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Região do Baixo Tocantins registra primeira captação de órgão para transplante

Região do Baixo Tocantins registra primeira captação de órgão para transplante

Os órgãos captados foram duas córneas, dois rins e um fígado. Cinco pessoas serão beneficiadas com o ato de amor ao próximo. Apenas em 2023, o Estado do Pará registrou 617 transplante

 

A Central Estadual de Transplantes do Pará (CET-PA), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), efetivou na última sexta-feira (23), a primeira captação de órgãos para transplante da região do Baixo Tocantins. O processo aconteceu no Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR), em Abaetetuba e, foi autorizado pelos familiares de uma jovem de 22 anos, que faleceu após um acidente de moto.

O processo de doação dos órgãos foi iniciado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes – (CIHDOTT), do Hospital Santa Rosa, e em seguida coordenado pela equipe da CET-PA, que fez rodo o processo de acolhimento dos familiares da doadora, além da organização das etapas que antecederam a captação dos órgãos.

Uma equipe multiprofissional esteve reunida, o que permitiu a retirada de duas córneas, dois rins e um fígado. Ao todo, cinco pessoas serão beneficiadas com os órgãos e consequentemente, vão ganhar uma nova vida, graças ao gesto generoso dos pais da doadora.

O fígado e os rins foram levados pelo helicóptero do Governo do Estado, pelo médico Rafael Romero Garcia, e as córneas por ter um tempo de viabilidade maior para ser transplantada seguiu via terrestre com a coordenadora do CET/SESPA, Ierecê Miranda e a equipe do Banco de Olhos que realizou a retirada das córneas. O fígado será transplantado pelo mesmo médico que realizou a captação do órgao na Santa Casa de Misericórdia do Pará, cujo receptor foi selecionado por critérios de compatibilidade. Já os rins vão ficar na sede da Central de Transplantes para posteriormente serem encaminhados para um receptor assistido pela equipe de transplante renal, em Belém, e o outro rim para um receptor na cidade de Redenção, no sul do Pará, onde o mesmo é assistido pela equipe do Hospital Regional Público do Araguaia, informou Ierecê Miranda coordenadora da CET-PA.

Atualmente, 20 profissionais de diversas áreas desenvolvem ações educativas de uma forma lúdica na instituição. A presidente da Comissão de Sustentabilidade do Hoiol, Natacha Cardoso, destaca que a ideia é direcionar o olhar do colaborador para a preservação do meio ambiente, saúde ocupacional e saúde da sociedade como um todo. “O PHS nos permite trabalhar a educação continuada por meio de participação em seminários e outras ações de capacitação. Mensalmente, recebemos uma programação e disseminamos as informações sobre os aspectos econômicos, sociais e ambientais da nossa Política Institucional de Sustentabilidade”, esclareceu.

“Hoje, temos três projetos: Aprendizagem Criativa, desenvolvido junto aos usuários e acompanhantes; Sustentabilidade na classe hospitalar, com os nossos alunos e Blitz Sustentável direcionado aos nossos colaboradores para trabalhar o consumo consciente com o intuito de evitar o desperdício durante a atuação dentro da instituição (segregação e descarte correto de resíduos e o uso consciente da água, da energia e dos descartáveis”, informou

“A doação de órgãos é um gesto de amor ao próximo que muda o destino, traz a saúde de volta e faz a diferença na vida de muitas pessoas. Que o gesto dessa família possa sensibilizar cada vez mais a população da Região do Baixo Tocantins e de todo o Pará, a buscarem informações e experimentar do gesto mais nobre do ser humano, que é ajudar alguém que não conhece, como acontece com a doação de órgãos”, ressaltou a coordenadora. 

Para Ivete Vaz, titular da Sespa, a atuação da equipe foi fundamental para que a captação acontecesse. “Estamos felizes e orgulhos por conseguir essa, que é a primeira captação de órgão para transplante na região do Baixo Tocantins, onde outras pessoas terão a oportunidade de ter uma nova chance de vida. Agradecemos, principalmente, aos familiares da doadora, que fizeram este ato solidário e compreenderam a importância de uma doação”, ponderou a secretária. 

Referência – O HRBTSR, administrado pela Organização Social Instituto Diretrizes, disponibilizou toda a estrutura necessária para a realização da cirurgia de captação dos órgãos. A unidade é pioneira na captação de órgãos para transplante na Região do Baixo Tocantins e do interior do Estado do Pará.

“A união e o empenho de todos possibilitou que todo o processo tivesse sucesso, a atuação rápida da equipe após o diagnóstico do paciente foi muito importante para a preservação dos órgãos. Mas, nada seria possível sem a aceitação da família, que conseguiu transformar a dor da perda em esperança para outras pessoas que dependem do transplante para viver”, enfatizou Claudemir Guimarães, Diretor Geral do HRBT. 

“Ser o hospital referência na captação de órgãos na região do Baixo Tocantins, e contribuir com o transplante de órgãos, é um passo muito importante para o Hospital Santa Rosa. Graças ao empenho do Instituto Diretrizes e da Sespa, temos estrutura, equipamentos e equipe qualificada para acompanhar todo o processo, e é gratificante ver o resultado positivo. Em meio à dor da perda, a doação de órgãos ressignifica a morte e transforma a tristeza em ato de amor”, pontuou o diretor do HRBT.

Homenagens – Antes do procedimento de retirada dos órgãos, a equipe assistencial junto com os profissionais do Hospital Santa Rosa, realizaram um “corredor humano” para a caminhada do respeito, no trajeto entre a UTI e o Centro Cirúrgico. Um gesto simbólico em que todos estão de mãos dadas em agradecimento e em homenagem à memória da paciente, solidarizando-se com a família da doadora.

 

“A união e o empenho de todos possibilitou que todo o processo tivesse sucesso, a atuação rápida da equipe após o diagnóstico do paciente foi muito importante para a preservação dos órgãos. Mas, nada seria possível sem a aceitação da família, que conseguiu transformar a dor da perda em esperança para outras pessoas que dependem do transplante para viver”, enfatizou Claudemir Guimarães, Diretor Geral do HRBT. 

Protocolo – O procedimento para coleta, transporte e transplante de órgãos segue normas rígidas, protocoladas na Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Pacientes com diagnóstico de morte encefálica é considerado doador em potencial. O processo de captação inicia com o contato com a família, quando são consultados sobre a possibilidade de doação dos órgãos. Caso concordem, é realizada uma série de exames para confirmar o diagnóstico. A notificação da morte encefálica é obrigatória por lei.


Texto: Wellington Hugles-ASCOM/HRBTSR

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Hospital Octávio Lobo recebe menção honrosa do Prêmio Amigo do Meio Ambiente 2023​

Hospital Octávio Lobo recebe menção honrosa do Prêmio Amigo do Meio Ambiente 2023

Unidade desenvolve práticas para prevenir e reduzir os riscos socioambientais e promover sustentabilidade na área de saúde

Palestras no Hospital Octávio Lobo educam os homens sobre os cuidados com a saúde

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) recebeu menções honrosas do Prêmio “Amigo do Meio Ambiente 2023” da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, durante a 16ª edição do Seminário Hospitais Saudáveis (SHS) realizado, neste mês, na capital paulista. Com o tema “Ação climática para transformação do setor saúde: redesenhando a saúde do amanhã”, a programação premiou e reconheceu organizações que desenvolvem iniciativas de proteção ao meio ambiente e de sustentabilidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)..

Desde o mês de abril deste ano, o Hospital Octávio Lobo integra o Projeto Hospitais Saudáveis (PHS), uma organização não governamental dedicada a promover o conhecimento e mobilizar pessoas e instituições em prol da sustentabilidade do setor saúde e da saúde pública e ambiental. Mas a diretora-geral, Sara Castro, enfatiza que “um dos valores institucionais do hospital é a sustentabilidade, portanto a preocupação com essas questões se iniciou em setembro do ano passado com a criação da Comissão de Sustentabilidade”. Esse reconhecimento evidencia “o comprometimento da nossa equipe com uma das pautas em evidência na atualidade: a sustentabilidade no setor de saúde”, disse a gestora.

Atualmente, 20 profissionais de diversas áreas desenvolvem ações educativas de uma forma lúdica na instituição. A presidente da Comissão de Sustentabilidade do Hoiol, Natacha Cardoso, destaca que a ideia é direcionar o olhar do colaborador para a preservação do meio ambiente, saúde ocupacional e saúde da sociedade como um todo. “O PHS nos permite trabalhar a educação continuada por meio de participação em seminários e outras ações de capacitação. Mensalmente, recebemos uma programação e disseminamos as informações sobre os aspectos econômicos, sociais e ambientais da nossa Política Institucional de Sustentabilidade”, esclareceu.

“Hoje, temos três projetos: Aprendizagem Criativa, desenvolvido junto aos usuários e acompanhantes; Sustentabilidade na classe hospitalar, com os nossos alunos e Blitz Sustentável direcionado aos nossos colaboradores para trabalhar o consumo consciente com o intuito de evitar o desperdício durante a atuação dentro da instituição (segregação e descarte correto de resíduos e o uso consciente da água, da energia e dos descartáveis”, informou

Projeto

O projeto surgiu para ser trabalhado durante o ano eletivo com todos os estudantes da classe. Durante o primeiro semestre deste ano, foram coletadas as tampinhas de antibióticos utilizados pelos pacientes com a ajuda da equipe de enfermagem. Então, criou-se uma oficina para transformar esses materiais em bijuterias. A atividade permitiu utilizar o recurso sólido para desenvolver a criatividade dos alunos e responsáveis, e possibilitar uma renda extra renda para os mesmos. Eles utilizaram ainda as tampinhas coloridas para enfeitar os chapéus de fitas dos brincantes do Arrastão do Pavulagem e assim promover um arrastão sustentável pelas ruas de Belém.

“Percebemos que a maioria dos nossos alunos não são de Belém, mas de outros municípios e até de outros estados. Então pensamos num trabalho que falasse da Amazônia como um todo e, principalmente, que os colocassem como protagonistas. Assim eles puderam trazer a cultura deles e compartilhar com os demais.  O projeto foi pensado nessa perspectiva para que nossos alunos compartilhassem a vivência deles, alguns são ribeirinhos. Demos continuidade ao projeto de 2002, cujo tema era ‘Amazônia: povos da floresta e dos rios’, ou seja, temas que precisam ser trabalhados segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, informou a docente.

Outro destaque foi para o projeto “Estímulo à Aprendizagem e ao Desenvolvimento Infantojuvenil através da Construção de Brinquedos e Jogos Educativos a partir de Materiais Recicláveis, Formando Agentes Transformadores do Ambiente em que Vivem”. Coordenado pela pedagoga Joyce Freitas, que é membro da equipe de humanização do hospital, o programa contribui com a instrução de crianças e adolescentes por meio da construção de brinquedos e jogos com o uso de materiais recicláveis. 

A base das construções são materiais recicláveis descartados pelo próprio hospital, que não tenham sido contaminados. A estratégia de sustentabilidade usada foi a reciclagem de resíduos do grupo D.  Os brinquedos e jogos educativos são construídos a partir de materiais como rolos de papel, pastas suspensas em desuso, rolo de filme PVC, pastas plásticas, filtros de café, papel, latas de leite, garrafas de álcool vazias, tampinhas de medicamentos, papelão, caixinhas de remédio, lençóis em desuso e rolos de fita durex.

“A educação ambiental não deve ser tratada como algo de difícil entendimento para as crianças. Mas, ao contrário disso, a conscientização sobre preservação do meio ambiente é de suma importância nesta faixa etária, para que tenhamos adultos conscientes no futuro. A confecção é realizada em nosso ateliê, despertando a curiosidade, a autoconfiança, o desenvolvimento da linguagem, concentração e atenção. A segregação e o manejo é feito conforme o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do hospital para separar e higienizar os materiais que podem ser reutilizados em nossas atividades”, disse a pedagoga.

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Hospital Octávio Lobo reforça o alerta sobre o câncer de próstata e de pênis

Hospital Octávio Lobo reforça o alerta sobre o câncer de próstata e de pênis

Palestras  conscientizam o público masculino sobre a prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

Neste mês dedicado a fortalecer a saúde do homem, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo(Hoiol) reforçou as ações de conscientização sobre o câncer de próstata e de pênis por meio de palestras realizadas no auditório da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). A programação educativa mostrou os sintomas e os riscos em adquirir as doenças, derrubou preconceitos e evidenciou  a importância da manutenção de hábitos saudáveis e da realização de consultas e exames periódicos para a detecção precoce.

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia ( SBU) apontou que 20% dos casos de câncer de próstata são diagnosticados tardiamente porque os homens adiam a ida aos consultórios médicos. Somente em 2021, foram registradas mais de 16 mil mortes em razão desse tipo de tumor, em 2022 esse número caiu para 15.841 óbitos. “A cada 38 minutos, um homem morre por câncer de próstata no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer. Mas essa situação poderia ser evitada se os homens fizessem o exame de rastreamento ofertado de forma gratuita pelo SUS. Quando diagnosticado em fase inicial, as taxas de cura chegam a 90%”, enfatizou a médica do Trabalho do Hoiol, Natália Queiroz.

Ela também ressaltou  a importância das medidas preventivas como a manutenção de uma alimentação saudável, pobre em gorduras e rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais. “Além da manutenção de uma dieta saudável, é necessário manter o peso corporal adequado, praticar atividade física regular, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas”, afirmou.

Palestras no Hospital Octávio Lobo educam os homens sobre os cuidados com a saúde

“O teste de Antígeno Prostático Específico (PSA) deve ser realizado em todo o homem a partir dos 45 anos. Caso haja histórico na família, é recomendável fazer os exames preventivos a partir dos 35 anos.  O exame de toque costuma ser solicitado quando é encontrada alguma alteração no PSA. Sempre é importante lembrar que o câncer de próstata é uma doença silenciosa, os sintomas geralmente aparecem em uma fase avançada, por isso é imprescindível que o homem, assim como a mulher, tenha uma rotina de cuidados”, orientou.

Outro câncer que acomete os homens é o de pênis, a neoplasia maligna representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste. Segundo a SBU, foram registrados 1.933 casos da doença e 459 amputações no País durante o ano passado.

“Em caso de fimose, o homem deve passar por tratamento, também é necessário sempre lavar a região peniana com água e sabão, trocar a roupa íntima a cada banho  e usar preservativo durante o ato sexual. Recomendamos  ainda a vacinação dos meninos com idade entre 9 a 14 anos contra o Papilomavírus Humano (HPV). Qualquer alteração como ferida, secreção ou nódulos no órgão sexual, deve ser investigada por um urologista”, afirmou.

O agente de portaria do Hoiol, Roberto Aviz, 37 anos, afirmou que não tem o hábito de passar por consultas e exames preventivos. “ Achei as palestras ótimas porque nos ajudaram a esclarecer a importância de valorizarmos a nossa vida. Nós, homens, muitas vezes só procuramos médicos quando é tarde. Quando recebemos essas informações já ficamos em alerta e podemos alertar outros conhecidos sobre esses graves problemas que podem acometer a nossa saúde.

Novembro Azul no Hospital Octávio Lobo

O enfermeiro Matheus Carvalho, 27 anos, também assistiu uma das palestras, mas passa regularmente por consultas e exames solicitados por diversas especialidades médicas. “As iniciativas do mês de novembro ajudam a conscientizar sobre a importância dos exames preventivos para os homens, que costumeiramente, cuidam menos da saúde. Essa palestra ajudou a  reforçar os cuidados e a quebrar muitos tabus relacionados ao exame de toque na próstata que, ao contrário  o que muitos pensam, não afeta em nada a masculinidade”, disse.

Agente de portaria Roberto Aviz não tem o hábito de passar por consultas e exames periódicos

Serviço: O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo integra a rede de saúde mantida pelo Governo do Pará. Gerenciado pelo Instituto Diretrizes, a unidade é referência no tratamento de crianças e adolescentes na região amazônica. Fica na Travessa Quatorze de Abril, 1394, Bairro São Brás, em Belém.

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Hospital Oncológico Infantil celebra vitória dos pacientes com a ‘Árvore da Cura’

Hospital Oncológico Infantil celebra vitória dos pacientes com a 'Árvore da Cura'

Arte de autoria da artista plástica e muralista Mama Quilla simboliza o sucesso do tratamento de crianças e adolescentes contra o câncer na unidade

O câncer infantojuvenil representa de 1% a 3% de todos os cânceres e não tem causas bem definidas. O diagnóstico não é fácil, afeta a rotina, a saúde física e emocional das crianças e adolescentes e das respectivas famílias que acompanham o processo de adoecimento. Neste dia 23 de novembro, quando se celebra o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, as instituições de atenção à oncologia alertam sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado que elevam as chances de cura em até 80%, cenário que aos poucos desfaz os tabus sobre a doença. 

Em Belém, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) registrou a cura de 288 crianças e adolescentes, do ano de 2019 a 22 de novembro de 2023, por meio do projeto Sino da Vitória. A unidade gerenciada pelo Instituto Diretrizes, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), atende, atualmente, 805 pacientes. Desses, 366 estão em monitoramento ambulatorial, ou seja, estão sem a doença no organismo após passarem por intervenções terapêuticas. O tratamento pode durar anos, depende do tipo de tumor e da evolução clínica do paciente.

Sino celebra a vida

Toda vez que o badalar do sino ecoa no hospital, o público interno se reúne nos corredores para prestigiar mais uma vitória contra o câncer. “O momento é marcado por uma cerimônia  e envolve os profissionais que acompanharam a evolução do usuário e a respectiva família. A tradição realizada desde 2019 recebeu mais um detalhe: a ‘Árvore da Cura’. A arte da artista plástica e muralista Mama Quilla marcará a trajetória de sucesso vivenciado pelas nossas crianças e adolescentes, com idades entre 0 a 19 anos, que passaram pela instituição”, destacou Sara Castro, diretora-geral do Hoiol.

A artista paraense é voluntária do hospital e já pintou as salas de quimioterapia inspirada nas vivências na Amazônia. “Saber que crianças e jovens vão interagir com minha arte por um motivo tão bonito, me emociona, porque várias pessoas da minha família já passaram pelo tratamento do câncer. Apesar de ser uma árvore simples em comparação a outros trabalhos em magnitude e complexidade técnica, é o mais nobre que já fiz. Sinto-me muito honrada em participar desse processo”, disse Mama Quilla.

A coordenadora do Escritório de Experiência do Paciente, Natacha Cardoso, enfatizou a importância do projeto. “Temos uma rede de apoio formada pelos familiares,  colaboradores, que  são os atores principais desse período de assistência, e pelo próprio usuário. A ideia é falar de vida e que câncer tem cura, sim. Surgiu para que os pacientes que vão badalar o sino registrem a mãozinha, deixem uma marca para posteridade e todos não lembrem o câncer só como perda, mas como superação e momento de celebrar a vida”, destacou.

A árvore foi inaugurada pela estudante Willyane Dias, 22 anos, na terça-feira(21). Ela foi diagnosticada aos 16 anos com um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se origina no sistema linfático, sem ao menos entender o que era câncer. “Fiquei muito confusa com o diagnóstico, não sabia o que ia enfrentar. Parei de estudar e de praticar handebol, minha pele descamou na região do pescoço, mas perder o meu cabelo afetou muito a minha autoestima. Eu não aceitava, porém o acompanhamento psicológico me ajudou a encarar a minha condição com mais leveza”, contou.

Moradora do bairro do Tapanã, a jovem conta que chegou a ser aprovada no vestibular, mas que não conseguiu cursar a faculdade. Após tocar o Sino da Vitória e deixar a marca de uma das mãos na árvore, refletiu sobre os planos para o futuro. Ela pretende cursar medicina e servir de inspiração para aqueles que ainda estão em tratamento. Hoje, pratica jiu-jítsu  e pretende vencer na vida e no tatame.

“Quando pintei minha mão na árvore, senti uma emoção tão grande. Senti que estava representando todas as crianças que almejam estar ali ou que não obtiveram êxito. Não consigo expressar, apenas sentir. Desde pequena queria ser médica, mas sempre considerei algo muito distante da minha realidade. Hoje sei que se eu me dedicar, posso me tornar uma oncologista pediátrica e contar minha história para meus pacientes”, afirma Willyane Dias.

“Pulando igual uma pipoquinha”, foi assim que Josiane Silva definiu a alegria da filha Aysha Nascimento, de 7 anos, ao receber a notícia da cura há dois dias. A família descobriu por um caso que a criança, de apenas 1 ano e 8 meses na época, tinha um câncer no rim, após apresentar barriga inchada após chupar uma pata de caranguejo. Aysha foi transferida de um hospital no município de Ananindeua para o Octávio Lobo.

“Minha filha aprendeu a falar e a andar dentro do Hoiol, a infância dela praticamente foi dentro desse ambiente. A Aysha chegou a perder o cabelo cinco vezes durante o tratamento, foi muito difícil. Passou um filme na minha cabeça, entrei aqui carregando um bebê no braço e uma sacolinha de papel com os documentos. Ontem vi a minha filha caminhar pelos corredores tocando o sino. A médica perguntou ‘Aysha você quer tocar o sino?’, e ela retrucou: ‘É o sino que a gente toca quando está curada?’, e começou a pular e dar gritos de felicidade”, contou a mãe.

A alegria era tanta que a menina queria ‘pintar’ as duas mãos na Árvore da Cura. “Eu fiquei muito feliz quando a minha médica falou que eu estava curada, quero agradecer ao meu Jesus, a minha família e as minhas médicas que ficaram sempre ao meu lado”, disse a criança.

Estimativas – O câncer infantojuvenil  é a primeira causa de morte por doença em crianças e a segunda causa de óbito em geral após os acidentes. Para cada ano do triênio 2023/2025, O Instituto Nacional do Câncer estima  7.930 novos casos. A diretora técnica do Hoiol, a oncopediatra Alayde Wanderley, alerta que “os sintomas se assemelham a doenças comuns na infância, portanto febre sem associação com infecção, perda de peso excessiva, inchaço abdominal, nódulos e outros sintomas persistentes necessitam de avaliação médica especializada”.

“Os tumores da infância são mais agressivos, têm crescimento progressivo e rápido, mas em compensação as crianças respondem melhor ao tratamento  que os adultos”.  Ainda segundo a oncopediatra, na maioria dos casos, a quimioterapia é de caráter curativo, dependendo do grau de acometimento (estadiamento) do câncer. “O tratamento deve ser feito em centros com profissionais com expertise para tratar o paciente com esse perfil”, orientou.

Texto de Leila Cruz / Ascom HOIOL

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Hospital Octávio Lobo recebe ação da PRF em prol de crianças em tratamento contra o câncer

Hospital Octávio Lobo recebe ação da PRF em prol de crianças em tratamento contra o câncer

Campanha em alusão ao ‘Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil’ arrecadou alimentos, materiais de higiene pessoal e brinquedos

O Hospital Oncológico Infantil Octávio  Lobo (HOL) recebeu nesta terça-feira (21) a ação solidária “Policiais Contra o Câncer Infantil 2023” da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Pará. A campanha alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, celebrado no próximo dia 23 de novembro, ocorre em todo o território nacional e tem como objetivo reforçar as orientações sobre os sintomas da doença e a importância do diagnóstico precoce.

A policial Tainah Nascimento, da Comissão de Direitos Humanos da PRF, destaca o compromisso social que a corporação assumiu desde 2014. “É uma maneira de mostrar o lado humanizado dos policiais, além de aproximar os agentes desse público infantojuvenil”, destaca. Ainda de acordo com Tainah, “há nove anos a PRF vem apoiando a causa do câncer infantil”.  “Por meio deste ato de solidariedade, a corporação busca resgatar a autoestima desses pacientes e também trazer alegria durante um momento de entretenimento”, reforça a policial.
No Brasil, são registrados mais de 8 mil casos novos de câncer infantojuvenil por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer ( Inca).
Atualmente, 805 crianças e adolescentes estão em tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém. Os tipos mais comuns da doença são as leucemias, os linfomas, os tumores ósseos e os tumores cerebrais. Quando diagnosticados em fase inicial, cerca de 80% dos pacientes podem ser curados, conforme explica a diretora técnica do hospital, a oncopediatra Alayde Vieira.

“Diferente dos cânceres em adultos, o câncer em crianças não está associado a fatores de riscos ambientais e ao estilo de vida dos pacientes. Além disso, os sintomas se assemelham aos de doenças benignas, por isso é fundamental que os pais e os cuidadores procurem atendimento médico para investigação. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de cura aumentam”, disse a especialista.

A estudante Willyane Dias, hoje com 22 anos, bateu o Sino da Vitória. A jovem foi diagnosticada com câncer aos 16 anos e na época, ela começou a sofrer de sudorese noturna, coceira e fadiga. Ao procurar ajuda ela recebeu o diagnóstico de que estava com um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se origina no sistema linfático. À época, Willyane chegou a perder 30 quilos. Foi internada e iniciou o tratamento no HOIOL, onde passou pela quimioterapia seguida de radioterapia. 

“Após cinco anos de controle até a alta definitiva, hoje posso dizer que venci o câncer e espero servir de inspiração para essas crianças e jovens. Eu enfrentei o câncer e tive êxito”, comemorou Willyane.

Interação – A programação foi animada com músicas e brincadeiras e promoveu a interação social entre as crianças e os policiais em frente ao hospital. Além disso, o evento contou com o auxílio dos voluntários e a participação dos mascotes do Remo e Paysandu.  Ao todo, 17 agentes estiveram presentes na homenagem aos pequenos pacientes. Um deles foi o PRF Schualbert Assis que pelo segundo ano consecutivo participou da ação.

“Após cinco anos de controle até a alta definitiva, hoje posso dizer que venci o câncer e espero servir de inspiração para essas crianças e jovens. Eu enfrentei o câncer e tive êxito”, comemorou Willyane.

“Em um gesto simbólico, ‘raspamos nossas cabeças’ em solidariedade a essas crianças que lidam muito cedo com sintomas e efeitos colaterais do tratamento oncológico, sofrem mudanças na rotina e na aparência, principalmente, a queda de cabelo, que é bem característica para quem passa pela quimioterapia. Sei que não é nem 1% do que elas passam, mas é algo feito com muito carinho”, afirmou o policial.

As doações arrecadadas serão doadas ao Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, Casa Ronald McDonald, Casa do Menino Jesus, Instituto Áster, ONG Grupo DOE e entidades filantrópicas que oferecem assistência às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer no Pará.

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Pacientes do Oncológico Infantil participam de atividade de autoconhecimento

Pacientes do Oncológico Infantil participam de atividade de autoconhecimento

Equipe e voluntários da área de psicologia orientaram sobre as emoções e a lida com sentimentos durante o diagnóstico e o tratamento oncológico

Um convite para nomear sentimentos e descrever emoções. Esse foi o objetivo de atividade realizada nesta terça-feira (7), na brinquedoteca do 2° andar do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém. O suporte emocional auxilia na atenção ao paciente oncológico e possibilita melhor enfrentamento à doença e qualidade de vida ao usuário, garante profissional da Humanização da instituição.

Yanca DI-Luna, 26 anos, é estudante de psicologia e integrou o grupo que desenvolveu o projeto ‘Oficina das Emoções’, atividade lúdica que instiga o autoconhecimento. “O projeto surgiu com o trabalho de pesquisa experimental e tem por intuito fazer com que as pessoas falem mais sobre as próprias emoções. Hoje estamos com o público infantil, que tem muita dificuldade de expressar seus sentimentos e que, às vezes, passa por situações e guarda para si. Sabemos que isso não faz bem e tentamos mostrar a eles que é importante falar e demonstrar o que se sentem”, afirmou.

A universitária conta ainda que a atividade é um excelente recurso para pessoas que estão enfrentando enfermidades, como as crianças e adolescentes assistidas no Hoiol. “O tratamento pode deixá-las sensibilizadas, mas viemos trazer ânimo, alegria e mostrar que não há problema em se sentir triste, feliz, com raiva ou com medo. Nós fizemos uma peça teatral para exemplificar e estamos trabalhando a ludoterapia, que é a forma com que aplicamos a terapia para que consigam entender melhor a mensagem”, disse Yanca.

Por meio do teatro, da música e da animação, o grupo instigou os participantes a lidarem com as próprias emoções. O desenho foi o recurso escolhido para estimular a reflexão. “Como muitas crianças não gostam muito de falar nesse primeiro contato, pedimos para que se expressem por meio do desenho. É uma excelente forma de coletarmos informações importantes sobre como estão se sentindo nesse momento”, garantiu Yanca.

As atividades reforçam o trabalho humanizado desenvolvido diariamente no Hospital Octávio Lobo. “Entendemos que a arte é uma linguagem, e a utilizamos como recurso em nossos atendimentos tanto nos leitos quanto nas brinquedotecas. Seja com música, pintura ou desenho, é por meio da arte que nossas crianças e adolescentes se comunicam e expressam seus sentimentos”, explicou Yumi Dias, educadora e integrante do setor de Humanização.

O bragantino João de Oliveira, 8 anos, realiza tratamento contra um câncer de mediastino. Na brinquedoteca, participou das atividades e compartilhou a experiência. “Eu gostei de tudo (da programação) e conhecia algumas (emoções), como a felicidade, tristeza, depressão e um monte de sentimentos. O que mais gostei foi da felicidade, porque eu gosto de ser feliz e de jogar bola. Para mim, o futebol é felicidade”, afirmou o garoto, que se dedica ao futsal e se inspira no pai, Willian Oliveira, ex-jogador profissional de futebol.

Natural do município de Bonito, nordeste paraense, Ana Paula Rodrigues acompanha o filho Levy, de 5 anos, que está em processo de diagnóstico. Para ela, “foi bom pensar nos próprios sentimentos”. “Achei muito legal as explicações. A maternidade me trouxe alegria, felicidade e é bom ser mãe”, concluiu Ana após as dinâmicas integrativas, pela qual todos puderam socializar.

Serviço – Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos.

As atividades reforçam o trabalho humanizado desenvolvido diariamente no Hospital Octávio Lobo. “Entendemos que a arte é uma linguagem, e a utilizamos como recurso em nossos atendimentos tanto nos leitos quanto nas brinquedotecas. Seja com música, pintura ou desenho, é por meio da arte que nossas crianças e adolescentes se comunicam e expressam seus sentimentos”, explicou Yumi Dias, educadora e integrante do setor de Humanização.

O bragantino João de Oliveira, 8 anos, realiza tratamento contra um câncer de mediastino. Na brinquedoteca, participou das atividades e compartilhou a experiência. “Eu gostei de tudo (da programação) e conhecia algumas (emoções), como a felicidade, tristeza, depressão e um monte de sentimentos. O que mais gostei foi da felicidade, porque eu gosto de ser feliz e de jogar bola. Para mim, o futebol é felicidade”, afirmou o garoto, que se dedica ao futsal e se inspira no pai, Willian Oliveira, ex-jogador profissional de futebol.

A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e atende pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e de Estados vizinhos. O Oncológico Infantil está situado na Travessa Quatorze de Abril, 1394, bairro de São Brás, Belém.

Texto: Ellyson Ramos – Ascom Hoiol

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Hospital Octávio Lobo seleciona líder de serviço de higienização e limpeza ​

Hospital Octávio Lobo seleciona líder de serviço de higienização e limpeza

Unidade referência em oncologia pediátrica receberá currículos até a próxima terça-feira (06)

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) divulgou a abertura de seleção para vaga de líder de Serviço de Higienização e Limpeza (SHL). Os interessados em participar do processo devem enviar o currículo até a próxima terça-feira (06) para o e-mail: recrutamento.hoiol@institutodiretrizes.com.br. A oportunidade destina-se também para Pessoas com Deficiência (PcD). É necessário informar a função pretendida no assunto da mensagem eletrônica.

A instituição visa a contratação imediata e os candidatos, com ou sem experiência na função, devem possuir ensino médio completo. Os currículos recebidos passarão por triagem, seguindo critérios do Setor de Recursos Humanos (RH) da unidade e os selecionados serão contatados para a realização das próximas etapas do processo, que incluem teste psicológico, prova e entrevista técnica. 

Serviço – Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes, sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e atende pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e estados vizinhos.


Texto: Ellyson Ramos – Ascom/HOIOL

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Pequenos Chefs: culinária traz benefícios para pacientes internados no Hospital Octávio Lobo

Pequenos Chefs: culinária traz benefícios para pacientes internados no Hospital Octávio Lobo

Em um ambiente hospitalar, a prática de realizar atividades incomuns são atrativas e ajudam crianças e adolescentes a desenvolverem habilidades importantes, como a atenção, a coordenação motora, a criatividade e a autoconfiança. Sendo assim, o projeto “Pequenos Chefs” desenvolvido pelo Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), por meio do  Escritório de Experiência do Paciente (EPP) e do Serviço de Nutrição e Dietética, contribui para o desenvolvimento dos usuários através da culinária. 

A pedagoga Joyce  Wanzeler, que faz parte da equipe de humanização do hospital, explica que o preparo das receitas estimula diversas áreas do cérebro. “O aspecto sensorial também é muito trabalhado com a degustação, sentir o aroma e as diferentes texturas dos ingredientes. E dentro desse contexto são quebradas barreiras referentes à alimentação e ao relacionamento com o outro. A combinação de aprendizado e o prazer de preparar o próprio alimento torna a receita mais interessante para os nossos Pequenos Chefs”, disse.

O momento de fuga da dieta hospitalar acaba tornando a oficina ainda mais atraente, as guloseimas que entram no cardápio são todas liberadas pelas nutricionistas da unidade de saúde. Também é realizada uma triagem para a verificação de quais usuários podem participar daquela ação, já que alguns deles possuem restrição dietética. Os pequenos colocam a mão na massa e depois degustam o prato elaborado.

A cada 30 dias, os pacientes que estão internados são liberados para participarem das oficinas juntamente com os pais, em um momento de diversão, interação social e muita bagunça. No último final de semana, foi preparada uma receita que deu água na boca dos chefs do Hoiol, um lanche que agrada o paladar de pessoas de várias idades, a pizza de pão. Eles ajudaram a montar e se envolveram em todo o processo. 

O pequeno Rodolfo Vinícius, 4 anos, internado há um mês no hospital para tratar um câncer, era só sorrisos com a novidade nas mãos e chegou a reclamar quando um pedaço caiu no chão. Há um mês internado  mostrou satisfação ao comer o lanche. Ele veio do município de Marabá  sob os cuidados da tia Márcia Souza, para receber atendimento especializado. 

“Estou aliviada, depois de cinco dias sem conseguir se alimentar devido ao incômodo no esôfago, ele conseguiu tomar sopa, beber suco hoje e ainda está participando da atividade e saboreando o alimento. Pizza é algo que as crianças gostam e que geralmente consomem quando estão em momentos de lazer com a família, então ele amou comer algo diferente além da dieta prescrita”, disse a acompanhante.

Serviço – Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é referência na região Norte no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes, sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública, e atende pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e estados vizinhos.

hoiol1008

Hospital Octávio Lobo lança projeto ‘Mãos Arteiras’

Hospital Octávio Lobo lança projeto 'Mãos Arteiras'

Iniciativa visa melhor acolher mães dos pacientes assistidos na unidade

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) lançou nesta semana o projeto “Mãos Arteiras”, desenvolvido no hospital em parceria com os voluntários do Projeto Sorriso Aberto da Capelania Hospitalar da Igreja Angelim, o qual ensina um artesanato sustentável.

Emocionada com a oportunidade, Francisca Santos, 32 anos, trabalhou com a matéria-prima necessária para fazer um porta objetos. A habilidade em trabalhar com as mãos e a criatividade inerentes ao artesão mostraram a familiaridade com a atividade realizada no ateliê do hospital, o GAIA (abreviação para Gerar Amor, Ideias e Arte). A prática ensina a manusear as embalagens de produtos usados no ambiente doméstico de formas que elas se transformam em matéria-prima que são utilizadas para a criação de utensílios para o dia a dia como bijuterias e artigos de decoração.

Francisca veio do município de Garrafão do Norte, nordeste paraense e, está há cinco meses em Belém, acompanhando o filho Elias, 9 anos, que está em tratamento no hospital. Ela conta para estar ao lado do filho, ela precisou deixar pra trás o trabalho como professora de reforço e o hobby pelo artesanato. E segundo ela, receber o convite para participar da oficina inaugural do projeto “Mãos Arteiras” a deixou entusiasmada. 

“Trabalhar com artesanato é uma terapia, ajuda com o nosso psicológico enquanto aprendemos a fazer coisas novas. Um alento em meio aos momentos de tensão causados pelo adoecimento do meu filho e tantos dias longe de casa”, conta ela ao revelar que a prática do artesanato era o que ela fazia nos seus tempos livres. “Eu recebia encomendas para fazer bonecos de EVA, coisas para a escola e para igreja que eu frequentava. Seria bom se o Elias pudesse vir, mas ele fica muito agitado por causa da condição dele e preferiu ficar na enfermaria. Fiz uma porta treco, se eu tivesse na minha sala de aula, encheria de pincéis, canetas e lápis”, disse.

A atividade manual é direcionada para as mães das crianças e adolescentes internadas na unidade hospitalar. A ideia é promover um momento de entretenimento, socialização e uma fonte de renda extra para essas mulheres que, muitas vezes, escondem as próprias emoções para exercerem o papel de cuidadoras e de alicerce dos filhos.

“Consideramos este projeto um avanço importante no acolhimento dessas mães, muitas delas precisam deixar sua rotina, o trabalho, para se dedicarem exclusivamente a esse cuidado no ambiente hospitalar.  Aqui temos um espaço de integração e socialização para amenizar a rotina, distrair  e relaxar a mente.  Os filhos também se encantam e querem ajudá-las  na  confecção dos objetos”, afirmou Bruna Dias, brinquedista da humanização.

Apesar do mal-estar que sentiu antes da oficina, Adriana Silva, 41 anos, moradora da Vila dos Cabanos, localizada no município de Barcarena, fez questão de participar da atividade ao lado do filho Marcelo. “Meu filho estava estressado, então viemos nos distrair e aprender a fazer algo diferente e prazeroso. Juntos fizemos uma fruteira e um porta caneta, foi muito divertido”, contou.
Ana Wanzeler, coordenadora do projeto de voluntariado pela instituição religiosa, explica que a oficina de artesanato sustentável será desenvolvida uma vez no mês com a reutilização de produtos produzidos em grande escala. “Serão reaproveitados diferentes materiais como plástico, latas e garrafas que serão ressignificados e reduzirão o impacto ambiental. Também será uma excelente oportunidade para que essas mães descubram habilidades e expressem as emoções, aumentem a autoestima e se abram a novas possibilidades”, concluiu.

hoiol1007

Oncológico Infantil aborda Janeiro Branco com pacientes e acompanhantes

Oncológico Infantil aborda Janeiro Branco com pacientes e acompanhantes

Por meio de palestras, especialistas orientam sobre como cuidar, proteger e gerenciar a saúde mental

A campanha Janeiro Branco no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, ganhou reforço com palestras no setor de quimioterapia. Com o tema “A vida pede equilíbrio”, as atividades ministradas pela equipe de psicologia da unidade promoveram momentos de partilha e esclarecimento de dúvidas acerca de como cuidar, proteger e gerenciar a saúde mental. Pacientes e acompanhantes participaram ainda de reflexões sobre como as rotinas podem ser adequadas à prática de atividades que promovam o bem-estar emocional.

Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes, sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e atende pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e estados vizinhos. 

Para a diretora-geral do hospital, Sara Castro, as palestras proporcionaram a “escuta de diferentes percepções” sobre o cuidado da saúde mental de usuários e  respectivos familiares, que vêm de diferentes regiões.

“Compreendemos que a saúde mental é uma prioridade dentro e fora do ambiente hospitalar. Realizamos ações com colaboradores e também trouxemos palestras destinadas aos pacientes e acompanhantes, pois é importante instruir sobre questões que ainda possam ser vistas como tabus. O Janeiro Branco vem para nos mostrar que nunca é tarde para repensarmos atitudes e buscarmos ajuda especializada, quando necessário, para vivermos melhor. Orientação, fortalecimento e cuidado contribuem para o equilíbrio que tanto almejamos”, disse a gestora.

Na palestra inaugural, os psicólogos Felipe Silva, Nathália Diniz e Priscilla Fernandes abordaram o assunto com pais e responsáveis, que ouviram atentamente as recomendações. “No mundo, temos uma herança geracional de negligência à saúde mental, que era tida como algo sem importância, o que colaborou para o adoecimento da sociedade. A pandemia deixou o problema em evidência e fez com que todos atentassem para o fato de que a saúde não é só física. O nosso corpo é um todo, o que inclui a saúde mental”, ressaltou Silva.

“Não é preciso estar mal ou apresentar alguns prejuízos no corpo, como a oscilação do humor e noites de sono de má qualidade, para buscar ajuda psicológica. Cuidar da saúde mental é uma forma de se autoconhecer. É preciso criarmos o hábito da autopercepção e autoavaliação. ‘Como eu estou?’, ‘eu estou deixando de fazer coisas que antes eu gostava?’. Questione-se e mova-se em busca de respostas e de mudanças”, recomendou Priscilla.

A especialista pontua que, em ambientes hospitalares, é comum a utilização de discursos pautados na religiosidade, o que é um importante recurso proveitoso, assim como a leitura de livros e as amizades estabelecidas no hospital. “O fortalecimento da rede de apoio dentro da unidade é muito válido, principalmente nos casos novos, nos quais as mães ainda estão esclarecendo dúvidas e compartilhando experiências. A televisão também alivia a internação, porque, às vezes, assistir novelas, jornais e programações locais remetem ao contato e à rotina que levavam em suas cidades natal”, explicou a psicóloga

No entanto, os profissionais ponderam que há casos nos quais a rede de apoio familiar encontra-se desgastada e que os acompanhantes podem se sentir pressionados com cobranças e questionamentos de familiares que estão fora do contexto hospitalar.

“As famílias buscam por informações, mas, às vezes, essas cobranças não são muito favoráveis à saúde mental de quem acompanha o paciente. Logo, pedimos para que eles (acompanhantes) não se coloquem na responsabilidade de transmitir informações, para não gerar sofrimento. Além disso, fortalecemos a necessidade de todos falarem o que sentem, uma vez que esse recurso ajuda a lidar com a saudade de casa. Perguntamos sobre seus municípios, rotinas e cultura. Falar das próprias experiências, das suas cidades, do que gostam, é muito importante”, defendeu Priscilla.

Nova rotina – Há quatro meses, a auxiliar de professora Daniela Silva, de 32 anos, e o filho Elias, 9, deixaram o município de Garrafão do Norte, nordeste paraense, rumo à capital do estado. A criança foi diagnosticada com um tumor cerebral e hidrocefalia. “Meu filho sempre foi alegre, desenvolto, espontâneo e comecei a me preocupar quando o notei triste, desanimado e isolado. Pensei que tivesse ocorrido algo ou que estivesse com ansiedade ou depressão. Mas logo em seguida vieram sintomas mais complexos, como falta de equilíbrio, tremores e perda da força muscular”, recordou a mãe do menino.

“Desde o início da internação de Elias, Daniela sempre foi muito resiliente. Mesmo abalada com o processo que envolveu o diagnóstico do filho, ela apresenta clareza acerca do que o menino enfrenta, esclarece dúvidas e sustenta uma força admirável para lidar com tudo”, observou Silva, que acompanhou o menino desde a admissão no Hoiol.
Elias estava cursando o terceiro ano do ensino fundamental quando teve de iniciar o tratamento oncológico. No Hospital Octávio Lobo, ele passou por cirurgias e segue realizando ciclos de quimioterapia antes de iniciar a radioterapia. Além do garoto, Daniela tem outro filho de 16 anos, que visita o caçula quando possível. Encontros que, segundo ela, influenciam no humor do paciente internado.

“Junto com a psicologia, as ações do hospital e as visitas são muito importantes. Não me refiro a presentes, mas às pessoas que vêm doar amor aos nossos filhos, trazer uma palavra amiga, nos dar força e cantar louvores. Todos que já vieram aqui são muito especiais. Sou muito grata à professora do Elias, Vanderléia Vieira, que veio de garrafão do Norte só para visitá-lo. Eu não tinha noção da saudade que ele sentia. Quando ele a viu, os olhinhos dele brilharam”, recordou Daniela.

Equilíbrio – Para lidar com a rotina dentro do contexto hospitalar, com tratamentos, consultas e exames regulares, Felipe Silva recomenda a busca por atividades que mostrem que há mais coisas na vida para além do adoecimento.

“Os acompanhantes testemunham, de muito perto, as vivências de seus filhos, netos, sobrinhos. A palestra criou pontes para que as pessoas identifiquem quais recursos as ajudam a lidar com isso, a exemplo das pessoas que se conectam com Deus e buscam fazer coisas relacionadas às suas práticas religiosas para ter alívio, conforto e amparo. Mas buscamos procurar coisas que removam, o máximo possível, do peso do adoecimento e da hospitalização. Atentemos para um estilo de vida saudável, equilibrado e tranquilo, na medida do possível”, explicou Silva.

E Priscilla ressalta que a saúde mental requer atenção diária e que é preciso entender os próprios limites. “A campanha Janeiro Branco lembra que somos seres humanos e que as nossas emoções merecem atenção. O que o paciente e o acompanhante fazem quando saem do hospital? Há uma busca em fazer algo para se alegrar? O que é feito para equilibrar a vivência da hospitalização? O equilíbrio é buscado com atitudes simples, como assistir um filme que te faça sorrir ou realizar um passeio ao ar livre, quando for possível”, ressaltou Priscilla.

“Eu sempre busquei, de todas as formas, trabalhar a minha saúde mental, pois sei que o tratamento é agressivo e que mexe muito com o corpinho do meu filho. O atendimento aqui tem sido maravilhoso e ele vem recebendo acompanhamento psicológico. Coloquei a saúde do Elias nas mãos de Deus e acredito que, aqui no hospital, todos são como anjos, preparados para nos ajudar. Vejo o empenho de cada um e temos vivido juntos um dia por vez”, finalizou Daniela.

Ajuda especializada – O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuitamente. O atendimento é realizado 24h por dia pelo telefone 188. Para casos de emergência ou situações mais graves, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deve ser acionado pelo 192. Recomenda-se ainda buscar ajuda nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros.

Além disso, é possível receber acolhimento especializado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) mais próximo ou nas Usinas da Paz da Terra Firme (Passagem Belo Horizonte, 56, Terra Firme, Belém); Jurunas/Condor (Passagem Motorizada, 5, Condor, Belém); Bengui (Passagem Primeiro de Julho, 32, Benguí, Belém); Guamá (Av. Bernardo Sayão, 4783, Guamá, Belém); Cabanagem (Av. Damasco, 37, Cabanagem, Belém); Icuí-Guajará (Estrada do Icuí-Guajará, Ananindeua); Nova União (Rua Bom Sossego, Bairro Nova União, Marituba). Os atendimentos ocorrem das 8h às 18h.

Texto: Ellyson Ramos – Ascom Hoiol

hoiol1003

Projeto no Hospital Oncológico Infantil promove bem-estar físico e emocional aos profissionais de saúde

Projeto no Hospital Oncológico Infantil promove bem-estar físico e emocional aos profissionais de saúde

A iniciativa oferta ainda serviços direcionados à autoestima, à autoimagem e ao relaxamento com o apoio do voluntariado

O projeto “Cuidando de Heróis”, do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), tem como objetivo amenizar a ansiedade e o estresse dos profissionais que estão na linha de frente da assistência de crianças e adolescentes. A iniciativa, somada às outras medidas para o trato da saúde emocional no ambiente de trabalho, oferta serviços direcionados à autoestima, à autoimagem e ao relaxamento com o apoio do voluntariado. Um recurso utilizado para amenizar a sobrecarga emocional da rotina de quem atua com a oncologia pediátrica.

A diretora-geral do Hoiol, Sara Castro, conta que os profissionais de saúde criam vínculos com as crianças e familiares desde o diagnóstico. Ela ressalta ainda que alguns dos usuários começam a ser acompanhados desde os primeiros  anos de vida. Alguns chegam a passar meses contínuos internados no hospital, longe de suas casas e das pessoas a qual estavam habituados a conviver.

“O tratamento pode durar anos até a alta curada, portanto laços são criados e lidar com a comunicação de notícias difíceis,  momentos de incertezas, dor e perda pode gerar uma sobrecarga emocional para esses profissionais que se dedicam diariamente ao cuidado. Então é necessário ter esse olhar, cuidar de quem cuida, criar mecanismos para que consigam lidar melhor com os momentos de tensão e deixar o ambiente hospitalar mais acolhedor”, destacou a gestora.

A auxiliar de farmácia, Cailane Lopes, 20 anos, revela que há uma relação empática com a situação dos pais e usuários que são assistidos na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). Ela atua com a dosagem dos medicamentos que são ministrados via oral, mas tenta amenizar a rotina, “quebrar o gelo” ao exercer  a função.

“A primeira coisa que vem à cabeça é que os nossos pacientes são muitos jovens e que eles têm muitas fases para viver ainda. O nosso dia a dia é feito de tensão, existe o peso da responsabilidade de cuidar do filho de alguém. Por isso vibramos com as vitórias e  sofremos quando as coisas não ocorrem bem, nos doamos bastante por essas vidas. Essas ações desenvolvidas no hospital funcionam como um escape e ajudam a recarregar as baterias para o exercício das atividades diárias”, disse.

Os principais parceiros do hospital são acadêmicos da Esamaz Tec, que oferecem serviços que estão voltados à autoestima e ao bem-estar como limpeza de pele, designer de sobrancelha, massoterapia, dentre outros. A coordenadora de Humanização Natacha Cardoso ressalta que a vivência na área hospitalar deixa “marcas”, portanto o hospital, por meio do projeto “Cuidando de Heróis” busca investir cada vez mais na valorização e motivação do trabalhador da saúde. 

“Quando fazemos com que esse profissional fique bem consigo mesmo, ele se sente mais motivado e pertencente e, consequentemente, faz uma melhor entrega das atividades, o que repercute de forma positiva na assistência. Todas as ações desenvolvidas buscam promover a integração e o reconhecimento de profissionais de saúde, conforme as diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde”, afirmou.

hoiol1000

Hospital Oncológico Infantil do Pará realiza ações com foco na saúde mental de colaboradores

Hospital Oncológico Infantil do Pará realiza ações com foco na saúde mental de colaboradores

cuidado com a saúde mental dos profissioais também é essencial para o atendimento aos pacientes

Em alusão ao Janeiro Branco, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) realizou atividades para os colaboradores da unidade. Com a temática “Cuidar da mente é valorizar a vida!”, a Comissão de Humanização e a Gestão de Pessoas busca reforçar a importância do tema para a manutenção de uma vida com qualidade e uma melhor assistência aos usuários. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a saúde mental é definida como um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar as próprias habilidades, recuperar-se dos estresses cotidianos, trabalhar com produtividade e contribuir com a sociedade. Um mapeamento realizado pela OMS mostrou que o Brasil lidera o ranking de transtornos de ansiedade no mundo, o equivalente a 9,3% dos brasileiros, em seguida aparecem os paraguaios (7,6%), noruegueses (7,4%), neozelandeses (7,3%) e australianos (7%).

No ano de 2022, mais de 209 mil pessoas deixaram o emprego por problemas como depressão, ansiedade e Alzheimer no Brasil, conforme os dados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Com isso, a prevenção aos fatores riscos que podem contribuir ou causar estresse e adoecimento mental dos funcionários ganha cada vez mais importância no meio organizacional.

Esse cuidado é uma preocupação constante no Hospital Octávio Lobo devido á particularidade do perfil de referência, a oncologia pediátrica. Sobre isso, a coordenadora da Humanização, Natacha Cardoso, explica que os profissionais convivem diariamente com uma carga emocional extrema por conviver com a situação delicada de crianças em enfrentamento do câncer.

“Nossos colaboradores criam vínculos com nossas crianças e adolescentes que passam por um longo período de tratamento. Então, compreendemos que necessitam receber suporte emocional para lidarem com as situações limites do dia a dia. Durante o Janeiro Branco trazemos informações por meio de atividades e palestras, mas enfatizamos que esse cuidado deve ser diário, principalmente para quem atua na assistência”, afirmou.

Natacha também destaca que as equipes de humanização, gestão de pessoas e multiprofissional desenvolvem projetos direcionados à saúde mental dos colaboradores, como o “Cuidando de Heróis” e o “Portas Abertas”. “Enquanto o primeiro oferta serviços voltados ao relaxamento e autoestima, o segundo consiste em um canal de escuta empática e apoio emocional com apoio da psicologia, a fim de promover a qualidade de vida e estimular os profissionais a encontrar soluções lógicas para os dilemas do cotidiano”, informou.

“A saúde mental está associada ao e bem-estar, ao  equilíbrio emocional,  e à qualidade de vida do indivíduo. Nossas equipes trabalham para trazer informações e também ajudar, por meio de projetos e ações, esses profissionais a administrarem esses conflitos internos e a fazer uma pausa para se equilibrar, amenizar o estresse e a ansiedade”, enfatizou.

O enfermeiro Matheus Carvalho participou da palestra “Quem cuida da mente, cuida da vida”, ministrada pelo pedagogo Antonio Junior. Na ocasião, o profissional compartilhou um relato sobre como tem lidado com a ansiedade e como as orientações são importantes para os profissionais se desligarem um pouco da rotina  de trabalho  e da responsabilidade das atividades.

“Falar sobre ansiedade ainda é um tabu, apesar da gente entender que o número de pessoas com essa condição aumentou bastante durante o cenário pandêmico. Muitas pessoas têm  toda uma evolução porque não buscaram o tratamento, então receber orientações em momentos de relaxamento e de quebra de rotina é importante para aliviar as tensões, as cargas emocionais e colocar pra fora tudo aquilo que se está sentindo e ainda ensina como ajudar outras pessoas”, disse o enfermeiro.