Hospital Materno-Infantil de Barcarena realiza ação alusiva ao Dia Internacional da Mulher

Hospital Materno-Infantil de Barcarena realiza ação alusiva ao Dia Internacional da Mulher A iniciativa proporcionou às mães de bebês internados na UTI e UCI Neonatal momentos de relaxamento, autocuidado e valorização PorAscom Sespa  06/02/2026  18h47 Iniciativa trouxe momentos de cuidado e bem-estar para as mulheres que acompanham o tratamento dos filhos nas unidades. Foto: Divulgação. Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o Hospital Materno-Infantil de Barcarena (HMIB) promoveu, nesta sexta-feira (6), uma ação especial voltada às mães de bebês internados na UTI e na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal. A iniciativa, organizada pela Comissão de Humanização Hospitalar (CHU), proporcionou momentos de acolhimento, relaxamento e valorização para mulheres que acompanham o tratamento dos filhos na unidade. Durante a atividade, as participantes tiveram acesso a um verdadeiro “dia de beleza”, com serviços de massagem relaxante, cuidados com a pele (skincare), maquiagem, arrumação de cabelo e design de sobrancelhas. A proposta foi oferecer uma pausa na rotina intensa de acompanhamento hospitalar, permitindo que essas mulheres pudessem cuidar de si mesmas enquanto aguardam a recuperação dos bebês. A ação contou com a mobilização dos integrantes da Comissão de Humanização, que organizaram um ambiente acolhedor e respeitoso, incentivando também momentos de escuta, troca de experiências e fortalecimento emocional entre as mães. Cuidado humanizado – A iniciativa segue os princípios da Política Nacional de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS), que incentiva práticas voltadas ao cuidado integral, considerando não apenas a dimensão clínica, mas também os aspectos emocionais e sociais de pacientes e familiares. Segundo a enfermeira Flavine Gonçalves, presidente da Comissão de Humanização do hospital, ações como essa reforçam o compromisso da unidade com um atendimento mais sensível e acolhedor. “Essas mães chegam aqui carregando muito amor, mas também medo e cansaço. Vivem um dos capítulos mais intensos de suas vidas ao lado dos seus bebês. A Humanização nos ensina sobre o valor do acolhimento, e momentos como este são uma forma de lembrar a cada mãe: você também importa e também merece ser cuidada”, destacou. Momento de fortalecimento – No contexto de uma unidade neonatal, onde muitas mães permanecem longos períodos acompanhando o tratamento dos filhos, iniciativas como essa ganham um significado ainda mais especial. A mãe Rayssa Barbosa, que acompanha o filho na UTI neonatal, relatou a emoção de participar da atividade. “Eu aproveitei tudo: cabelo, limpeza de pele, sobrancelha, maquiagem, massagem relaxante e até as fotos. Foi um momento muito especial, porque no meio de tudo que a gente está vivendo aqui, consegui me olhar no espelho e me ver não só como mãe, mas também como mulher”, contou. Para Ducilene Ferreira, a ação representou um momento de pausa em meio à rotina hospitalar. “Foi um momento para relaxar, para rir um pouco e receber um cuidado diferente. A gente vive dias de muita tensão e preocupação por ter um filho na UTI, então poder parar um pouco, se cuidar e receber esse carinho foi uma alegria no meio de tudo isso”, afirmou. A Comissão de Humanização do hospital destaca que promover momentos como esse reforça o compromisso com um cuidado cada vez mais humano, sensível e integral, valorizando não apenas o paciente, mas também os familiares que acompanham o tratamento. Serviço: O Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan é gerenciado pelo Instituto Diretrizes, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), e é referência estadual na área de saúde materno-infantil.A unidade está localizada na Rua José Pinheiro Rodrigues, nº 258/380, no município de Barcarena, nordeste paraense. Serviço de maquiagem elevou a autoestima das participantes. Foto: Divulgação.

Música cristã emociona pacientes, acompanhantes e colaboradores da Unacon em Tucuruí

Música cristã emociona pacientes, acompanhantes e colaboradores da Unacon em Tucuruí Apresentação de músicos voluntários levou fé, esperança e momentos de espiritualidade ao ambiente hospitalar, promovendo conforto emocional aos pacientes em tratamento Por  Wellington Hugles05/02/2026  16h00 Apresentação na sala de espera da Unacon. Foto: Divulgação Uma melodia de fé e esperança ecoou pelos corredores e salas da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), em Tucuruí, na manhã desta quinta-feira (5). Músicos voluntários do Departamento de Assistência Religiosa para Evangelização da Congregação Cristã no Brasil (DARPE) realizaram uma apresentação especial, levando música cristã e palavras de conforto aos pacientes, acompanhantes e profissionais da unidade. Com instrumentos clássicos executados com sensibilidade e dedicação, os integrantes do grupo entoaram louvores que despertaram nos ouvintes sentimentos de paz, esperança e fortalecimento espiritual.A ação foi acompanhada pelo diretor administrativo do Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí, Davi Câmara, e pela coordenadora de enfermagem da Unacon, Samara Nunes. Participaram da iniciativa os cooperadores Valdiones Almeida Ferreira e Wanderley Ferreira Silva, juntamente com os músicos Andrei dos Santos Alves, Mizael Borges de Almeida, Victor Samuel Dias Tavares, Cleiton Gabriel Alves, Lucas de Sousa Rocha e Paulo dos Santos Silva, integrantes da Congregação Cristã no Brasil (CCB). Esta foi a primeira apresentação do grupo na Unacon, e a expectativa é que a ação passe a fazer parte da rotina da unidade. Segundo Valdiones Almeida Ferreira, integrante do DARPE, a música é uma forma de levar conforto espiritual a diferentes públicos. “Por meio da música compartilhamos o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo com aqueles que mais precisam. Realizamos esse trabalho em presídios, clínicas de reabilitação, albergues, instituições de longa permanência para idosos, hospitais e também junto às forças de segurança”, explicou. A musicoterapia traz benefícios físicos, psicológicos e emocionais para o paciente. Foto: Divulgação. Para a coordenadora de enfermagem da Unacon, Samara Nunes, iniciativas como essa são especialmente importantes para pacientes em tratamento oncológico. “Esse momento de música e espiritualidade traz tranquilidade ao ambiente hospitalar e contribui para o bem-estar emocional dos pacientes. A música tem um poder muito grande de tocar as pessoas. É uma maneira de se comunicar diretamente com Deus”, destacou. O cooperador Wanderley Ferreira Silva também ressaltou a receptividade da equipe da unidade. “Ficamos muito felizes com a forma como fomos acolhidos pela equipe da Unacon. Nosso objetivo é tornar essas visitas cada vez mais frequentes”, afirmou. De acordo com o diretor administrativo, Davi Câmara, a iniciativa promove integração e benefícios para todos os envolvidos na rotina hospitalar. “Projetos como esse contribuem para o bem-estar de pacientes, acompanhantes e colaboradores. A musicoterapia traz benefícios físicos, psicológicos e emocionais para o paciente, contribuindo para os processos de cura”, assegurou. Paciente da Unacon e morador de Goianésia do Pará, Erivaldo Silva ficou emocionado com a apresentação. “É simplesmente inesquecível para mim ouvir estas músicas religiosas ao som de instrumentos de sopro e de cordas, além da pregação dos cooperadores da igreja. Parabéns pela iniciativa”, declarou.

Hospital Oncológico alcança índice de 97,75% de satisfação dos usuários

Hospital Octávio Lobo registra 97,75% de satisfação de usuários Índice supera meta de 90% estabelecida no planejamento estratégico; avaliação considera toda a jornada do paciente na unidade Por Leila Cruz  04/03/2026  11h55 Maria Joana, mãe de Mikaelly, sente-se acolhida no hospital. Foto: Jaíne Oliveira. Ascom Hoiol O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) registrou em janeiro 97,75% de satisfação global dos usuários, índice que se mantém dentro da meta estabelecida de 90% no planejamento estratégico. Em 2025, a unidade encerrou o ano com 95,8% de satisfação.  Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (04/03) O resultado considera não apenas a avaliação do atendimento assistencial, mas toda a jornada do paciente, da entrada à alta, conforme dados coletados pelo Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU). O canal funciona como elo de comunicação entre famílias, equipes e alta gestão, atuando na resolução de demandas apresentadas pelos pacientes. Por meio do SAU, a unidade hospitalar busca reforçar o compromisso com a valorização e o protagonismo do usuário e dar resolutividade aos apontamentos em tempo hábil, por intermédio da política transversal de humanização. Segundo a gestão, o índice de satisfação é resultado de um trabalho contínuo centrado no paciente e na qualidade do atendimento, alinhado às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Capacitação e orientação fortalecem atendimento humanizado Para sustentar os resultados, o Hoiol, por meio do Núcleo de Educação Permanente (NEP), mantém ações de orientação aos pacientes e familiares sobre direitos, deveres e normas institucionais. Paralelamente, os colaboradores passam por capacitações obrigatórias com foco na Política Nacional de Humanização (PNH), estratégia que busca consolidar o acolhimento e a escuta qualificada durante toda a jornada assistencial. Segundo a diretora-geral, Sara Castro, alcançar e manter um índice tão elevado de satisfação é reflexo de uma gestão comprometida com as pessoas. “Trabalhamos com processos bem estruturados, monitoramento de indicadores e com uma equipe que entende que cuidar vai além do tratamento clínico. Nosso compromisso é oferecer uma jornada segura, transparente e humanizada, em que cada paciente e cada família se sintam respeitados”, afirmou a diretora Sara Castro. A coordenadora do SAU, Natacha Cardoso, destaca que a experiência do paciente também é monitorada por meio de pesquisas internas e avaliação pós-alta. “Além da satisfação global, também monitoramos a experiência do paciente por meio de pesquisas internas e avaliação pós-alta, utilizando indicadores como o Net Promoter Score (NPS) e outros instrumentos de mensuração da qualidade. Ao ouvirmos o usuário, fortalecemos o sentimento de pertencimento, porque ele se sente mais seguro e contribui diretamente para um atendimento mais qualificado”, afirmou. SAU recebe sugestões, elogios e reclamações O Serviço de Atendimento ao Usuário é estratégico para além da aplicação de pesquisas de satisfação. É um canal direto no qual as famílias realizam sugestões, elogios e reclamações, que possibilitam a identificação de oportunidades de melhorias. “Temos uma equipe preparada para acolher cada demanda com assertividade e sensibilidade, garantindo que o usuário se sinta ouvido e respeitado durante toda a sua jornada no hospital”, destacou Natacha. Pamela Ramos é a mãe do Ravi Júnior, 2 anos. Foto. Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Usuários destacam acolhimento durante o tratamento A cada mês, o hospital realiza uma pesquisa com mais de 1.000 exemplares  preenchidos do Formulário de Satisfação do Paciente em todos os setores assistenciais. “Um dos diferenciais do Hoiol é a Comissão de Experiência do Paciente para que o nosso usuário possa relatar a vivência dentro da instituição de saúde, satisfações e insatisfações para gerarmos gráficos, indicadores e encontrarmos soluções junto à gestão durante reuniões mensais”, ressaltou Natacha Cardoso. “O atendimento tem sido muito bom. Meu filho iniciou o tratamento logo após o diagnóstico, pensei que fosse demorar, mas foi imediato.Sempre fui orientada e ouvida pela equipe quando estava com alguma dúvida ou precisei resolver algum problema. Tanto os médicos quanto os demais profissionais são muito atenciosos conosco”, disse Pamela Ramos, mãe do Ravi Júnior, 2 anos, em tratamento contra a Leucemia Mielóide Aguda (LMA). A dona de casa Maria Joana Pereira, de 34 anos, relatou ter se sentido bem acolhida durante o tratamento da filha Mikaelly Karolina, de 10 anos. A família veio do município Abaetetuba para acompanhar o atendimento da criança, que está em tratamento de um tumor agressivo desde o mês de dezembro de 2025. “O bom atendimento faz a diferença durante o período de internação. Desde o início me senti acolhida, recebi atenção. Tanto a alimentação, quanto a higiene e o atendimento são bem organizados”, disse. Ela contou ainda que ficou apreensiva em relação à demora para a realização da cirurgia da menina. “Fiquei preocupada porque estava demorando demais, cheguei a procurar o bloco cirúrgico para entender o que estava acontecendo, mas a equipe médica explicou que o procedimento exigia cautela por se tratar de uma cirurgia delicada na região do pescoço, mais especificamente na cervical esquerda. Eles explicaram que era muito arriscado fazer de qualquer jeito. Precisavam avaliar a melhor forma, então eles (os profissionais) optaram por dividir o procedimento em duas etapas, realizadas no mesmo dia, como forma de reduzir riscos. Depois disso, me senti mais tranquila”, relatou. Serviço – Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Classe hospitalar garante direito ao ensino no ‘Oncológico Infantil Octávio Lobo’

Classe hospitalar garante direito ao ensino no ‘Oncológico Infantil Octávio Lobo’ Desenvolvido por meio de cooperação técnica com a Secretaria de Educação, Projeto assegura que crianças e adolescentes continuem os estudos, reafirmando a educação como direito fundamental mesmo em meio ao tratamento do câncer Por Leila Cruz02/023/2026  10h57 O cronograma das aulas é individualizado de acordo com os atendimentos de saúde a fim de evitar impactos na rotina clínica e favorecer a adesão às atividades pedagógicas. Foto: Jaíne Oliveira/ Ascom Hoiol As alterações originadas pelo diagnóstico e tratamento do câncer em diferentes aspectos da  vida dos pacientes, especialmente de crianças e adolescentes, fazem emergir a necessidade de readaptação na rotina familiar, social e educacional. Porém, mesmo longe da escola, o direito de continuar aprendendo é garantido pela Constituição Federal de 88 e pela Lei de Diretrizes de Base da Educação Nacional (LDB) nº 9.394.  Mais que conteúdo escolar, essa garantia é um instrumento de cuidado, dignidade e perspectiva de futuro, e se afirma como política pública no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém. O Hoiol é habilitado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e atua como referência para pacientes, de 0 a 19 anos incompletos, oriundos dos 144 municípios paraenses. Muitos deles necessitam permanecer semanas e até meses em cuidados médicos. Nesse período, contam com acompanhamento pedagógico que assegura a continuidade ao processo de escolarização. As atividades da Classe Hospitalar Professor Roberto França, do Hoiol, são desenvolvidas a partir do convênio de cooperação técnica com a Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc), mediante a parceria entre o Núcleo de Educação Permanente (NEP) do Hospital e a Coordenação Pedagógica da classe, por meio da Coordenadoria de Educação Especial (COEES)/Seduc. As aulas são ministradas por um corpo docente formado por duas pedagogas e 11 professores de diversas áreas de conhecimento, como Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Biologia , Química , Filosofia e Sociologia. A visita ao planetário com uma aula de campo que integra o projeto anual e engloba todos os componentes de ciência da natureza e de matemática. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol As modalidades de ensino e os conteúdos são ajustados às condições clínicas, ao ritmo de recuperação e às necessidades, com foco no bem-estar integral de cada estudante. O hospital disponibiliza os recursos e insumos necessários para que as aulas sejam transmitidas com qualidade: computadores, acesso à internet,  material escolar por meio da doação de voluntários, enquanto o material didático é oferecido pela Seduc. Em 2025, o hospital conseguiu a doação de tablets para todos os alunos matriculados. Atuamos com modalidade presencial na sala de aula do 5º andar, com c“ronograma individualizado de acordo com os atendimentos de saúde a fim de evitar impactos na rotina clínica e favorecer a adesão às atividades pedagógicas enquanto o aluno-paciente estiver na unidade. Mas também oferecemos o atendimento à beira-leito para aqueles impossibilitados de comparecer à sala.  E ainda o atendimento pedagógico em domicílio, conforme estabelecido pela educação especial, para aqueles que não estão internados, mas não apresentam condições de frequentar a classe”, informou a coordenadora do NEP, Natacha Cardoso. Histórias de Superação Crislane Silva, 22 anos, hoje é aluna do 7º semestre do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, da Universidade Estadual do Pará (Uepa), fez tratamento contra leucemia no hospital e foi aluna da classe até ingressar no ensino superior. Para ela, a Classe Hospitalar exerceu um papel fundamental na conclusão do ensino médio, seja no leito, em sala de aula, ou de forma virtual. “Lembro que na época de pandemia, não haveria aula, então criei um e-mail e os professores se disponibilizaram a ministrar aula online. Sou muito grata por todo apoio pedagógico recebido para que eu pudesse estudar mais e aprender mais”, disse Crislane. “Olhando para minha trajetória vejo que a classe hospitalar contribuiu muito para a minha trajetória acadêmica. Os professores sempre me apoiaram no meu sonho de fazer faculdade e, quando passei, eles comemoraram junto comigo e esse sempre será um momento muito importante e especial para mim. A classe me deu apoio no momento mais difícil da minha vida e através dela eu pude concluir o ensino médio e entrar na faculdade.  Sou muito grata mesmo a todos os professores que sempre me apoiaram e me motivaram a seguir meus sonhos e só tenho a agradecer por tudo que fizeram por mim. Cauã Nogueira afirma que o apoio dos profisisonais do hospital foi essencial durante o período de internação. Foto: Arquivo Pessoal Cauã Nogueira, 18 anos, reside na cidade de Baião. Em 2023, foi diagnosticado com um  sarcoma de Ewing – um tumor maligno raro e agressivo que se forma nos ossos ou tecidos moles, e foi submetido a rotinas de quimioterapia e radioterapia. Na metade daquele ano entrou na Classe e saiu somente em 2024. Mesmo submetido a  intervenções complexas, que o mantiveram internado por um longo período, os professores sempre  que  possível, ministravam as aulas. O adolescente afirma que isso permitiu continuar estudando e, finalmente, terminar o ensino médio sem interromper o tratamento. “Meus planos para o futuro é me tornar médico psiquiatra. Desde que passei a viver essa rotina hospitalar, sempre observei o medo das pessoas de que algo ruim acontecesse com seus filhos e filhas. A ansiedade e o medo criavam um clima tenso, quando deveria ser o contrário: um ambiente de esperança, força e coragem para enfrentar a doença, com a certeza de que buscamos a cura”, afirmou. Ele conta que nunca teve grandes dificuldades com isso, porque sempre acreditou que iria superar essa situação.  “Acredito que, por meio da fé, podemos enfrentar qualquer situação e sair dela mais fortes e vitoriosos. Foi assim que consegui seguir em frente , com fé, com o apoio da minha família e dos meus amigos, e com a ajuda de vários profissionais do hospital, que tornaram tudo isso possível. E é por isso que eu quero me tornar um médico psiquiatra, para mostrar que a luta externa é inferior à luta que temos em nossas mentes”, declarou.

Hospital Santa Rosa abre alas para o “Bloquinho da Prevenção” e celebra a importância de brincar e sorrir

Hospital Santa Rosa abre alas para o “Bloquinho da Prevenção” e celebra a importância de brincar e sorrir A comissão de Humanização, em parceria com a equipe multiprofissional da unidade, idealizou a ação Por Wellington Hugles25/02/2026  18h07 Foto: Divulgação Durante o mês de fevereiro, as celebrações de carnaval invadiram o Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa, através do ‘Bloquinho da Prevenção’. A comissão de Humanização, em parceria com a equipe multiprofissional da unidade, idealizou a ação. O projeto permite que colaboradores e usuários do hospital comemorem, ainda que de forma interna, da maior festa popular do país: o Carnaval. De maneira divertida, várias comissões foram formadas dentro do bloquinho, como se fossem uma escola de samba, com colaboradores fantasiados que percorreram diversos setores da unidade hospitalar. Diversas alas surgiram de forma educativa e divertida, com a finalidade de estimular a participação, a reflexão e o diálogo. Os foliões da ala “Hidrate-se e Alimente-se Bem” orientaram sobre a importância de manter-se hidratado e seguir uma alimentação equilibrada para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. Em seguida, a ala “Vacine-se” surge com a figura do “Zé Gotinha”, fez questionamentos aos profissionais, enfatizando a necessidade de manter o calendário vacinal em dia, tanto para a proteção pessoal quanto para a da comunidade. Foto: Divulgação Uma das alas que mais chamou a atenção foi a do “Uso Obrigatório do Capacete”, onde, por meio de uma dinâmica de labirinto, os brincantes foram desafiados a se conduzirem até o capacete no menor tempo possível.  A metodologia consistiu em enfatizar que ações rápidas e deliberadas podem ser cruciais para salvar vidas, além de ressaltar a importância do uso do capacete na redução de acidentes e na gravidade dos traumas. O “Adorno Zero” fez parte da ala principal do bloquinho, e os foliões receberam instruções sobre a não utilização de adornos no ambiente hospitalar; prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde, contaminação cruzada e proliferação de microrganismos, garantindo assim a segurança tanto dos pacientes quanto dos profissionais. A ala “Use Camisinha” fez sua apresentação, promovendo uma interação sobre a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) e ressaltando a importância do uso correto e consistente do preservativo, além da necessidade de se testar e acompanhar. Durante todo o evento, foram distribuídos preservativos aos foliões. Os brincantes conseguiram espalhar amor, felicidade e esperança por todos os lugares que visitaram. No “Bloquinho da Prevenção”, cada indivíduo é cuidado com dedicação, compreensão e felicidade. Antonilda Pinheiro, presidente da Comissão de Humanização, assegurou que a ação teve como finalidade sensibilizar pacientes e colaboradores sobre a importância da prevenção, da adoção de hábitos saudáveis e da corresponsabilidade no cuidado com a saúde, promovendo informação, conscientização e humanização no ambiente institucional. “Enfatizo que trabalhar a prevenção de maneira lúdica fortalece o vínculo institucional, estimula a reflexão e amplia o alcance das orientações em saúde, tornando o aprendizado mais significativo”, disse. Foto: Divulgação Enfermeira do Trabalho, Ingridy Vilhena, frisou a importância das alas “Use Camisinha” e “Vacine-se” como estratégias fundamentais de promoção e prevenção em saúde dentro e fora do ambiente institucional. A ala “Use Camisinha”, realizou orientação e a distribuição de preservativos reforçando a responsabilidade individual na prevenção das ISTs, incluindo HIV, sífilis e hepatites virais. “O uso correto e consistente do preservativo é uma medida simples, acessível e eficaz, que protege não apenas o indivíduo, mas também seus parceiros, contribuindo para a redução da transmissão e para a promoção da saúde coletiva”, explicou. A ala “Vacine-se”, destacou que a vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção de doenças imunopreveníveis, sendo essencial para a proteção do trabalhador da saúde e dos pacientes. Além disso, a importância de manter o cartão vacinal atualizado, especialmente no ambiente hospitalar, onde há maior exposição a riscos biológicos. “A imunização representa um ato de cuidado consigo mesmo e de compromisso com a segurança de todos”, afirmou a enfermeira. Giovane Soares, Técnico de Segurança do Trabalho, explicou que a ala “Use Capacete” foi pensada como uma estratégia educativa para reforçar a importância da prevenção de acidentes, especialmente no trânsito.  De acordo com ele, a estrutura do labirinto representa as decisões que tomamos todos os dias. Levar o personagem até o capacete em tempo recorde foi a melhor escolha em situações de risco. “A utilização do capacete é uma ação simples, mas crucial, que pode diminuir consideravelmente a gravidade de lesões e traumas em situações de acidente. A prevenção se inicia com ações responsáveis e conscientes. Andar de capacete não é só uma questão de seguir a lei, mas uma forma de mostrar que se importa com sua própria vida, com sua família e com as outras pessoas”, enfatizou. Foto: Divulgação Emanuele Cardoso, que é a presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), destacou que a ala “Adorno Zero” reforça um princípio fundamental da segurança no ambiente hospitalar: a prevenção de riscos evitáveis. A não utilização de adornos, como anéis, pulseiras, relógios, brincos grandes e outros acessórios, é uma medida essencial para reduzir a contaminação cruzada e a proliferação de microrganismos, contribuindo diretamente para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. “Ainda que, além da questão microbiológica, a retirada de adornos também previne acidentes de trabalho, como enroscos em equipamentos, rasgos em luvas e lesões na pele, promovendo maior segurança para profissionais e pacientes. O “Adorno Zero” é uma prática de responsabilidade coletiva, que demonstra compromisso com a biossegurança, com a qualidade da assistência e com a cultura de prevenção dentro da instituição”, finalizou.

Bloquinho de Carnaval leva alegria e reforça cuidado humanizado na Unacon de Tucuruí

Bloquinho de Carnaval leva alegria e reforça cuidado humanizado na Unacon de Tucuruí o “Bloquinho da Unacon” proporcionou descontração a pacientes oncológicos, acompanhantes e profissionais de saúde Por Wellington Hugles25/02/2026  12h10 Foto: Divulgação O som das marchinhas ecoou pelos corredores da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) de Tucuruí na manhã desta terça-feira (24), transformando a rotina hospitalar em um momento de leveza, integração e acolhimento. Promovido pela equipe de Humanização do Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí, unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), o “Bloquinho da Unacon” proporcionou descontração a pacientes oncológicos, acompanhantes e profissionais de saúde. Pelo terceiro ano consecutivo, a iniciativa reafirma o compromisso da rede estadual com um atendimento que vai além da assistência clínica. Fantasias coloridas, adereços e muita animação percorreram os setores de quimioterapia e radioterapia, encerrando o trajeto na recepção da unidade, em um verdadeiro “arrastão” de alegria dentro do ambiente hospitalar. Além da celebração, a programação também incluiu orientações sobre prevenção e cuidados relacionados aos diversos tipos de câncer, com distribuição de material informativo, reforçando o papel educativo e preventivo da unidade. Na recepção e no salão de quimioterapia, pacientes e acompanhantes participaram de sorteios e de um bingo especial, que distribuiu brindes e ampliou o clima de integração. Os colaboradores Matheus Oliveira, fantasiado de pirata, e Francilene Leitão, caracterizada de leoa, foram escolhidos pelos próprios usuários como destaques do desfile. Para Amanda Cavalcante, assistente social da unidade, o momento simboliza acolhimento e pertencimento. “O período carnavalesco é uma tradição muito marcante na nossa cultura, e nossos usuários sentem vontade de participar. Por isso, trazemos um pouco dessa alegria para dentro da Unacon, respeitando as limitações do ambiente hospitalar e fortalecendo vínculos.” Segundo a coordenadora de enfermagem da Unacon, Samara Nunes, a ação reafirma a importância do cuidado integral. “O atendimento humanizado é indispensável. Estar ao lado de cada paciente, oferecendo carinho e também recebendo esse afeto, fortalece nossa missão.” O impacto foi sentido por quem vivencia o tratamento diariamente. Maria Vanderleia Viana Alves, moradora de Tucuruí, celebrou a experiência. “Foi linda a apresentação, as fantasias, as marchinhas… até esqueci que estava fazendo quimioterapia. Deu vontade de sambar”, contou, emocionada. De Goianésia do Pará, Erivaldo Silva também participou do bingo. Já Lauriane Alves dos Santos, de Jacundá, destacou a surpresa ao ver o grupo fantasiado entrar no salão. “Nunca imaginei viver um carnaval dentro de um hospital. Eu me diverti muito.” A iniciativa integra as estratégias de humanização desenvolvidas na rede estadual de saúde, que buscam fortalecer o cuidado, promover bem-estar e oferecer acolhimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Gestão à Vista é tema do “Minuto de Valor” desta semana no HRPL

Gestão à Vista é tema do “Minuto de Valor” desta semana no HRPL A iniciativa acontece todas as segundas-feiras, levando aos colaboradores uma dica essencial para iniciar a semana com mais informação, cuidado e responsabilidade com a saúde Por Pedro Amorim23/02/2026  11h00 O recurso “Gestão à vista” promove a transparência dos dados junto às equipes, auxiliando na tomada de decisões por meio de informações claras e acessíveis. Foto: Divulgação O Hospital Regional Público do Leste (HRPL) realizou, nesta segunda-feira (23), mais uma edição do projeto “Minuto de Valor”, iniciativa que acontece semanalmente com o objetivo de levar aos colaboradores uma dica essencial para iniciar a semana com mais informação, cuidado e responsabilidade com a saúde e com os processos institucionais. A temática abordada foi Gestão à Vista, método que promove a transparência dos dados do setor junto às equipes, auxiliando na tomada de decisões por meio de informações claras e acessíveis. A ação foi conduzida pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP), com mediação do analista de Qualidade, Gustavo Silva, que destacou a importância de compartilhar dados estratégicos de forma objetiva e visual. “O acompanhamento desses resultados junto das equipes fortalece o senso de pertencimento e aumenta a motivação”, informou o gestor. Gustavo Silva acrescenta que a estratégia de gestão pode ser realizada por meio de exposição em quadros com indicadores, mapeamento e interação de processos, cadeia de valor e mapa de risco, além da divulgação de boletins de ações e notificações. “Também pode ser disponibilizada em pastas na rede, garantindo fácil acesso às informações, na distancia de poucos cliques”, frisou. O projeto é organizado em parceria com o Setor de Gestão de Pessoas e a Diretoria Administrativa do HRPL, fortalecendo ações contínuas de valorização, educação em saúde e cuidado com os colaboradores da unidade. Serviço: O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes (ID), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL está localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 580 3291.

Roda de conversa com atletas profissionais inspira pacientes do Oncológico Infantil

Roda de conversa com atletas profissionais inspira pacientes do Oncológico Infantil Encontro promovido pela equipe de Humanização do Hospital Octávio Lobo transforma brinquedoteca em espaço de inspiração esportiva para usuários e acompanhantes Por Ellyson Ramos20/02/2026  17h00 A atleta Luzia Frazão emocionou pacientes e acompanhantes ao relatar como o esporte a ajudou a enfrentar o tratamento oncológico. Foto: Divulgação Na última quinta-feira (19), o ambiente colorido e repleto de elementos lúdicos da brinquedoteca do 2º andar do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém,  dividiu espaço com medalhas, fotos e histórias de superação. O cenário foi montado para roda de conversa sobre inspirações esportivas, evento promovido pela equipe de Humanização da unidade e que reuniu atletas convidados, pacientes internados e acompanhantes em um encontro marcado por dicas, recomendações e muito incentivo.  Crianças, adolescentes e responsáveis acompanharam atentamente os relatos de atletas de diferentes modalidades, que compartilharam desafios enfrentados antes e depois de ingressarem profissionalmente no esporte. Participaram do encontro a nadadora Nahone Sarges, o atleta de jiu-jitsu, Carlos Gouvea, e os jogadores de basquete, Luzia Frazão, Vileide Almeida e Wilson Corrêa, que dividiram experiências marcadas por disciplina e perseverança. A brinquedista do Hoiol, Jucinara Silva conta que o planejamento da atividade incluiu a busca por profissionais de diferentes áreas e que o bate-papo foi norteado por relatos de superação. “Antes de definir e contactar os atletas convidados, a equipe ouviu os pacientes internados para entender quais modalidades despertavam maior interesse. Perguntamos, então, qual esporte admiram, gostariam de praticar após a alta, ou qual já praticavam antes da internação”, explicou a integrante da equipe de Humanização da unidade. Pacientes admiram as medalhas dos atletas. Foto: Divulgação Ainda segundo Jucinara, desde a formulação da proposta da atividade, a equipe buscou mostrar às crianças que o esporte pode ir além do lazer e que o adoecimento é uma fase e não um destino definitivo. “O resultado foi melhor do que o esperado, pois percebemos na roda de conversa que os pacientes puderam ver o esporte como uma possibilidade de carreira”, destacou. A colaboradora relembra que o paciente Lorenzo Stanes, de 7 anos, por exemplo, demonstrou grande entusiasmo ao saber que haveria uma apresentação sobre o jiu-jitsu. “Ele ficou muito animado. Apesar de tímido durante a dinâmica, mencionava o esporte nas conversas que tivemos à beira do leito e demonstrava interesse sobre o assunto”, contou Jucinara. A explicação sobre a modalidade também agradou o paciente Luiz Felipe Dias, de 10 anos.  “Eu gosto de futebol e jiu-jitsu, parece divertido. Gostei do atleta de jiu-jitsu (Carlos Gouvêa) que falou das faixas e das fases que a gente passa”, disse o menino.  Roda de conversa abordou curiosidades sobre treinos,medalhas, rotinas e sonhos. Foto: Jaíne Oliveira A dona de casa Jovenilia Lima, 64 anos, é mãe e avó de Adryan Lima, de 12 anos, e acompanhou o evento do início ao fim. “Eu achei muito bom. Moro em Rondon do Pará (município do sudeste paraense) e levanto todos os dias às 5h da manhã. Faço caminhada, vou para a academia ao ar livre com minhas amigas e pratico exercícios porque sei que é importante. Mas esse evento me fez olhar a parte profissional e lembrar que sempre gostei de corrida e de judô, mas que acabei por não praticar”, afirmou. Durante a conversa, surgiram perguntas espontâneas sobre as modalidades. Curiosidades sobre treinos, medalhas, rotina e sonhos. Uma das histórias que mais chamou a atenção de Jovenilia foi a da atleta convidada Luzia Frazão. “Ela (Luzia) disse que, antes de praticar o esporte, enfrentava muitas dificuldades, inclusive para se locomover com a cadeira de rodas. E que, com o basquete, ganhou força nos braços e mais autonomia. Pra mim ela mostrou a importância da gente enfrentar os desafios que vão surgindo e manter uma atitude positiva”, afirmou a rondonense. Atletas de diferentes modalidades esportivas compartilharam experiências com pacientes internados na unidade. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol Luzia conta que passou por radioterapia, quimioterapia, cirurgias e algumas internações na Unidade de Terapia Intensiva. Além de fortalecer o corpo físico, o esporte a ajudou a fortalecer a mente. “Na última vez que estive em coma, o médico disse que só Deus. E minha mãe ia todos os dias à UTI, me abraçava, conversava comigo. Um dia, enquanto ela falava, eu acordei. Essa sensação de ter minha mãe ao meu lado me fortaleceu ainda mais. Eu nunca vi a minha doença como uma barreira, mas como algo para me fortalecer. E ao longo do tempo, com períodos de remissão e recidiva, aprendi a desenvolver uma mentalidade de fortalecimento psicológico”, contou. Ao final do evento, Luzia e os demais atletas convidados entregaram medalhas simbólicas aos participantes, como mais uma forma de incentivo. “Foi um encerramento com chave de ouro. Foi muito emocionante. Eles puderam sair dos quartos, interagir e perceber que é possível praticar esportes e que, apesar das limitações impostas pela doença, os sonhos continuam possíveis. Foi um momento de descontração mas também de esperança”, concluiu Jucinara. Serviço – Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Medalhas simbólicas foram entreguem aos participantes como incentivo para que continuem acreditando nos próprios sonhos. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol

Hospital Santa Rosa promove ações alusivas ao Fevereiro Roxo e Laranja

Hospital Santa Rosa promove ações alusivas ao Fevereiro Roxo e Laranja  Campanhas orientaram sobre a importância das pessoas estarem atentas aos sinais do corpo e procurarem orientação médica imediata Por Wellington Hugles20/02/2026  14h00 Ação educativa na Clínica de Ginecologia e Obstetrícia. Foto: Divulgação Neste mês de fevereiro, o Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR) participa de duas importantes campanhas de conscientização: o Fevereiro Roxo, que chama a atenção para a doença de Alzheimer, lúpus e fibromialgia; e o Fevereiro Laranja, que é dedicado à prevenção e ao diagnóstico precoce da leucemia.  As campanhas destacam a importância de as pessoas estarem atentas aos sinais do corpo e procurarem orientação médica imediata. Nos dias 12 e 13 de fevereiro, houve atividade na recepção da clínica de Ginecologia e Obstetrícia e no ambulatório, com a participação voluntária dos alunos do curso de Enfermagem da Faculdade Esamaz. Também foram distribuídos folders informativos, com orientações simples e diretas sobre  sinais, sintomas, diagnóstico e a importância de um acompanhamento apropriado para todas essas doenças. Embora não tenham cura, o tratamento certo contra Alzheimer, lúpus e fibromialgia pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Já em relação à leucemia, que é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos e a medula óssea, onde as células sanguíneas saudáveis são produzidas, o diagnóstico precoce é fundamental  para um tratamento eficaz. Alunos do curso de Enfermagem da Faculdade Esamaz.. Foto: Divulgação, A auxiliar administrativa do setor de Humanização, Antonilda Pinheiro, destacou que as ações alusivas ao mês não trabalham apenas temáticas essenciais, mas também abordam assuntos que precisam ser falados e discutidos, ampliando o acesso à informação e promovendo conscientização junto aos usuários. “Essas ações são de suma importância, pois contribuem para a educação em saúde, fortalecem o vínculo institucional e tornam o tempo de espera pelo atendimento mais produtivo e acolhedor, transformando esse momento em uma oportunidade de aprendizado e orientação”, comentou. Para a coordenadora da Clínica de Ginecologia e Obstetrícia, Patrícia Muniz, a atividade em referência ao Fevereiro Roxo e Laranja é mais uma demonstração do compromisso da instituição em promover a saúde e compartilhar informações de qualidade com a comunidade. “Iniciativas educativas no ambiente hospitalar são fundamentais para ampliar o conhecimento dos usuários, incentivar o diagnóstico precoce e fortalecer a importância do acompanhamento adequado. Também qualificam o atendimento, promovem o acolhimento e demonstram o cuidado da instituição não apenas com o tratamento, mas com a prevenção e a conscientização em saúde”, opinou. As ações do Fevereiro Roxo e Laranja prosseguem durante todo o mês, promovendo a educação, a empatia e a solidariedade, envolvendo usuários, acompanhantes e colaboradores da unidade hospitalar. Entre as orientações de prevenção estão manter hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, atividade física e consultas médicas frequentes. Usuários receberam orientações na sala de espera do ambulatório . Foto: Divulgação,

Hospital Santa Rosa conquista o 1º lugar no Projeto de Boas Práticas em Ouvidoria do SUS

Hospital Santa Rosa conquista o 1º lugar no Projeto de Boas Práticas em Ouvidoria do SUS Objetivo do projeto é reconhecer boas práticas em escuta e acolhimento ao usuário do SUS Por Wellington Hugles20/02/2026  10h07 Foto: Divulgação O Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR), que integra a rede estadual de saúde do Pará e é administrado pelo Instituto diretrizes, foi agraciado com o 1º lugar na categoria Hospital, uma honraria concedida pelo 6º Centro Regional de Saúde Tocantins, em reconhecimento ao projeto: “Humanização no SUS: escuta, acolhimento e direitos”, desenvolvido na unidade, que busca a escuta qualificada, o acolhimento e a garantia dos direitos dos usuários, reforçando os princípios da humanização na assistência à saúde. Graças ao empenho de toda a equipe que, ao longo de 2025, implantou o Projeto: “Humanização no SUS: escuta, acolhimento e direitos”, o Hospital Santa Rosa conquistou o 1º lugar em “Boas Práticas em Ouvidoria do SUS”. A Auxiliar Administrativa do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), Jhennifer Gonçalves, apresentou o Projeto: “Humanização no SUS: escuta, acolhimento e direitos”, e explicou a proposta à coordenação, à direção e aos representantes do 6º Centro Regional que estavam presentes no evento de avaliação dos projetos. Foto: Divulgação Jhennifer Gonçalves, juntamente com toda a equipe do hospital, celebrou a conquista que foi concedida pelas Boas Práticas em Ouvidoria do SUS. “O Hospital Santa Rosa integra a humanização em sua cultura organizacional, desde o seu projeto de implantação até as ações promovidas e o processo de cuidado, garantindo boas práticas em escuta e acolhimento ao usuário do SUS.  A gestão do Instituto Diretrizes tem sido bastante eficaz ao apoiar iniciativas como “Humanização no SUS: escuta, acolhimento e direitos”, o que apenas fortalece o comprometimento de todos com a missão da instituição. O prêmio pertence a todos nós que, de alguma maneira, ajudamos a promover mudanças de atitudes que nos conectam com um futuro melhor”, ressaltou. A entrega da premiação ocorreu na manhã desta quinta-feira (19), no 6º Centro Regional de Saúde Tocantins. O troféu referente ao 1º lugar foi entregue por Núbia Casais, Ouvidora SUS e Murilo Elder, Responsável Técnico pela Humanização. Isso foi feito em reconhecimento à boa prática desenvolvida em 2025 no âmbito da Ouvidoria do SUS no Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa. A conquista reafirma o compromisso do Hospital Santa Rosa com a escuta ativa, o acolhimento e a defesa dos direitos dos usuários, ao mesmo tempo em que fortalece os princípios da humanização no cuidado à saúde. O evento, promovido pela Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS), através do 6º Centro Regional de Saúde do Tocantins, teve como finalidade a entrega dos prêmios relacionados ao Projeto de Boas Práticas em Ouvidoria do SUS, que visa aperfeiçoar o acolhimento, a gestão e o encaminhamento das manifestações da população (elogios, queixas, denúncias, solicitações e sugestões), fortalecendo a gestão participativa e a melhoria contínua dos serviços de saúde.

Atenção aos sintomas da leucemia infantil aumenta êxito do tratamento

Atenção aos sintomas da leucemia infantil aumenta êxito do tratamento Com hemograma simples e avaliação clínica atenta, a identificação precoce da leucemia infantil permite tratamento especializado e amplia as possibilidades de sucesso Por Ellyson Ramos19/02/2026  14h00 Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém: referência na Amazônia. Foto: Ascom Hoiol Febre persistente, palidez, manchas roxas e dores ósseas. Sintomas comuns na infância podem esconder uma doença grave quando persistem e aparecem associados. A leucemia infantil, apesar de começar de forma silenciosa, tem altas taxas de cura quando diagnosticada precocemente e tratada em centros especializados, como o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém. Segundo a diretora Técnica e oncopediatra do Hospital, Alayde Vieira, os sintomas mais frequentes da leucemia infantil também incluem o cansaço excessivo, sangramentos no nariz e gengiva, dores articulares, aumento do abdome e a presença de linfonodos aumentados, popularmente conhecidos como ínguas. O atraso no reconhecimento desses sinais de alerta é um dos principais desafios no enfrentamento à doença. “A leucemia pode se apresentar de maneira muito semelhante a infecções comuns. O ponto crítico não é o sintoma isolado, mas a persistência e a associação entre esses sinais”, explicou a especialista. Incidência – O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima a ocorrência de 7.560 casos novos de câncer infantojuvenil (faixa etária de 0 a 19 anos incompletos) no Brasil para cada ano do triênio de 2026 a 2028. Alayde ressaltou que a forma mais comum da doença na infância é a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), responsável por cerca de 70% a 75% dos casos pediátricos. Já em adultos e idosos, são mais frequentes a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e a Leucemia Linfocítica Crônica (LLC). Apesar de a leucemia infantil apresentar comportamento mais agressivo no início, ela também responde melhor ao tratamento. “Nos centros especializados, as chances de cura ultrapassam 80%”, informou a oncologista. Diagnóstico – O hemograma simples ainda é a principal ferramenta de triagem. Quando há suspeita, são realizados exames complementares, como o mielograma (punção da medula óssea), imunofenotipagem por citometria de fluxo, e estudos genéticos e moleculares. No Hoiol, o tratamento é integral. “A unidade oferece diagnóstico rápido e preciso, estratificação de risco, tratamento conforme protocolos nacionais e internacionais, suporte intensivo e acompanhamento até a alta definitiva”, disse Alayde Vieira. Em regiões com alta incidência de doenças infecciosas, como a Amazônia, é natural que febre e dor sejam inicialmente interpretadas como viroses. O desafio está na reavaliação quando o quadro não evolui como esperado. “Diagnóstico precoce depende de vigilância clínica. Não precisamos de exames sofisticados inicialmente, mas de atenção e acompanhamento adequado. Quanto mais cedo a leucemia é identificada, maiores são as chances de cura”, enfatizou a médica. Sandra acompanha a filha, Sandy, em tratamento contra a leucemia: atenta aos sintomas. Foto: Jaíne Oliveira Primeiros sinais – Em meio à rotina de trabalho como auxiliar de logística de cargas pesadas, a moradora do município de Barcarena, Sandra Costa, 28 anos, viu a vida mudar completamente quando a filha, Sandy, 12 anos, foi diagnosticada com leucemia. Os primeiros sinais surgiram com febre persistente, seguida de fraqueza intensa, inchaço no rosto e perda de apetite. Preocupada, Sandra procurou atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município, de onde a menina foi transferida para um hospital de emergência. Foi ali que veio o diagnóstico e, junto com ele, o desespero e a angústia. “Eu me fiz parecer forte para não demonstrar tristeza para ela. Pedi forças a Deus porque, por dentro, eu estava destruída”, relembrou. Desde então, mãe e filha enfrentam juntas o tratamento contra o câncer infantil, realizado no Hospital Octávio Lobo, onde Sandy passa por sessões semanais de quimioterapia. Segundo a mãe, apresenta boa resposta às medicações. Para Sandra, o acolhimento da equipe multiprofissional tem sido fundamental nesse processo. “Graças a Deus, e aos profissionais do Hospital, minha filha está muito bem neste momento. Eu agradeço todos os dias por termos esse atendimento aqui no nosso Estado”, afirmou. Sandra Costa diz que, antes da doença, Sandy era uma criança cheia de energia, que adorava jogar bola e brincar com as amigas. A rotina da família passou por transformações impostas pela doença, e o contato da criança com profissionais da saúde do Hoiol passou a alimentar um sonho da menina: ser médica. “Ela mantém vivo o sonho de ser médica para cuidar de outras pessoas, assim como está sendo cuidada”, finalizou Sandra. Maria Santos e Fátima Beatriz, 17 anos, diagnosticada com LMA. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol A agricultora Maria Santos, 47 anos, relembra sintomas apresentados pela filha, Fátima Beatriz Cruz, 17 anos, diagnosticada com Leucemia Mieloide Aguda (LMA). “Começou a surgir manchas roxas pelo corpo dela e sangramento na boca. Levei ao médico o mais rápido que pude”, relata Maria, destacando a importância de ficar atento aos sinais da doença e procurar atendimento médico imediato. O tratamento começou no dia 28 de agosto de 2025. Fátima está respondendo bem às medicações, com previsão de concluir o último ciclo de quimioterapia em abril. Mãe solo, Maria também cuida de uma filha mais nova, com 4 anos. “Foi bem difícil (lidar com o diagnóstico). Mas, estamos na luta, e estamos vencendo”, garante. Serviço: Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. A unidade, pertencente à rede de saúde do Governo do Pará, é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa)

HRPL promove ação educativa sobre prevenção de ISTs no Carnaval em Paragominas

HRPL promove ação educativa sobre prevenção de ISTs no Carnaval em Paragominas Com foco na prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis durante o período do Carnaval, orientação ocorreu na recepção central da unidade Por Pedro Amorim14/02/2026  17h52 Foto: Divulgação Em Paragominas (PA), o Hospital Regional Público do Leste (HRPL) promoveu, na última sexta-feira (13), uma ação de educação em saúde com foco na prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) durante o período do Carnaval, dentro da temática do Fevereiro Multicolorido. A atividade ocorreu na recepção central da unidade e alcançou aproximadamente 50 pessoas, entre usuários e acompanhantes. A iniciativa foi organizada pela Comissão de Humanização (CH) do hospital e conduzida por Williane da Silva, do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), que levou orientações educativas e esclarecimentos voltados à promoção do autocuidado e da saúde sexual. A gestão do HRPL também estendeu a ação aos colaboradores da unidade, reforçando o compromisso institucional com a prevenção, a informação de qualidade e a promoção da saúde no ambiente hospitalar e junto à comunidade. Para Érica Amador, enfermeira do Núcleo de Educação Permanente (NEP) do hospital e membro da CH, “Promover a prevenção de ISTs no Carnaval fortalece a saúde pública ao reduzir impactos no sistema de saúde e ampliar a conscientização coletiva sobre autocuidado e responsabilidade”. Ela acrescenta que intensificar orientações nesse contexto contribui para a redução de novos casos, para o diagnóstico precoce e para a promoção de escolhas mais seguras, especialmente por meio do incentivo ao uso de preservativos durante o ato sexual. Foto: Divulgação Aprovação – Alberto Leal Silva, de 60 anos, esteve no HRPL para uma consulta com neurologista e avaliou de forma positiva o atendimento recebido na unidade. Segundo ele, a experiência no hospital tem sido satisfatória. “Todas as vezes que passei fui bem atendido”, afirmou.  Ao comentar a atividade educativa desenvolvida pela equipe do HRPL, ele destacou a relevância da iniciativa: “Muito importante, pois é um meio de prevenir doenças, precisamos cuidar da saúde”. Para Alberto, o tema trabalhado é fundamental e deve ser sempre abordado. Serviço – O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes (ID), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL fica localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 5803291.