Ação educativa no Hospital Santa Rosa utiliza sinais de trânsito para a prevenção e identificação de flebite

Ação educativa no Hospital Santa Rosa utiliza sinais de trânsito para a prevenção e identificação de flebite Flebite é uma inflamação na camada interna de uma veia, geralmente superficial e mais comum nas pernas. Caracteriza-se por dor, vermelhidão e inchaço. Por Wellington Hugles07/04/2026 10h02 Em Abaetetuba, Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa promove capacitação para assistência na terapia intravenosa. Foto: Divulgação/Ascom HRBTSR No Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa, mantido pela Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) em Abaetetuba, foi realizada uma ação educativa com o intuito de reforçar a segurança do paciente e melhorar a assistência em terapia intravenosa. O foco foi a identificação precoce da flebite – uma inflamação na camada interna de uma veia, geralmente superficial e mais comum nas pernas – promovendo uma vigilância ativa, a padronização na comunicação e a rápida tomada de decisões pela equipe de saúde. A coordenação de Obstetrícia – PPP (Pré-Parto, Parto e Pós-Parto) do Hospital Santa Rosa conduziu uma atividade educativa lúdica que utiliza um sistema de sinais de trânsito (verde, amarelo e vermelho) para ensinar a identificar a flebite. Profissionais de saúde do Hospital Santa Rosa participam de dinâmica lúdica com foco na prevenção e identificação da flebite. Foto: Divulgação/Ascom HRBTSR Para facilitar o reconhecimento dos sinais clínicos da flebite pela equipe de assistência, os organizadores simplificaram a atividade educativa sobre a prevenção e identificação da flebite, caracterizada por dor, vermelhidão, calor local e endurecimento do trajeto venoso, sendo mais comum nos membros superiores e inferiores. A estratégia consistiu em usar uma linguagem visual clara e fácil de entender, o que ajuda a identificar mudanças no local da punção, tornando o processo mais ágil, seguro e eficiente. Para ajudar a memorizar os sinais clínicos da flebite, utilizou-se uma associação com as cores do semáforo: Verde: sem sinais ou condições para acesso venoso; Amarelo: primeiros indícios de preocupação, como uma leve vermelhidão ou desconforto; e Vermelho: sinais evidentes como dor severa, inchaço ou inflamação que requerem uma ação imediata. Foto: Divulgação/Ascom HRBTSR Essa abordagem permitiu identificar precocemente alterações que muitas vezes são esquecidas na prática clínica, possibilitando intervenções nas fases iniciais do processo inflamatório. Além disso, possibilita uma comunicação mais eficiente entre os profissionais; padroniza a linguagem de atendimento; aumenta o engajamento da equipe nas rotinas de monitoramento contínuo e resulta em registros mais consistentes no prontuário. Foto: Divulgação/Ascom HRBTSR A ação educativa revelou-se uma ferramenta eficaz para fortalecer a cultura de segurança do paciente, elevando a conscientização sobre os sinais clínicos e promovendo a prevenção de eventos adversos. Os participantes mencionaram que agora identificam melhor os sinais de flebite, que se sentem mais confiantes ao avaliar o acesso venoso e que a abordagem lúdica favoreceu o aprendizado. A programação para os colaboradores impulsionou a educação permanente em saúde, resultando em uma prática assistencial mais segura, qualificada e centrada no cuidado aos usuários. Foto: Divulgação/Ascom HRBTSR Segundo a enfermeira Werly, que atua no setor de Obstetrícia – PPP (Pré-Parto, Parto e Pós-Parto), a ação foi muito enriquecedora, pois trouxe de forma simples e prática um tema extremamente importante para a nossa rotina. “Aprendemos que cuidar do acesso venoso também é cuidar da segurança do paciente. A identificação precoce da flebite faz toda a diferença na prevenção de complicações. Estar atento aos sinais, como dor, vermelhidão e inchaço, e adotar medidas preventivas são atitudes essenciais no nosso dia a dia assistencial”, disse. Patrícia Muniz, organizadora da ação e coordenadora do Setor de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santa Rosa, destacou que utilizar uma abordagem lúdica como o sinal de trânsito facilita muito a compreensão e a aplicação prática do conhecimento pela equipe. “Essa estratégia fortalece a padronização da assistência, melhora a comunicação entre os profissionais e contribui diretamente para a segurança do paciente. A educação permanente é um dos pilares para a melhoria contínua da qualidade do cuidado”, afirmou. Foto: Divulgação/Ascom HRBTSR Serviço: O Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa integra a rede de saúde do Governo do Pará. Os serviços são 100% gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade é referência na região e está localizada na Rua Joaquim Mendes Contente, 1360 – Bairro Santa Rosa, em Abaetetuba (PA).
Hospital Santa Rosa mobiliza “Heróis da Segurança” em ação especial pelo Dia Nacional da Segurança do Paciente

Hospital Santa Rosa mobiliza “Heróis da Segurança” em ação especial pelo Dia Nacional da Segurança do Paciente Organizadores se caracterizaram como heróis defensores das metas, simbolizando o compromisso com a segurança nas práticas e no cuidado aos colaboradores e pacientes Por Wellington Hugles06/04/2026 19h55 Foto: Divulgação/Ascom HRBTSR Em alusão ao Dia Nacional da Segurança do Paciente, celebrado em 1º de abril, o Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa, em Abaetetuba, promoveu uma programação especial nos dias 1º e 2 de abril para reforçar a importância do cuidado seguro. Com uma abordagem lúdica e educativa, profissionais caracterizados como “Heróis da Segurança do Paciente” percorreram diversos setores da unidade, destacando as seis metas internacionais de segurança. A iniciativa foi organizada pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP), com apoio do Comitê Interno de Comunicação. Foto: Divulgação/Ascom HRBTSR Durante a programação, foi apresentado aos participantes o painel de gestão do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, que reúne os principais indicadores de adesão às barreiras dos protocolos das metas. Elas são indispensáveis para garantir uma assistência que seja mais segura, previna riscos e reduza a probabilidade de eventos adversos no cuidado. Avaliar os processos, identificar oportunidades de melhoria e implementar ações mais efetivas para a segurança do paciente é possível graças ao monitoramento desses indicadores. Cada uma dessas metas é um cuidado essencial: identificar corretamente os pacientes, comunicar-se de forma clara, garantir a segurança no uso de medicamentos, realizar cirurgias com segurança, prevenir infecções e reduzir o risco de quedas. José Wilson, que é analista de Qualidade e membro da equipe organizadora do evento, fez questão de enfatizar: “A segurança do paciente é resultado do compromisso diário de cada profissional. Quando aderimos aos protocolos e promovemos uma cultura de segurança, garantimos um cuidado mais seguro, humano e de qualidade para todos.” Foto: Divulgação/Ascom HRBTSR O diretor-geral da unidade, Claudemir Guimarães, também ressaltou a relevância do assunto: “Investir na segurança do paciente é investir em vidas. É com o comprometimento de toda a equipe e o seguimento das boas práticas que conseguimos oferecer uma assistência cada vez mais segura e eficiente.”
Hospital Santa Rosa promove dinâmicas que auxiliam a saúde mental dos profissionais

Hospital Santa Rosa promove dinâmicas que auxiliam a saúde mental dos profissionais A programação abordou temas como autocuidado, equilíbrio emocional, fortalecimento pessoal e autoconhecimento Por Wellington Hugles02/04/2026 19h55 Profissionais durante uma das dinâmicas realizadas no auditório da unidade hospitalar. Foto: Divulgação/Ascom HRBTSR No Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa, no município de Abaetetuba, o cuidado com o bem-estar emocional no local de trabalho está sendo conduzido pela “Ação de Vivência Terapêutica”. Os profissionais da unidade tiveram a oportunidade de expor seus anseios e ser acolhidos, além de compartilhar práticas que auxiliam no controle das emoções e na melhoria do ambiente profissional. A Comissão do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) organizou a “Ação de Vivência Terapêutica” na quarta-feira (1º), no auditório do Hospital Santa Rosa, empregando metodologias ativas e práticas de integração, como mindfulness, meditação guiada (escaneamento corporal), comunicação não violenta (CNV), escuta ativa e empática, e técnicas de respiração e relaxamento. Foto: Divulgação Profissionais de várias áreas do hospital participaram da ação, incluindo Irian Nylander, médica do Trabalho; Otávia Serrano, pedagoga e graduanda em Psicologia; Ronilde dos Prazeres, psicóloga; Ingridy Vilhena, enfermeira do Trabalho; Giovani Silva, técnico em Segurança do Trabalho, e Cheila Pinheiro, coordenadora de Gestão de Pessoas. Todos atuaram para criar um espaço de escuta e estímulo ao cuidado com a saúde mental. Musicoterapia e aromaterapia – A atividade foi conduzida pela pedagoga Otávia Serrano, que promoveu uma dinâmica em que todos puderam falar, favorecendo o acolhimento e a escuta. Depois, houve orientação sobre técnicas de respiração e relaxamento, contribuindo para o equilíbrio emocional dos participantes. Foto: Divulgação A psicóloga Ronilde dos Prazeres conduziu uma dinâmica interativa do jogo da memória, em um espaço preparado com técnicas de musicoterapia e aromaterapia. Segundo Otávia Serrano, “a proposta da vivência foi proporcionar um momento de pausa e conexão consigo mesmo. Muitas vezes, na rotina de trabalho, deixamos de olhar para nossas emoções. Trabalhar a autorregulação emocional é essencial para o equilíbrio, para a qualidade de vida e também para as relações no ambiente profissional.” Foto: Divulgação Ronilde dos Prazeres destacou que “cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física. Momentos como este permitem que o colaborador se sinta acolhido, ouvido e fortalecido emocionalmente, o que impacta diretamente no seu bem-estar e na qualidade do cuidado prestado.” Foto: Divulgação A médica Irian Nylander ressaltou a importância da iniciativa da equipe multiprofissional que organizou a programação, especialmente o acolhimento aos demais profissionais. “A promoção da saúde no ambiente de trabalho vai além dos aspectos físicos. Precisamos olhar para o colaborador de forma integral, incluindo sua saúde emocional. Ações como essa contribuem para um ambiente mais saudável, equilibrado e produtivo”, acrescentou. Foto: Divulgação Ao final, houve distribuição de brindes com mensagens relacionadas à saúde mental e recebimento da avaliação das dinâmicas pelos participantes, que afirmaram se sentir mais leves, confortáveis e preparados para colocar em prática o que aprenderam sobre autorregulação emocional. Serviço: O Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa integra a rede de saúde do Governo do Pará. Os serviços oferecidos são totalmente gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade é referência na Região de Integração Tocantins, e está localizada na Rua Joaquim Mendes Contente, nº 1.360, bairro Santa Rosa, área urbana de Abaetetuba.
Metas Internacionais de Segurança do Paciente são tema de blitz educativa no Hospital Regional de Tucuruí

Metas Internacionais de Segurança do Paciente são tema de blitz educativa no Hospital Regional de Tucuruí Além das metas, programação destacou a importância do adorno zero nas áreas assistenciais Por Wellington Hugles02/04/2026 19h16 Foto: Divulgação Na manhã de quarta-feira (1), foi realizada uma blitz educativa no Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí – HRT e na Unacon. O propósito foi reforçar as Metas Internacionais de Segurança do Paciente e a importância do adorno zero nas áreas assistenciais, além de celebrar o Dia Nacional de Segurança do Paciente. A equipe do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente organizou a ação com o intuito de promover melhorias que garantam a segurança do paciente, evitando e reduzindo a ocorrência de eventos adversos durante o atendimento e a internação. Enquanto os organizadores se deslocavam pelos setores do HRT, com placas interativas, os colaboradores foram convidados a citar uma ou mais metas: Identificação Correta dos Pacientes; Comunicação Efetiva; Segurança no Uso de Medicamentos; Cirurgia Segura; Redução do risco de infecções associadas aos cuidados em saúde; e Prevenção de danos decorrentes de quedas. “Essa ação é para que os profissionais aperfeiçoem suas habilidades a cada dia, e o paciente tenha sua saúde restabelecida sem agravos”, esclareceu Priscila Francisco, analista de Qualidade. De acordo com o Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), 134 milhões de eventos adversos resultantes de cuidados inseguros ocorrem em países de baixa e média renda, levando a 2,6 milhões de mortes por ano. Para proporcionar uma assistência que seja segura para o paciente, o Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí – HRT e a Unacon promovem, de forma frequente, as boas práticas das seis metas internacionais e a importância do adorno zero nas áreas assistenciais. Foto. Divulgação Blitz Educativa – A ação visa alertar os profissionais de saúde sobre os principais aspectos da segurança do paciente, para que possam implementá-los nos cuidados prestados a pacientes e familiares, assegurando, assim, uma assistência de maior qualidade e reduzindo a possibilidade de erros. “A blitz tem o intuito de reforçar a importância do conhecimento no cuidado com o usuário, disseminando a cultura de segurança do paciente baseada nas seis metas internacionais, a importância do adorno zero nas áreas de atendimento, promovendo reflexões sobre a importância dos protocolos de segurança, orientando pacientes e seus familiares a se apropriarem de seus cuidados e incentivando os profissionais de saúde a darem voz aos pacientes, para que agreguem mais atenção aos cuidados de saúde com êxito e segurança”, observou José Anderson Cunha, agente administrativo do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). A blitz foi um momento repleto de alegria e aprendizado, especialmente com o quiz de perguntas e respostas realizado com os profissionais, que teve como objetivo avaliar o nível de conhecimento sobre a segurança do paciente. “A partir dos resultados, iremos ampliar as ações desenvolvidas no hospital para melhorar a conscientização de todos sobre o tema”, destacou Tamara Maciel, auxiliar administrativa da Qualidade. Foto: Divulgação Conheça mais sobre as seis metas da segurança do paciente: Identificação de pacientes – protocolo que tem por objetivo garantir a correta identificação do paciente;Prevenção de quedas – visa diminuir a ocorrência de quedas e os danos resultantes, por meio da implementação de medidas que avaliem esse risco;Higienização das mãos – a correta higienização previne a transmissão de micro-organismos, controlando infecções cruzadas e aumentando a segurança de pacientes e profissionais;Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos – busca garantir práticas seguras no uso de medicamentos em todos os estabelecimentos de saúde;Prevenção de lesão por pressão – protocolo voltado à redução da ocorrência de lesões na pele e tecidos, geralmente sobre proeminências ósseas, causadas por pressão e/ou cisalhamento; eCirurgia segura – protocolo que visa implantar medidas para reduzir incidentes, eventos adversos e a mortalidade cirúrgica. Serviço: O Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí – HRT/Unacon integra a rede de saúde do Governo do Pará, e estão localizados na Avenida dos Amazonidas, s/n, no bairro Vila Permanente, em Tucuruí.
Hospital Regional Público do Leste lança projeto ‘Acolher e Orientar’

Hospital Regional Público do Leste lança projeto ‘Acolher e Orientar’ Iniciativa foca no fortalecimento do cuidado humanizado a usuários e acompanhantes da unidade de saúde Por Pedro Amorim28/03/2026 14h28 Em Paragominas, reunião Projeto Acolher e Orientar do Hospital Regional Público do Leste (HRPL). Foto: Divulgação O Hospital Regional Público do Leste (HRPL), situado em Paragominas, deu início ao projeto “Acolher e Orientar”. A iniciativa se volta ao fortalecimento do cuidado humanizado, por meio da valorização de familiares e acompanhantes durante o período de internação. Desenvolvido pelo Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), em parceria com a Comissão de Humanização, o “Acolher e Orientar” fortalece o compromisso da unidade com a excelência no atendimento, colocando o usuário e sua rede de apoio no centro da atenção. A proposta reconhece o papel essencial dos acompanhantes na jornada do paciente, promovendo um ambiente mais acolhedor, seguro e colaborativo. Por meio de orientações claras e estratégicas sobre as rotinas hospitalares, o projeto busca esclarecer dúvidas, reduzir inseguranças e contribuir para uma experiência mais tranquila e eficiente dentro da unidade. Como parte da iniciativa, a orientação de acompanhantes será realizada semanalmente, todas as quartas-feiras, proporcionando um espaço contínuo de escuta, informação e acolhimento. “O projeto foca no acolhimento de familiares e acompanhantes como peça-chave para melhorar a jornada do paciente durante o período de internação”, enfatizou, uma das colaboradoras do hospital engajadas no “Acolher e Orientar”. Tays Carvalho, do projeto ‘Acolher e Orientar’, e a acompanhante de paciente, Katiana Teixeira. Foto: Divulgação Aprovação – Katiana Pereira da Silva Teixeira é acompanhante da usuária internada, Maria do Socorro Lima Braga, de 61 anos. Ela destacou a importância das orientações recebidas na unidade para a melhoria da experiência durante o período de internação. “Eu não conhecia os direitos e deveres do acompanhante. Esta orientação foi esclarecedora, pois, por falta de informação, muitas vezes, acabamos descumprindo normas da unidade sem saber que não são permitidas”, disse Katiana Teixeira. Ela também ressaltou a relevância do tema abordado, enfatizando o impacto direto no cuidado com o paciente. “Aprendi muito, e não apenas sobre as regras do hospital. A orientação foi fundamental para entender como posso colaborar diretamente com a segurança do paciente que estou acompanhando. Foi um aprendizado muito valioso”, afirmou a acompanhante. Serviço: O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do governo do Pará. O HRPL fica localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 5803291.
Março Lilás: prevenção do câncer de colo do útero é tema no Hospital Regional Santa Rosa

Março Lilás: prevenção do câncer do colo do útero é tema no Hospital Regional Santa Rosa Ação promoveu a conscientização para importância do diagnóstico precoce Por Wellington Hugles28/03/2026 14h08 Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa, em Abaetetuba, realizou ação para destacar a prevenção contra o câncer. Foto: Divulgação Em Abaetetuba, o Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa, que integra a rede estadual por meio da Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa), realizou uma ação educativa em celebração ao Março Lilás nos dias 26 e 27, na recepção da GO, ambulatório e setor administrativo. O objetivo da ação é promover conscientização acerca da prevenção do câncer do colo do útero, ressaltando a importância do diagnóstico precoce, da realização do exame preventivo, da vacinação contra o HPV e da adoção de hábitos saudáveis. A Comissão de Humanização do Hospital Santa Rosa, junto a uma equipe multiprofissional e alunos do curso de enfermagem, desenvolveu uma série de atividades sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de colo do útero. As ações ocorreram ao longo de dois dias e incluíram diálogos educativos de maneira lúdica e interativa. Também foi enfatizada, no evento, a importância da vacinação contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos, antes de iniciarem a vida sexual, em conformidade com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para Patrícia Muniz, coordenadora do Setor de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santa Rosa, adquirir conhecimento e prevenir-se são fundamentais para identificar doenças. “A educação em saúde é uma ferramenta essencial para a prevenção e o cuidado. Momentos como este fortalecem o vínculo com os usuários e permitem levar informação de forma acessível, promovendo autonomia e cuidado consciente com a saúde.” Foto: Divulgação Além da relevância na prevenção, a ação destacou o exame preventivo (Papanicolau), a adoção de hábitos saudáveis e a detecção precoce seguida do início do tratamento. Lourdes da Cunha Sodré, 53 anos, empregada doméstica, moradora de Abaetetuba, estava à espera de uma consulta no ambulatório de especialidades da unidade e disse que o folder entregue e as orientações na palestra ajudaram a disseminar mais informações. “Achei bastante interessante e vou levar todo esse conhecimento para meus familiares e amigos. A falta de informações sobre a importância da prevenção impacta significativamente os resultados do tratamento, especialmente no caso do câncer”, ressaltou Lourdes da Cunha. Para engajar os presentes, foi proposta uma dinâmica de “Mitos e Verdades”, o que tornou a atividade mais ágil, interativa e propensa à reflexão. A abordagem utilizada promoveu a escuta, o diálogo e a troca de saberes, o que fortaleceu o laço entre profissionais e usuários.Os participantes mostraram um grande envolvimento, interagindo bastante ao longo de toda a ação, esclarecendo dúvidas e trocando experiências. O momento foi muito bem avaliado, evidenciando que o caráter lúdico e participativo foi fundamental para aprendizado, reflexão e fortalecimento do cuidado em saúde. Antonilda Pinheiro, presidente da Comissão de Humanização, enfatizou: “A ação reforça o compromisso da humanização em promover o cuidado para além da assistência técnica, valorizando a escuta, o diálogo e a participação ativa dos usuários. Trabalhar a prevenção de forma acolhedora e participativa é essencial para o fortalecimento da saúde.” Jhennifer Gonçalves, auxiliar administrativa do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), destacou a relevância de campanhas de conscientização. “Foi um momento proveitoso, em que percebemos o quanto as pessoas têm dúvidas e precisam de orientação. A participação foi muito positiva, e conseguimos levar informação de forma clara, acolhedora e acessível.” Serviço: O Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa integra a rede de saúde do Governo do Pará. Os serviços são 100% gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade é referência na região e está localizada na Rua Joaquim Mendes Contente, 1360 – Bairro Santa Rosa, em Abaetetuba. Equipes de Enfermagem do Hospital Santa Rosa conversam com usuários e acompanhantes sobre doenças da área ginecológica. Foto: Divulgação
Hospital Octávio Lobo conquista 3º lugar em desafio nacional e se destaca na segurança do paciente

Hospital Octávio Lobo conquista 3º lugar em desafio nacional e se destaca na segurança do paciente Sob consultoria do Hospital Albert Einstein, unidade foi a única representante do Norte a subir ao pódio do “Desafio da Copa Infecção Zero”, iniciativa que envolveu 47 hospitais Por Ellyson Ramos27/03/2026 17h17 Adrielle Monteiro e Luana Almeida apresentam os resultados obtidos com o engajamento e dinâmicas elaboradas em equipe na unidade de saúde do Pará. Foto: Divulgação. O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, conquistou o 3º lugar no “Desafio da Copa Infecção Zero”, iniciativa nacional coordenada pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), e que envolveu 47 hospitais brasileiros. O resultado foi anunciado durante a Sessão de Aprendizagem Presencial (SAP) do projeto “Saúde em Nossas Mãos”, realizada nos dias 24 e 25, em São Paulo. Na oportunidade, gestores da unidade paraense apresentaram os resultados obtidos. O Hoiol foi destaque no enfrentamento das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), um dos principais desafios em ambientes hospitalares de alta complexidade. O Hospital Regional de Eunápolis e o Hospital Geral Clériston Andrade, ambos da Bahia, ficaram com o primeiro e o segundo lugar, respectivamente, completando o pódio da competição nacional. À frente da metodologia no Hoiol, a coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Adrielle Monteiro, explica que o desafio foi realizado ao longo de quatro semanas, com foco em medidas essenciais de prevenção. “A proposta foi promover, de forma leve e lúdica, a conscientização da equipe da Unidade de Terapia Intensiva. Alcançar o terceiro lugar em uma competição nacional é o reconhecimento da dedicação dos profissionais, mesmo diante de uma rotina de alta complexidade”, disse a especialista em gestão e controle de infecção hospitalar. Um dos diferenciais da iniciativa foi o uso dos chamados “micromomentos educativos”, que substituem treinamentos longos por abordagens rápidas e aplicadas no próprio ambiente de trabalho. “Essa estratégia transformou nossa forma de conduzir treinamentos. Pequenas intervenções, feitas no dia a dia, mostraram um impacto muito maior na adesão às boas práticas”, destacou Adrielle. Adrielle Monteiro e Luana Almeida apresentam os resultados obtidos com o engajamento e dinâmicas elaboradas em equipe na unidade de saúde do Pará. Foto: Divulgação. Com dinâmicas inspiradas no universo esportivo para estimular a participação das equipes, notou-se o envolvimento de diferentes profissionais ao longo das semanas, além de interações em grupos e atividades em todos os turnos. Durante o período da dinâmica não foram registradas infecções de corrente sanguínea, pneumonia associada à ventilação mecânica ou infecções do trato urinário na unidade. Para a enfermeira da UTI do Hoiol, Danielle Pontes, a experiência foi marcante. “É gratificante participar de iniciativas que estimulam a reflexão e fortalecem a prevenção de infecções”, afirmou. Já a técnica de enfermagem Luana Almeida destacou que o projeto também contribuiu para ampliar o sentimento de pertencimento entre os profissionais e fortalecer a adesão às práticas de segurança. “Foi uma experiência enriquecedora. As dinâmicas eram motivadoras e reforçaram a importância da colaboração. Um time só faz gol quando trabalha em conjunto”, disse. Consultoria – Desde 2024 o Hoiol integra o projeto “Saúde em Nossas Mãos”, iniciativa nacional que busca reduzir em até 50% as IRAS em UTIs em cerca de 300 hospitais brasileiros. Na unidade paraense, as ações são acompanhadas por consultores do Einstein, com suporte contínuo por meio de visitas técnicas, atividades virtuais, entregas periódicas e encontros presenciais. O projeto segue uma metodologia estruturada na ciência da melhoria, desenvolvida pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI), referência mundial em segurança do paciente. A proposta consiste em identificar práticas já consolidadas, analisar processos assistenciais e promover ajustes contínuos, com foco na qualificação do cuidado e na redução de riscos dentro do ambiente hospitalar. A técnica de enfermagem Luana Almeida; a analista de custos sênior do Escritório de Excelência Einstein, Nancy dos Santos; a enfermeira da UTI do Hoiol, Danielle Pontes; o diretor administrativo do Hoiol, César Gonçalves; a coordenadora do SCIH e líder do projeto no Hoiol, Adrielle Monteiro; e o consultor de projetos no Escritório de Excelência do Hospital Israelita Albert Einstein, Francisco Timbó de Paiva Neto. Foto: Divulgação. O consultor de projetos no Escritório do Hospital Israelita Albert Einstein, Francisco Timbó de Paiva Neto, explicou que o “Copa de Infecção Zero” foi criado para os 47 hospitais que integram o Hub Einstein. “Durante quatro semanas, especialistas técnicos e consultores propuseram perguntas específicas, desafios e tarefas semanais sobre prevenção de infecções primárias da corrente sanguínea, infecção do trato urinário, pneumonia associada à ventilação mecânica e sobre higiene das mãos. Os hospitais discutiam os temas e compartilhavam as respostas, apontamentos e aprendizados”, explicou. Segundo o consultor, a finalidade da dinâmica nacional foi promover a reflexão das equipes sobre os processos de prevenção de infecções e a adesão à higienização das mãos na rotina de trabalho. “Os desafios seguiam um cronograma semanal e cada hospital tinha autonomia para definir o melhor momento para que as equipes de UTI se reunissem, discutissem casos clínicos e respondessem às perguntas e atividades propostas. Dessa forma, a iniciativa também contribuiu para alinhar projetos, processos internos e outras ações já existentes, ressaltou. A adoção da metodologia da ciência da melhoria trouxe ferramentas importantes para garantir a execução adequada das práticas, como o quadro GDSM, voltado à gestão diária, e o quadro Kamishibai, que permite monitorar os processos de trabalho e identificar, de forma visual, o que está sendo bem executado ou precisa de ajuste. Também houve avanços na adesão à higiene das mãos e na redução da densidade de infecções, refletindo diretamente na qualidade da assistência prestada. “Em 2024, quando iniciamos o ‘Saúde em Nossas Mãos’ no Hoiol, observamos resultados positivos na unidade, como a redução na densidade de pneumonia associada à ventilação mecânica e avanços no controle das infecções do trato urinário. E seguimos empenhados na redução dos casos de infecção primária da corrente sanguínea. O Hospital Octávio Lobo possui uma equipe engajada, tecnicamente qualificada, que atua com autonomia e senso de humanidade, fatores essenciais para o fortalecimento do
Unacon Tucuruí promove “Dia D” de alerta sobre o câncer do colo do útero em alusão ao Março Lilás

Unacon Tucuruí promove “Dia D” de alerta sobre o câncer do colo do útero em alusão ao Março Lilás O “Dia D” do Março Lilás em Tucuruí ocorreu no estacionamento da Unacon. O evento foi enriquecido com aula laboral, dia de beleza e momento de louvor, com apresentação musical Por Wellingthon Hugles26/03/2026 14h44 Foto: Divulgação Na manhã desta quarta-feira (25), o Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí (HRT) e a Unacon, que integra a rede estadual de saúde do governo do Pará, realizou o “Dia D” da campanha Março Lilás, voltada à conscientização, prevenção e combate ao câncer do colo do útero. O objetivo do “Dia D” é conscientizar e prevenir as mulheres sobre o câncer do colo do útero. Durante a programação, dúvidas foram esclarecidas por meio de palestras e folhetos informativos. Também foram oferecidos diversos serviços de beleza e empoderamento para pacientes, acompanhantes e colaboradoras do complexo, incluindo ginástica laboral, medição de sinais vitais, fisioterapia, testes de glicemia, tipagem sanguínea e aferição da pressão arterial, coleta de PCCU, além de serviços estéticos como corte de cabelo, maquiagem e massagem terapêutica. A equipe multiprofissional, com o apoio do Setor de Humanização e das coordenações da Unacon, organizou momentos educativos e de conscientização para os presentes. Durante o encontro, foram abordados temas essenciais como formas de transmissão, prevenção, diagnóstico, vacinação e as atualizações do Ministério da Saúde sobre a doença. O “Dia D” destaca a importância da informação como ferramenta de cuidado, especialmente na promoção da saúde da mulher e na prevenção de doenças que ainda apresentam altos índices no País. Foto: Divulgação O Instituto Nacional do Câncer (Inca) destaca que o câncer do colo do útero, também conhecido como câncer cervical, é o quarto tipo mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Na maioria dos casos (99%), a doença é causada pela infecção persistente do Papilomavírus Humano (HPV), um vírus de transmissão sexual. O Inca estima que 80% das mulheres serão expostas ao HPV ao longo da vida, mas isso não significa que todas desenvolverão a doença. Nos primeiros estágios, a doença pode ser imperceptível. Contudo, quando apresenta sintomas, os mais comuns são sangramentos fora do normal, especialmente após a relação sexual, secreção vaginal incomum e dor na região abdominal. Segundo as assistentes sociais Angélica Rocha e Amanda Cavalcante, a ocasião também serve como uma oportunidade de intercâmbio e reforço do cuidado na Unacon, tanto para conscientizar quanto para estreitar os laços entre pacientes, acompanhantes e profissionais. “É extremamente gratificante para nós compartilhar conhecimento. Pela colaboração de toda a equipe organizadora e pela oportunidade de oferecer cuidados de saúde às mulheres que participaram do evento. Ao integrar a Unacon, que valoriza esses momentos, temos a oportunidade de cultivar a esperança na diminuição dos casos de câncer do colo do útero graças às campanhas de conscientização, como a do Março Lilás”, ressaltou Amanda Cavalcante. Foto: Divulgação De acordo com Manoel Maia, médico oncologista e coordenador dos médicos oncologistas da Unacon, “estamos aqui para, juntamente com a equipe do HRT e da Unacon, intensificar a campanha Março Lilás, voltada à conscientização, prevenção e combate ao câncer do colo do útero”. É imprescindível ressaltar que o câncer do colo do útero é o segundo mais comum entre as mulheres de nossa região e que, em sua maioria, as pacientes pertencem a camadas de menor condição econômica, o que leva a uma elevada mortalidade. Por isso, é de suma importância que as mulheres estejam plenamente conscientes e se previnam, buscando exames que possibilitem identificar a doença em seus estágios iniciais. Sem dúvida, o câncer do colo do útero é um dos mais preveníveis. Em tese, a prevenção se dá por meio do uso de preservativos, que diminuem as chances de contrair o HPV, principal responsável por esse tipo de câncer. Os jovens também podem se vacinar gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. “Por isso, tanto a prevenção quanto o cuidado são fundamentais para evitar o câncer e para que a cor lilás não seja apenas mais uma cor que marca uma importante campanha em nosso calendário”, concluiu Manoel Maia. Durante todo o ano, a Unacon promove campanhas de conscientização e orientação para as mulheres a respeito do tratamento do câncer. De acordo com Samara Nunes, coordenadora de enfermagem da Unidade Oncológica de Tucuruí, todos os dias são atendidas pacientes que chegam encaminhadas pelas equipes de atenção primária, após a detecção da doença no exame de PCCU. “É preciso ficar de olho, pois na Unacon 3.500 mulheres estão em tratamento oncológico para vários tipos de câncer. Desse total, foram identificados 103 casos de câncer do colo do útero. É um número que causa impacto. É crucial que a doença seja identificada em sua fase inicial e que o tratamento seja iniciado o quanto antes. Por essa razão, campanhas de conscientização como o Março Lilás, bem como a realização regular do exame Papanicolau, são indispensáveis”, frisou. Foto: Divulgação Irany de Oliveira, residente em Marabá, veio à Unacon para receber tratamento oncológico. Aproveitou a oportunidade para renovar o visual, fazendo maquiagem, e ainda teve tempo para uma sessão de massagem relaxante. Segundo ela, “o evento foi cativante, pois muitas mulheres não sabem onde e como fazer exames e iniciar o tratamento. Por meio das palestras, fomos informadas sobre as estratégias de prevenção e os atendimentos ofertados na Unacon de Tucuruí”. O diretor-geral do Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí, Junior Souto, enfatizou a relevância da programação. “Hoje e é o Dia ‘D’ do Março Lilás, e a Unacon, junto com o HRT, tem oferecido, ao longo de todo o mês de março — dedicado à conscientização, prevenção e combate ao câncer do colo do útero —, palestras educativas e exames. Neste evento, oferecemos um dia de beleza para as mulheres e, em colaboração com a Secretaria Municipal de Saúde de Tucuruí, foi possível realizar a coleta do exame de PCCU em todas as mulheres presentes, sejam pacientes, acompanhantes ou colaboradoras que desejavam realizar a detecção precoce do câncer do colo do útero”, enfatizou. Serviço: O
Especialista do Hoiol ensina acadêmicos a detectar sinais precoces de leucemia em exames de sangue

Especialista do Hoiol ensina acadêmicos a detectar sinais precoces de leucemia em exames de sangue Treinamento com o biomédico Matheus Bernardes mostrou como a leitura do hemograma pode acelerar o diagnóstico e aumentar as chances de tratamento eficaz Por Leila Cruz26/03/2026 14h19 Durante o minicurso, o biomédico Matheus Bernardes orienta estudantes na análise prática de exames laboratoriais voltados ao diagnóstico de leucemias. Foto: Divulgação Reconhecer sinais precoces de leucemia pode fazer toda a diferença no início do tratamento. Esse foi o objetivo do minicurso prático sobre a interpretação do hemograma e exames complementares ministrado pelo biomédico Matheus Bernardes, do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol). Durante a atividade teórica e prática, 30 alunos do 1º, 5º e 8º semestres do curso de biomedicina do Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz) aprenderam aspectos fundamentais da identificação laboratorial de alterações sugestivas da doença e o papel do diagnóstico na agilidade do cuidado ao paciente. A forma como a acadêmica Rubia Gouvêa, 22 anos, interpretava o hemograma mudou. O que antes era visto como um exame laboratorial básico passou a ser compreendido como uma ferramenta essencial para a identificação inicial de doenças hematológicas. “Antes, eu enxergava o hemograma como um exame de triagem geral. Agora, entendo que alterações como anemia, leucocitose, leucopenia, trombocitopenia e, principalmente, a presença de células imaturas podem ser os primeiros indícios de leucemia ou de outras doenças graves”, afirmou. Segundo a estudante, o contato direto com a análise laboratorial foi determinante para consolidar o aprendizado. “A parte que mais contribuiu foi acompanhar a identificação de blastos. Ver isso de forma aplicada, e não apenas teórica, facilitou muito a compreensão”, destacou Rubia, que também ressaltou a importância da vivência com casos reais para a formação profissional. “A análise de lâminas de pacientes aproxima o estudante da realidade laboratorial e clínica, além de aumentar a segurança na interpretação dos exames, algo fundamental para nós, futuros biomédicos”, completou. Com linguagem acessível e didática clara, Matheus demonstrou aos participantes como reconhecer a presença de blastos no hemograma e destacou a relevância desse olhar técnico no contexto diagnóstico. Segundo o biomédico, a identificação precoce de alterações hematológicas suspeitas pode contribuir diretamente para o encaminhamento oportuno do paciente, aumentando as chances de início rápido do tratamento e, consequentemente, melhores desfechos clínicos. “Foi uma oportunidade de compartilhar a experiência prática e reforçar a relevância do hemograma como ferramenta inicial na investigação das leucemias. Eles também conheceram outras metodologias complementares de grande importância, como a imunofenotipagem e a biologia molecular, fundamentais para confirmação diagnóstica, classificação da doença e definição terapêutica”, afirmou. Bernardes destacou ainda que o minicurso proporcionou aos acadêmicos uma experiência mais próxima da rotina laboratorial, mostrando de forma didática como o biomédico pode contribuir diretamente para a suspeita diagnóstica precoce. “A iniciativa reforça o compromisso do Hospital Octávio Lobo com a formação acadêmica, a disseminação do conhecimento e o fortalecimento do diagnóstico laboratorial de precisão, contribuindo para a capacitação de futuros profissionais biomédicos e para a valorização da atuação do biomédico no cuidado ao paciente onco-hematológico”, destacou. Matheus posa com os acadêmicos do curso de biomedicina da Unifamaz. Foto: Divulgação No contexto oncológico, esse cuidado se torna ainda mais delicado. Crianças em tratamento apresentam maior vulnerabilidade, principalmente devido à baixa imunidade. Um dos principais desafios é a mucosite, inflamação que pode atingir a mucosa oral e causar dor, feridas e dificuldade na alimentação. “Qualquer alteração na saúde bucal desses pacientes precisa de atenção redobrada, porque pode evoluir rapidamente”, destacou o odontólogo. Além disso, hábitos simples fazem diferença na rotina. Entre as orientações, está aguardar cerca de 30 minutos após as refeições para então escovar os dentes, evitar força excessiva durante a escovação e supervisionar a higiene das crianças. “Muitas práticas incorretas são passadas de geração em geração. Por isso, orientar corretamente os pais é essencial”, reforçou Barbosa, que atuou como voluntário na ação. “Contribuir com a saúde das pessoas por meio da profissão é algo muito gratificante.” A relação entre saúde bucal e prevenção de infecções também foi abordada durante a palestra. Segundo a coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hoiol, Adrielle Monteiro, a cavidade oral pode ser uma porta de entrada para microrganismos. “Uma higiene inadequada permite a proliferação de bactérias e fungos que podem se disseminar pelo organismo, causando infecções graves, como pneumonia ou infecções sistêmicas”, alertou. Serviço: Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, atendendo pacientes na faixa etária de 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), por meio de contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa)
Hospital Oncológico Infantil mostra importância da saúde bucal na prevenção de infecções

Hospital Oncológico Infantil promove ação de conscientização sobre saúde bucal e prevenção de infecções Evento buscou conscientizar usuários e estimular práticas saudáveis, que fortalecem o cuidado integral na unidade de saúde da rede pública estadual Por Ellyson Ramos19/03/2026 18h40 O odontólogo Fernando Barbosa explicou sobre técnicas corretas de escovação. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Com foco na promoção da saúde e na segurança dos pacientes, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) realizou uma ação educativa voltada à importância da higiene bucal para crianças em tratamento contra o câncer. A programação, realizada na tarde desta sexta-feira (20), incluiu palestra, atividades lúdicas na brinquedoteca conduzidas pela equipe de Humanização em parceria com voluntários e a distribuição de kits de higiene oral para pacientes. De acordo com o odontologista voluntário, Fernando Barbosa, a higiene bucal adequada é fundamental para prevenir doenças como a cárie, considerada uma das mais comuns. “A cárie muitas vezes é o ponto de partida para outros problemas. Por isso, a escovação correta, o uso do fio dental e do enxaguante são indispensáveis para interromper esse processo”, explicou. Atividades na brinquedoteca levaram informação e conscientização de forma lúdica para crianças e acompanhantes. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol No contexto oncológico, esse cuidado se torna ainda mais delicado. Crianças em tratamento apresentam maior vulnerabilidade, principalmente devido à baixa imunidade. Um dos principais desafios é a mucosite, inflamação que pode atingir a mucosa oral e causar dor, feridas e dificuldade na alimentação. “Qualquer alteração na saúde bucal desses pacientes precisa de atenção redobrada, porque pode evoluir rapidamente”, destacou o odontólogo. Além disso, hábitos simples fazem diferença na rotina. Entre as orientações, está aguardar cerca de 30 minutos após as refeições para então escovar os dentes, evitar força excessiva durante a escovação e supervisionar a higiene das crianças. “Muitas práticas incorretas são passadas de geração em geração. Por isso, orientar corretamente os pais é essencial”, reforçou Barbosa, que atuou como voluntário na ação. “Contribuir com a saúde das pessoas por meio da profissão é algo muito gratificante.” A relação entre saúde bucal e prevenção de infecções também foi abordada durante a palestra. Segundo a coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hoiol, Adrielle Monteiro, a cavidade oral pode ser uma porta de entrada para microrganismos. “Uma higiene inadequada permite a proliferação de bactérias e fungos que podem se disseminar pelo organismo, causando infecções graves, como pneumonia ou infecções sistêmicas”, alertou. A coordenadora do SCIH do Hoiol, Adrielle Monteiro, orientou sobre a importância da saúde bucal para a prevenção de infecções. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Para reduzir esses riscos, o hospital conta com protocolos específicos e uma atuação integrada entre diferentes profissionais. A equipe multiprofissional trabalha de forma conjunta com o SCIH na prevenção de infecções. A higiene bucal, inclusive, é considerada parte essencial antes de procedimentos invasivos. “Escovar os dentes antes de uma cirurgia, por exemplo, reduz significativamente o risco de contaminação”, ressaltou Adrielle, que integra também a Comissão de Humanização da unidade. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol A participação da família é outro ponto-chave nesse processo. Pais e responsáveis são orientados a manter os cuidados também após a alta hospitalar, garantindo a continuidade do tratamento em casa. “(A ação) esclareceu muitas dúvidas e mostrou que é importante sempre estar com a saúde bucal em dia. A escovação da Cecília é feita pela manhã e à noite, antes de ir dormir. Sempre levei ela no pediatra e, no tempo certo, fui orientada a fazer a escovação dos dentinhos dela. Hoje soube que não devemos esquecer de escovar os dentes corretamente”, disse Dafne Lima, 23 anos, mãe de Cecília, de 1 ano e 5 meses, em tratamento contra um neuroblastoma. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol O pintor Michel Marques, 24 anos, é pai de Sara, 7 anos, em tratamento contra a leucemia. Ele participou da ação na brinquedoteca e destacou o aprendizado. “Minha filha escova os dentes três vezes ao dia, mas eu não tinha conhecimento sobre a importância da escovação, nem sabia que tinha um tempo certo. Também não imaginava que esse hábito é muito importante para quem vai passar por cirurgias. Foi muito interessante”, afirmou. Serviço – Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é referência na região Norte no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária de 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol
Hospital Octávio Lobo incentiva a consciência socioambiental entre os pacientes

Hospital Octávio Lobo incentiva a consciência socioambiental entre os pacientes Com atividades lúdicas, inclusivas e educativas, hospital estimula a aprendizagem criativa e o uso responsável da água Por Leila Cruz19/03/2026 18h40 Larissa Lima participou de atividade educativa. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Em alusão ao Dia Mundial da Água, celebrado em 20 de março, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) promoveu atividades educativas e lúdicas voltadas a crianças e adolescentes em tratamento na instituição. A programação integra um conjunto de ações permanentes desenvolvidas pelo projeto “Aprendizagem Criativa” ao longo do ano, e que buscam fortalecer a responsabilidade socioambiental entre os pacientes, incentivando o uso consciente de recursos como água, energia e materiais descartáveis. Membro da equipe de Humanização, Jucinara Gaia, destacou a importância de envolver o público infantojuvenil em temáticas socioambientais desde cedo, estimulando a consciência crítica e a adoção de hábitos responsáveis no cuidado com recursos naturais, como a água. “As iniciativas lúdicas e educativas contribuem para que crianças e adolescentes compreendam, de forma acessível, o impacto das atitudes no meio ambiente. Eles são agentes de mudança e podem levar essas informações para as famílias e comunidades, multiplicando o conhecimento e o impacto positivo”, disse. O jogo “Protetores da Água” contribuiu para que as crianças compreendessem, de forma lúdica, a diferença entre economizar e desperdiçar água. “A dinâmica relembrou situações do dia a dia, como escovar os dentes e tomar banho, ligar ou desligar torneiras e chuveiros durante o uso, como também situações que acontecem em casa referente ao desperdício de água e mostrar como agir nesses casos. As crianças tiveram que tomar decisões sobre como usar a água de forma responsável. Isso ajudou a fixar o conceito de que pequenas ações podem fazer uma grande diferença na preservação da água”, explicou. Marca dos Protetores da Água. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Jucinara destacou ainda os impactos positivos no comportamento das crianças dentro e fora do hospital em relação ao uso consciente da água. “O intuito é incentivar os nossos pacientes a adotar hábitos mais sustentáveis, como fechar a torneira enquanto escovam os dentes e tomar banhos mais curtos. Além disso, eles podem compartilhar essas informações com familiares e amigos, criando uma rede de conscientização e mudança”, ressaltou. Os alunos-pacientes da Classe Hospitalar acompanhados dos responsáveis participaram durante a manhã desta terça-feira (18), de uma visita à Estação de Tratamento de Água do Complexo Bolonha, no Parque Estadual do Utinga, e conheceram todo o percurso do recurso hídrico, desde a captação, tratamento nas estações até a chegada do recurso às residências. A atividade foi proporcionada pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). “Aprendi muitas coisas sobre o tratamento da água, desde como ela é cuidada até chegar limpa para a gente. Achei tudo muito interessante. Acho esse processo importante porque a água limpa é essencial para a nossa saúde e qualidade de vida”, contou a Maira Costa, 15 anos. Usuários e acompanhantes durante visita à Estação de Tratamento de Água da cidade de Belém. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Inclusão – A programação foi adaptada para garantir a participação de pacientes acamados, em respeito às limitações e necessidades de cada um. Por meio de abordagens individualizadas, os pacientes internados puderam interagir com o tema de forma acessível, mantendo o vínculo com o aprendizado e reforçando, mesmo durante o tratamento, a importância de práticas conscientes no cuidado com a água. “A atividade de pintura estimula sentidos como tato e visão, tornando o aprendizado mais concreto e significativo. A conversa complementa esse momento ao reforçar o uso consciente da água e contribuir para o desenvolvimento cognitivo e sensorial. Com ações lúdicas, as crianças vivenciam experiências práticas e aprendem sobre preservação, sustentabilidade e a importância desse recurso essencial”, ressaltou Fernanda, da equipe de Humanização. Após participar da dinâmica educativa, a pequena Larissa Silva, de 9 anos, ficou atenta às instruções recebidas. “Às vezes a gente fica com sede ou quer tomar banho, mas não tem água. Eu vou economizar água em casa e na escola, vou deixar a torneira fechada quando não estiver usando e não vou demorar no chuveiro”, disse.
Regional do Leste promove ação de conscientização sobre o câncer de colo do útero às usuárias e acompanhantes

Regional do Leste promove ação de conscientização sobre o câncer de colo do útero às usuárias e acompanhantes Iniciativa teve como foco a prevenção de agravos, no rastreamento e diagnóstico precoce dessas doenças prevalentes na população feminina, bem como no fortalecimento do autocuidado. Por Pedro Amorim18/03/2026 16h17 Foto: Divulgação Em Paragominas, o Hospital Regional Público do Leste (HRPL) realizou, nesta terça-feira (17), ação de educação em saúde para usuários e seus acompanhantes que aguardavam atendimento na Recepção Central da unidade, voltada ao combate e à conscientização sobre o câncer de colo do útero, tema abordado ao longo deste mês. A iniciativa foi conduzida pelo enfermeiro Jardson Soares e teve como foco a prevenção de agravos, no rastreamento e diagnóstico precoce dessas doenças prevalentes na população feminina, bem como no fortalecimento do autocuidado. A ação também contemplou orientações baseadas em protocolos assistenciais, abordando a importância do acompanhamento periódico, da adesão aos exames de rotina e da identificação oportuna de sinais e sintomas, contribuindo para a redução de riscos e a melhoria dos desfechos em saúde da mulher. Usuária Klíssia Oliveira e o enfermeiro Jardson Soares. Foto: Divulgação Jardson Soares destacou ainda a importância do acesso à informação durante a ação. “O câncer do colo do útero é um problema de saúde que afeta milhares de mulheres todos os anos, mas a boa notícia é que ele pode ser prevenido. A vacinação contra HPV, os exames periódicos e a conscientização sobre os fatores de riscos são ferramentas poderosas para salvar vida. Informar e educar é o primeiro passo para a prevenção de o cuidado da saúde feminino”, afirmou. Aprovação – Klíssia Oliveira, de 42 anos, que acompanhava o esposo durante a realização de um exame, destacou a importância da conscientização sobre o câncer do colo do útero, tema trabalhado no mês de março. “Muitas pessoas ouvem falar sobre o assunto, mas acabam deixando o cuidado de lado”, afirmou. Sobre a ação promovida pelo hospital, Klíssia destacou os aprendizados adquiridos. “Precisamos nos colocar como prioridade e aproveitar que o exame é gratuito e deve ser feito uma vez ao ano. Além disso, a vacinação para os adolescentes é fundamental e precisa ser incentivada, buscando esse público principalmente nas escolas”, concluiu. O HRPL desempenha um papel importante na descentralização do atendimento oncológico no Pará, sendo habilitado para procedimentos cirúrgicos oncológicos. Dados – No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a região norte possui o maior índice de mortalidade por esse tipo de câncer. Serviço: O Hospital Regional Público do Leste faz parte da rede de saúde do governo do Pará e, fica localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 5803291.
