Campanhas orientaram sobre a importância das pessoas estarem atentas aos sinais do corpo e procurarem orientação médica imediata Por Wellington Hugles20/02/2026  14h00 Ação educativa na Clínica de Ginecologia e Obstetrícia. Foto: Divulgação Neste mês de fevereiro, o Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR) participa de duas importantes campanhas de conscientização: o Fevereiro Roxo, que chama a atenção para a doença de Alzheimer, lúpus e fibromialgia; e o Fevereiro Laranja, que é dedicado à prevenção e ao diagnóstico precoce da leucemia.  As campanhas destacam a importância de as pessoas estarem atentas aos sinais do corpo e procurarem orientação médica imediata. Nos dias 12 e 13 de fevereiro, houve atividade na recepção da clínica de Ginecologia e Obstetrícia e no ambulatório, com a participação voluntária dos alunos do curso de Enfermagem da Faculdade Esamaz. Também foram distribuídos folders informativos, com orientações simples e diretas sobre  sinais, sintomas, diagnóstico e a importância de um acompanhamento apropriado para todas essas doenças. Embora não tenham cura, o tratamento certo contra Alzheimer, lúpus e fibromialgia pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Já em relação à leucemia, que é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos e a medula óssea, onde as células sanguíneas saudáveis são produzidas, o diagnóstico precoce é fundamental  para um tratamento eficaz. Alunos do curso de Enfermagem da Faculdade Esamaz.. Foto: Divulgação, A auxiliar administrativa do setor de Humanização, Antonilda Pinheiro, destacou que as ações alusivas ao mês não trabalham apenas temáticas essenciais, mas também abordam assuntos que precisam ser falados e discutidos, ampliando o acesso à informação e promovendo conscientização junto aos usuários. “Essas ações são de suma importância, pois contribuem para a educação em saúde, fortalecem o vínculo institucional e tornam o tempo de espera pelo atendimento mais produtivo e acolhedor, transformando esse momento em uma oportunidade de aprendizado e orientação”, comentou. Para a coordenadora da Clínica de Ginecologia e Obstetrícia, Patrícia Muniz, a atividade em referência ao Fevereiro Roxo e Laranja é mais uma demonstração do compromisso da instituição em promover a saúde e compartilhar informações de qualidade com a comunidade. “Iniciativas educativas no ambiente hospitalar são fundamentais para ampliar o conhecimento dos usuários, incentivar o diagnóstico precoce e fortalecer a importância do acompanhamento adequado. Também qualificam o atendimento, promovem o acolhimento e demonstram o cuidado da instituição não apenas com o tratamento, mas com a prevenção e a conscientização em saúde”, opinou. As ações do Fevereiro Roxo e Laranja prosseguem durante todo o mês, promovendo a educação, a empatia e a solidariedade, envolvendo usuários, acompanhantes e colaboradores da unidade hospitalar. Entre as orientações de prevenção estão manter hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, atividade física e consultas médicas frequentes. Usuários receberam orientações na sala de espera do ambulatório . Foto: Divulgação,

Hospital Santa Rosa conquista o 1º lugar no Projeto de Boas Práticas em Ouvidoria do SUS

Hospital Santa Rosa conquista o 1º lugar no Projeto de Boas Práticas em Ouvidoria do SUS Objetivo do projeto é reconhecer boas práticas em escuta e acolhimento ao usuário do SUS Por Wellington Hugles20/02/2026  10h07 Foto: Divulgação O Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR), que integra a rede estadual de saúde do Pará e é administrado pelo Instituto diretrizes, foi agraciado com o 1º lugar na categoria Hospital, uma honraria concedida pelo 6º Centro Regional de Saúde Tocantins, em reconhecimento ao projeto: “Humanização no SUS: escuta, acolhimento e direitos”, desenvolvido na unidade, que busca a escuta qualificada, o acolhimento e a garantia dos direitos dos usuários, reforçando os princípios da humanização na assistência à saúde. Graças ao empenho de toda a equipe que, ao longo de 2025, implantou o Projeto: “Humanização no SUS: escuta, acolhimento e direitos”, o Hospital Santa Rosa conquistou o 1º lugar em “Boas Práticas em Ouvidoria do SUS”. A Auxiliar Administrativa do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), Jhennifer Gonçalves, apresentou o Projeto: “Humanização no SUS: escuta, acolhimento e direitos”, e explicou a proposta à coordenação, à direção e aos representantes do 6º Centro Regional que estavam presentes no evento de avaliação dos projetos. Foto: Divulgação Jhennifer Gonçalves, juntamente com toda a equipe do hospital, celebrou a conquista que foi concedida pelas Boas Práticas em Ouvidoria do SUS. “O Hospital Santa Rosa integra a humanização em sua cultura organizacional, desde o seu projeto de implantação até as ações promovidas e o processo de cuidado, garantindo boas práticas em escuta e acolhimento ao usuário do SUS.  A gestão do Instituto Diretrizes tem sido bastante eficaz ao apoiar iniciativas como “Humanização no SUS: escuta, acolhimento e direitos”, o que apenas fortalece o comprometimento de todos com a missão da instituição. O prêmio pertence a todos nós que, de alguma maneira, ajudamos a promover mudanças de atitudes que nos conectam com um futuro melhor”, ressaltou. A entrega da premiação ocorreu na manhã desta quinta-feira (19), no 6º Centro Regional de Saúde Tocantins. O troféu referente ao 1º lugar foi entregue por Núbia Casais, Ouvidora SUS e Murilo Elder, Responsável Técnico pela Humanização. Isso foi feito em reconhecimento à boa prática desenvolvida em 2025 no âmbito da Ouvidoria do SUS no Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa. A conquista reafirma o compromisso do Hospital Santa Rosa com a escuta ativa, o acolhimento e a defesa dos direitos dos usuários, ao mesmo tempo em que fortalece os princípios da humanização no cuidado à saúde. O evento, promovido pela Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS), através do 6º Centro Regional de Saúde do Tocantins, teve como finalidade a entrega dos prêmios relacionados ao Projeto de Boas Práticas em Ouvidoria do SUS, que visa aperfeiçoar o acolhimento, a gestão e o encaminhamento das manifestações da população (elogios, queixas, denúncias, solicitações e sugestões), fortalecendo a gestão participativa e a melhoria contínua dos serviços de saúde.

Atenção aos sintomas da leucemia infantil aumenta êxito do tratamento

Atenção aos sintomas da leucemia infantil aumenta êxito do tratamento Com hemograma simples e avaliação clínica atenta, a identificação precoce da leucemia infantil permite tratamento especializado e amplia as possibilidades de sucesso Por Ellyson Ramos19/02/2026  14h00 Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém: referência na Amazônia. Foto: Ascom Hoiol Febre persistente, palidez, manchas roxas e dores ósseas. Sintomas comuns na infância podem esconder uma doença grave quando persistem e aparecem associados. A leucemia infantil, apesar de começar de forma silenciosa, tem altas taxas de cura quando diagnosticada precocemente e tratada em centros especializados, como o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém. Segundo a diretora Técnica e oncopediatra do Hospital, Alayde Vieira, os sintomas mais frequentes da leucemia infantil também incluem o cansaço excessivo, sangramentos no nariz e gengiva, dores articulares, aumento do abdome e a presença de linfonodos aumentados, popularmente conhecidos como ínguas. O atraso no reconhecimento desses sinais de alerta é um dos principais desafios no enfrentamento à doença. “A leucemia pode se apresentar de maneira muito semelhante a infecções comuns. O ponto crítico não é o sintoma isolado, mas a persistência e a associação entre esses sinais”, explicou a especialista. Incidência – O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima a ocorrência de 7.560 casos novos de câncer infantojuvenil (faixa etária de 0 a 19 anos incompletos) no Brasil para cada ano do triênio de 2026 a 2028. Alayde ressaltou que a forma mais comum da doença na infância é a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), responsável por cerca de 70% a 75% dos casos pediátricos. Já em adultos e idosos, são mais frequentes a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e a Leucemia Linfocítica Crônica (LLC). Apesar de a leucemia infantil apresentar comportamento mais agressivo no início, ela também responde melhor ao tratamento. “Nos centros especializados, as chances de cura ultrapassam 80%”, informou a oncologista. Diagnóstico – O hemograma simples ainda é a principal ferramenta de triagem. Quando há suspeita, são realizados exames complementares, como o mielograma (punção da medula óssea), imunofenotipagem por citometria de fluxo, e estudos genéticos e moleculares. No Hoiol, o tratamento é integral. “A unidade oferece diagnóstico rápido e preciso, estratificação de risco, tratamento conforme protocolos nacionais e internacionais, suporte intensivo e acompanhamento até a alta definitiva”, disse Alayde Vieira. Em regiões com alta incidência de doenças infecciosas, como a Amazônia, é natural que febre e dor sejam inicialmente interpretadas como viroses. O desafio está na reavaliação quando o quadro não evolui como esperado. “Diagnóstico precoce depende de vigilância clínica. Não precisamos de exames sofisticados inicialmente, mas de atenção e acompanhamento adequado. Quanto mais cedo a leucemia é identificada, maiores são as chances de cura”, enfatizou a médica. Sandra acompanha a filha, Sandy, em tratamento contra a leucemia: atenta aos sintomas. Foto: Jaíne Oliveira Primeiros sinais – Em meio à rotina de trabalho como auxiliar de logística de cargas pesadas, a moradora do município de Barcarena, Sandra Costa, 28 anos, viu a vida mudar completamente quando a filha, Sandy, 12 anos, foi diagnosticada com leucemia. Os primeiros sinais surgiram com febre persistente, seguida de fraqueza intensa, inchaço no rosto e perda de apetite. Preocupada, Sandra procurou atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município, de onde a menina foi transferida para um hospital de emergência. Foi ali que veio o diagnóstico e, junto com ele, o desespero e a angústia. “Eu me fiz parecer forte para não demonstrar tristeza para ela. Pedi forças a Deus porque, por dentro, eu estava destruída”, relembrou. Desde então, mãe e filha enfrentam juntas o tratamento contra o câncer infantil, realizado no Hospital Octávio Lobo, onde Sandy passa por sessões semanais de quimioterapia. Segundo a mãe, apresenta boa resposta às medicações. Para Sandra, o acolhimento da equipe multiprofissional tem sido fundamental nesse processo. “Graças a Deus, e aos profissionais do Hospital, minha filha está muito bem neste momento. Eu agradeço todos os dias por termos esse atendimento aqui no nosso Estado”, afirmou. Sandra Costa diz que, antes da doença, Sandy era uma criança cheia de energia, que adorava jogar bola e brincar com as amigas. A rotina da família passou por transformações impostas pela doença, e o contato da criança com profissionais da saúde do Hoiol passou a alimentar um sonho da menina: ser médica. “Ela mantém vivo o sonho de ser médica para cuidar de outras pessoas, assim como está sendo cuidada”, finalizou Sandra. Maria Santos e Fátima Beatriz, 17 anos, diagnosticada com LMA. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol A agricultora Maria Santos, 47 anos, relembra sintomas apresentados pela filha, Fátima Beatriz Cruz, 17 anos, diagnosticada com Leucemia Mieloide Aguda (LMA). “Começou a surgir manchas roxas pelo corpo dela e sangramento na boca. Levei ao médico o mais rápido que pude”, relata Maria, destacando a importância de ficar atento aos sinais da doença e procurar atendimento médico imediato. O tratamento começou no dia 28 de agosto de 2025. Fátima está respondendo bem às medicações, com previsão de concluir o último ciclo de quimioterapia em abril. Mãe solo, Maria também cuida de uma filha mais nova, com 4 anos. “Foi bem difícil (lidar com o diagnóstico). Mas, estamos na luta, e estamos vencendo”, garante. Serviço: Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. A unidade, pertencente à rede de saúde do Governo do Pará, é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa)

HRPL promove ação educativa sobre prevenção de ISTs no Carnaval em Paragominas

HRPL promove ação educativa sobre prevenção de ISTs no Carnaval em Paragominas Com foco na prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis durante o período do Carnaval, orientação ocorreu na recepção central da unidade Por Pedro Amorim14/02/2026  17h52 Foto: Divulgação Em Paragominas (PA), o Hospital Regional Público do Leste (HRPL) promoveu, na última sexta-feira (13), uma ação de educação em saúde com foco na prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) durante o período do Carnaval, dentro da temática do Fevereiro Multicolorido. A atividade ocorreu na recepção central da unidade e alcançou aproximadamente 50 pessoas, entre usuários e acompanhantes. A iniciativa foi organizada pela Comissão de Humanização (CH) do hospital e conduzida por Williane da Silva, do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), que levou orientações educativas e esclarecimentos voltados à promoção do autocuidado e da saúde sexual. A gestão do HRPL também estendeu a ação aos colaboradores da unidade, reforçando o compromisso institucional com a prevenção, a informação de qualidade e a promoção da saúde no ambiente hospitalar e junto à comunidade. Para Érica Amador, enfermeira do Núcleo de Educação Permanente (NEP) do hospital e membro da CH, “Promover a prevenção de ISTs no Carnaval fortalece a saúde pública ao reduzir impactos no sistema de saúde e ampliar a conscientização coletiva sobre autocuidado e responsabilidade”. Ela acrescenta que intensificar orientações nesse contexto contribui para a redução de novos casos, para o diagnóstico precoce e para a promoção de escolhas mais seguras, especialmente por meio do incentivo ao uso de preservativos durante o ato sexual. Foto: Divulgação Aprovação – Alberto Leal Silva, de 60 anos, esteve no HRPL para uma consulta com neurologista e avaliou de forma positiva o atendimento recebido na unidade. Segundo ele, a experiência no hospital tem sido satisfatória. “Todas as vezes que passei fui bem atendido”, afirmou.  Ao comentar a atividade educativa desenvolvida pela equipe do HRPL, ele destacou a relevância da iniciativa: “Muito importante, pois é um meio de prevenir doenças, precisamos cuidar da saúde”. Para Alberto, o tema trabalhado é fundamental e deve ser sempre abordado. Serviço – O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes (ID), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL fica localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 5803291.  

Rede estruturada e diagnóstico precoce elevam chances de cura do câncer infantil

Rede estruturada e diagnóstico precoce elevam chances de cura do câncer infantil Estado reforça a importância da identificação correta dos sintomas e do acesso ágil ao tratamento especializado, garantindo que 100% dos pacientes sejam atendidos dentro da Lei dos 60 dias no Hospital Octávio Lobo Por Leila Cruz14/02/2026  14h00 Elenice Fagundes elogiou o atendimento ágil para o filho Enzo LemosFoto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol O Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil, celebrado neste domingo (15), alerta sobre o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento de alta complexidade, fatores determinantes para elevar as taxas de cura e sobrevida dos pacientes. No Pará, a Rede e o Plano Estadual de Oncologia constituídos pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) têm como eixo central a qualificação da linha de cuidado, com foco na ampliação do acesso, na melhoria da resolutividade dos serviços e na redução da morbimortalidade. O câncer infantil é caracterizado pela proliferação descontrolada de células anormais em crianças e adolescentes, de 0 a 19 anos, acometendo, principalmente, os glóbulos brancos, o sistema nervoso central e o sistema linfático. Em Belém, no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) é a principal referência da região amazônica. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob o contrato de gestão com a Sespa, tem cerca de 1.000 pacientes em atendimento. Hoje 100% dos usuários iniciam o tratamento dentro da Lei 12.732/12, que determina o prazo de 60 dias para o início do tratamento. A dona de casa Elenice Fagundes, 35 anos, é mãe do Enzo Lemos, 8 anos. Ela contou que o menino apresentou palidez e vômito, sintomas que a levaram a buscar atendimento. Aos 4 anos, ele foi diagnosticado com leucemia. “Viemos de Joinville após um transplante e retornamos para Belém, ele estava fora de tratamento e fazia só o tratamento de monitoramento no Hoiol, mas um certo dia o testísculo dele inchou. Passou por exames de imagem, e o médico constatou que o câncer retornou no testículo. Depois de mais de um mês, já estávamos aqui, fazendo todos os exames, foi tudo muito rápido”, disse. Considerados raros, os tumores que acometem esses indivíduos são mais agressivos, porém o diagnóstico correto em tempo hábil eleva a taxa de sucesso em até 80%. O cenário evidencia o efeito direto da organização da rede assistencial na vida futura dos pacientes. Apresentam sintomas comuns a outras enfermidades da idade, a exemplo das doenças endêmicas frequentes na região amazônica, como a malária, esquistossomose e a leishmaniose visceral, que causam febre prolongada, palidez e aumento do fígado e do baço. Essas manifestações também estão presentes em quadros de leucemias e outras neoplasias malignas. A responsável técnica pela oncologia pediátrica do Hospital Oncológico Infantil, Karoline Silva, ressalta que “a semelhança entre os sintomas podem retardar a suspeita de câncer, caso não haja um olhar atento, portanto, é um dos maiores desafios clínicos da oncologia pediátrica”. “As doenças infecciosas endêmicas apresentam sintomas mais agudos e respondem a tratamentos convencionais. Já no câncer, os sinais persistem e progridem, a febre continua por mais de sete a dez dias, sem causa definida, palidez que não melhora com suplementação de ferro e presença de manchas roxas sem histórico de trauma”, esclareceu. Em casos de sintomas persistentes e progressivos, o pediatra deve fazer a solicitação imediata de um hemograma, conforme alerta a especialista. “Alterações em mais de uma linhagem sanguínea, como anemia associada à contagem de plaquetas baixa ou leucócitos alterados, exigem investigação oncológica prioritária. O tempo é determinante para o prognóstico, ou seja, sobre a evolução e o desfecho da doença”, destacou a especialista. Números – Um levantamento da Coordenação Estadual de Atenção Oncológica (CEAO) apontou que, em 2025, os tipos de câncer mais frequentes no Pará foram as leucemias (222), neoplasias malignas de outras partes e de partes não especificadas da língua (28), neoplasias malignas de ossos e cartilagens articulares dos membros (28), neoplasia maligna do encéfalo (19) e Linfoma de Hodgkin (15). As projeções oficiais do Instituto Nacional do Câncer (Inca) – órgão auxiliar do Ministério da Saúde – com base nos dados do Registro de Câncer e de Base Populacional, apontaram a ocorrência de 7.560 casos novos de câncer infantojuvenil no Brasil para cada ano do triênio de 2026 a 2028. O risco estimado é de 136, 33 casos por milhão de crianças e adolescentes brasileiros. Para o estado do Pará, são estimados 240 casos para cada ano do mesmo período. Rede assistencial assegura acesso rápido ao tratamento integral no SUS A estruturação e operacionalização do fluxo assistencial é conduzido pela Coordenação Estadual de Atenção Oncológica (CEAO), por meio de uma rede regionalizada, que encaminha os casos suspeitos para serviços especializados e consolida uma linha de cuidado integral a crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), em conformidade com a Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica, instituída pela Lei nº 14.308/2022. Nesse contexto, o Protocolo de Acesso à Rede de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, aprovado pela Resolução CIB nº 128/2019, estabeleceu diretrizes para o acesso regulado via SISREG e Sistema Estadual de Regulação (SER). “A regulação organiza o encaminhamento para consultas especializadas, exames diagnósticos e internações clínicas e cirúrgicas, para garantir diagnóstico precoce e início oportuno do tratamento, com a finalidade de diminuir a morbimortalidade por câncer e promover maiores índices de cura e sobrevida”, informou a coordenadora Estadual de Oncologia, Patrícia Martins. A atenção primária, por meio da Estratégia da Família (ESF), é a principal porta de entrada para a suspeição dos sinais e encaminhamento para a triagem no Centro de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança – Casmuc, da Universidade Federal do Pará. E, caso a hipótese seja elevada, os pacientes são encaminhados para uma das Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon’s): o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Belém), o Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (Santarém). O Hospital Oncológico Infantil atende, exclusivamente, crianças de adolescentes, de 0 a 19 anos, incompletos, das Macrorregiões I, II e IV,

Hospital Regional Santa Rosa implanta projeto de humanização com polvos de amigurumi na UCI Neonatal

Hospital Regional Santa Rosa implanta projeto de humanização com polvos de amigurumi na UCI Neonatal Desenvolvida em parceria com organização filantrópica, iniciativa oferece acolhimento e conforto a recém-nascidos em situação de vulnerabilidade no Baixo Tocantins Por Wellington Hugles10/02/2026  19h42 Foto: Divulgação O Hospital Regional Santa Rosa, que integra a rede de saúde do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), iniciou neste mês de fevereiro a implementação do projeto de humanização “Polvos de Amigurumi: Acolhimento, Conforto e Humanização na UCI Neonatal”. A ação é voltada ao cuidado de recém-nascidos internados na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCI Neonatal) da unidade, localizada em Abaetetuba, no Baixo Tocantins. A iniciativa tem como objetivo minimizar o estresse clínico e emocional dos bebês, promovendo um cuidado mais humanizado e centrado no paciente e em sua família. A proposta é desenvolvida a partir de uma parceria entre o hospital e a organização filantrópica Grupo Raízes de Abaeté, responsável pela confecção manual dos brinquedos de crochê terapêutico, conhecidos como polvos de amigurumi. Foto: Divulgação Cuidado humanizado com segurança assistencial Os polvos de amigurumi foram idealizados como um recurso terapêutico complementar, sem abrir mão dos critérios técnicos e dos protocolos de segurança. Todos os brinquedos passam por validação do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Eles são confeccionados com linha 100% algodão, preenchidos com fibra antialérgica e possuem detalhes bordados à mão, garantindo resistência e segurança durante os processos de lavagem e esterilização. “O material passa por todo o processo de esterilização no Centro de Material e Esterilização (CME) antes de ter contato com o recém-nascido. Todos os cuidados relacionados ao controle de infecção são rigorosamente seguidos, assegurando qualidade e segurança assistencial”, explicou o enfermeiro do SCIH, Thiago Carvalho. Foto: Divulgação Benefícios terapêuticos aos recém-nascidos Os polvos de amigurumi são utilizados como estratégia de humanização por auxiliarem no conforto dos bebês, especialmente os prematuros. Seus tentáculos remetem ao cordão umbilical e à sensação do útero materno, ajudando a promover segurança, conforto e até a regular funções vitais, como respiração e batimentos cardíacos. “Esse contato ajuda a amenizar o impacto da separação da mãe durante o período de hospitalização na UCI Neonatal, contribuindo para um cuidado mais acolhedor e humanizado”, destacou Ionara Paulina, coordenadora da UCI Neonatal. A diretora assistencial do hospital, Lícia Lima, ressaltou a importância da iniciativa. “Agradecemos imensamente a doação dos brinquedos, que contribuirá de forma significativa para a humanização do cuidado aos nossos recém-nascidos. É uma ação terapêutica que promove conforto, acolhimento e cuidado integral, reforçando o compromisso da unidade com uma assistência cada vez mais humanizada”, afirmou. Primeiro bebê beneficiado O recém-nascido Heitor Fernandes, filho de Elani Fernandes, foi o primeiro a receber um polvo de amigurumi após o brinquedo passar por todas as etapas de processamento e esterilização no hospital. Para a mãe, o projeto representa um gesto de grande valor emocional. “Parece um brinquedo simples, mas tem um valor terapêutico muito importante. Neste momento de fragilidade dos nossos bebês, são esses tentáculos que abraçam e dão todo o afeto aos nossos filhinhos”, relatou. A utilização dos polvos de amigurumi é inspirada em experiências internacionais iniciadas em 2013, na Dinamarca, por meio do Danish Octo Project, que identificou melhorias no conforto e no comportamento de recém-nascidos prematuros expostos a esse tipo de estímulo terapêutico.

HRPL promove orientação sobre os riscos da automedicação no projeto “Minuto de Valor”

HRPL promove orientação sobre os riscos da automedicação no projeto “Minuto de Valor” A iniciativa acontece todas as segundas-feiras, levando aos colaboradores uma dica essencial para iniciar a semana com mais informação, cuidado e responsabilidade com a saúde Por Pedro Amorim09/02/2026  17h00 Além da socialização do tema, foram entregues materiais informativos no intuito de contribuir com a fixação do conteúdo. Foto: Divulgação Com o objetivo de reforçar o uso consciente de medicamentos e alertar sobre os riscos da automedicação, o Hospital Regional Público do Leste (HRPL) realizou, nesta segunda-feira (09), mais uma ação do projeto “Minuto de Valor no HRPL”, no auditório da unidade. A iniciativa acontece todas as segundas-feiras, levando aos colaboradores uma dica essencial para iniciar a semana com mais informação, cuidado e responsabilidade com a saúde. O projeto é organizado em parceria com o Setor de Gestão de Pessoas e a Diretoria Administrativa do HRPL, fortalecendo ações contínuas de valorização, educação em saúde e cuidado com os colaboradores da unidade. Nesta semana, a atividade foi conduzida pelo farmacêutico responsável técnico (RT) Luiz Matos, que abordou os perigos da automedicação, prática comum no cotidiano, mas que pode trazer sérias consequências à saúde. Segundo ele, “a automedicação é um risco grave e disseminado no Brasil, já que cerca de 77% da população faz uso de medicamentos por conta própria”, alertou. Foto: Divulgação Durante a orientação, o farmacêutico destacou que os riscos vão além do alívio imediato dos sintomas. “A automedicação pode causar reações alérgicas, intoxicações, mascarar doenças graves e, a longo prazo, provocar danos ao fígado e aos rins. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas são ainda mais vulneráveis a esses efeitos”, explicou Luiz Matos. Ele também ressaltou que a prática afeta não apenas a saúde individual, mas todo o sistema de saúde. “Além de sobrecarregar o sistema público, a automedicação contribui para a resistência microbiana, que é um problema global. Por isso, é fundamental sempre procurar um profissional de saúde, não utilizar receitas antigas ou medicamentos de outras pessoas e fazer o descarte correto de remédios vencidos”, orientou. Foto: Divulgação O farmacêutico provocou ainda uma reflexão entre os participantes ao questionar: “Quem nunca tomou um remédio por conta própria para aliviar uma dor de cabeça, febre ou mal-estar? Apesar de parecer uma solução simples, essa prática pode esconder perigos que vão muito além do alívio imediato”, frisou. Serviço: O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes (ID), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL está localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 580 3291.

Hospital Regional de Tucuruí e Unacon iniciam campanha Fevereiro Roxo e Laranja

Hospital Regional de Tucuruí e Unacon iniciam Campanha Fevereiro Roxo e Laranja Iniciativa visa conscientizar a população a respeito do tratamento de doenças simbolizadas pela cor roxa, como o lúpus, o Alzheimer e a fibromialgia, além de utilizar a cor laranja para chamar a atenção para a leucemia Por Wellington Hugles04/02/2026  16h53 Foto: Divulgação O Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí – HRT e Unacon, em Tucuruí, sob a administração do Instituto Diretrizes, deu início, neste Dia Mundial do Câncer, ao trabalho de conscientização sobre o lúpus, o Alzheimer e a fibromialgia, visando informar a população ao longo deste mês de fevereiro. Essas doenças são simbolizadas pela cor roxa. Além disso, a cor laranja foi incorporada à campanha para ampliar a conscientização sobre a leucemia, um dos tipos mais graves de câncer, caracterizada como uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente de origem desconhecida. Foto: Divulgação De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 55 milhões de pessoas afetadas pelo Alzheimer no planeta, enquanto a fibromialgia atinge entre 2% e 4% da população mundial. No Brasil, o Alzheimer atinge aproximadamente 1,2 milhão de pessoas, segundo o Ministério da Saúde. Já estudos nacionais indicam que o lúpus afeta cerca de 65 mil indivíduos, majoritariamente mulheres em idade fértil. Na manhã desta quarta-feira (4), quando se celebra o Dia Mundial do Câncer, foram lançadas as campanhas Fevereiro Roxo e Laranja. Houve a participação de pacientes e acompanhantes nos setores de recepção e no salão de quimioterapia e radioterapia da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). Foto: Divulgação A ação teve como objetivo esclarecer sintomas e formas de tratamento, além de reforçar que o diagnóstico precoce contribui para a preservação da qualidade de vida. Com essa finalidade, o Setor de Humanização, em parceria com a equipe multiprofissional da Unacon, realizou a entrega de lenços e turbantes adornados com fitas roxas, que representam a luta, a esperança e a conscientização das pacientes em tratamento na unidade. A coordenadora de Enfermagem da Unacon, Samara Nunes, explicou que a unidade aborda uma nova temática a cada mês, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e da Sespa. “Em fevereiro, as cores que nos representam são o roxo e o laranja, e, ao longo deste mês, discutimos quatro doenças distintas. Realizaremos palestras e discussões que abordarão os conceitos, sintomas e tratamentos de cada doença. É fundamental ampliar o debate sobre essas doenças para reduzir estigmas, incentivar o diagnóstico precoce e fortalecer redes de apoio a quem convive diariamente com condições crônicas e, muitas vezes, invisíveis”, afirmou a coordenadora. Foto: Divulgação Após participar das palestras e interagir com a equipe da Unacon, Eugenia Amaral Silva, de 35 anos, manicure de Pacajá e acompanhante de uma paciente em tratamento oncológico, ficou impressionada com a quantidade de informações adquiridas. “Fiquei encantada com a simples, mas significativa homenagem que os profissionais prestaram ao distribuir lenços e turbantes às pacientes, contribuindo para a elevação da autoestima e para o fortalecimento do vínculo do paciente com o tratamento”, destacou. Durante as demais semanas do mês, haverá rodas de conversa e atividades educativas com colaboradores e usuários, com o objetivo de sensibilizá-los sobre os temas abordados. Foto: Divulgação