Rede estruturada e diagnóstico precoce elevam chances de cura do câncer infantil

Rede estruturada e diagnóstico precoce elevam chances de cura do câncer infantil Estado reforça a importância da identificação correta dos sintomas e do acesso ágil ao tratamento especializado, garantindo que 100% dos pacientes sejam atendidos dentro da Lei dos 60 dias no Hospital Octávio Lobo Por Leila Cruz14/02/2026  14h00 Elenice Fagundes elogiou o atendimento ágil para o filho Enzo LemosFoto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol O Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil, celebrado neste domingo (15), alerta sobre o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento de alta complexidade, fatores determinantes para elevar as taxas de cura e sobrevida dos pacientes. No Pará, a Rede e o Plano Estadual de Oncologia constituídos pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) têm como eixo central a qualificação da linha de cuidado, com foco na ampliação do acesso, na melhoria da resolutividade dos serviços e na redução da morbimortalidade. O câncer infantil é caracterizado pela proliferação descontrolada de células anormais em crianças e adolescentes, de 0 a 19 anos, acometendo, principalmente, os glóbulos brancos, o sistema nervoso central e o sistema linfático. Em Belém, no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) é a principal referência da região amazônica. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob o contrato de gestão com a Sespa, tem cerca de 1.000 pacientes em atendimento. Hoje 100% dos usuários iniciam o tratamento dentro da Lei 12.732/12, que determina o prazo de 60 dias para o início do tratamento. A dona de casa Elenice Fagundes, 35 anos, é mãe do Enzo Lemos, 8 anos. Ela contou que o menino apresentou palidez e vômito, sintomas que a levaram a buscar atendimento. Aos 4 anos, ele foi diagnosticado com leucemia. “Viemos de Joinville após um transplante e retornamos para Belém, ele estava fora de tratamento e fazia só o tratamento de monitoramento no Hoiol, mas um certo dia o testísculo dele inchou. Passou por exames de imagem, e o médico constatou que o câncer retornou no testículo. Depois de mais de um mês, já estávamos aqui, fazendo todos os exames, foi tudo muito rápido”, disse. Considerados raros, os tumores que acometem esses indivíduos são mais agressivos, porém o diagnóstico correto em tempo hábil eleva a taxa de sucesso em até 80%. O cenário evidencia o efeito direto da organização da rede assistencial na vida futura dos pacientes. Apresentam sintomas comuns a outras enfermidades da idade, a exemplo das doenças endêmicas frequentes na região amazônica, como a malária, esquistossomose e a leishmaniose visceral, que causam febre prolongada, palidez e aumento do fígado e do baço. Essas manifestações também estão presentes em quadros de leucemias e outras neoplasias malignas. A responsável técnica pela oncologia pediátrica do Hospital Oncológico Infantil, Karoline Silva, ressalta que “a semelhança entre os sintomas podem retardar a suspeita de câncer, caso não haja um olhar atento, portanto, é um dos maiores desafios clínicos da oncologia pediátrica”. “As doenças infecciosas endêmicas apresentam sintomas mais agudos e respondem a tratamentos convencionais. Já no câncer, os sinais persistem e progridem, a febre continua por mais de sete a dez dias, sem causa definida, palidez que não melhora com suplementação de ferro e presença de manchas roxas sem histórico de trauma”, esclareceu. Em casos de sintomas persistentes e progressivos, o pediatra deve fazer a solicitação imediata de um hemograma, conforme alerta a especialista. “Alterações em mais de uma linhagem sanguínea, como anemia associada à contagem de plaquetas baixa ou leucócitos alterados, exigem investigação oncológica prioritária. O tempo é determinante para o prognóstico, ou seja, sobre a evolução e o desfecho da doença”, destacou a especialista. Números – Um levantamento da Coordenação Estadual de Atenção Oncológica (CEAO) apontou que, em 2025, os tipos de câncer mais frequentes no Pará foram as leucemias (222), neoplasias malignas de outras partes e de partes não especificadas da língua (28), neoplasias malignas de ossos e cartilagens articulares dos membros (28), neoplasia maligna do encéfalo (19) e Linfoma de Hodgkin (15). As projeções oficiais do Instituto Nacional do Câncer (Inca) – órgão auxiliar do Ministério da Saúde – com base nos dados do Registro de Câncer e de Base Populacional, apontaram a ocorrência de 7.560 casos novos de câncer infantojuvenil no Brasil para cada ano do triênio de 2026 a 2028. O risco estimado é de 136, 33 casos por milhão de crianças e adolescentes brasileiros. Para o estado do Pará, são estimados 240 casos para cada ano do mesmo período. Rede assistencial assegura acesso rápido ao tratamento integral no SUS A estruturação e operacionalização do fluxo assistencial é conduzido pela Coordenação Estadual de Atenção Oncológica (CEAO), por meio de uma rede regionalizada, que encaminha os casos suspeitos para serviços especializados e consolida uma linha de cuidado integral a crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), em conformidade com a Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica, instituída pela Lei nº 14.308/2022. Nesse contexto, o Protocolo de Acesso à Rede de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, aprovado pela Resolução CIB nº 128/2019, estabeleceu diretrizes para o acesso regulado via SISREG e Sistema Estadual de Regulação (SER). “A regulação organiza o encaminhamento para consultas especializadas, exames diagnósticos e internações clínicas e cirúrgicas, para garantir diagnóstico precoce e início oportuno do tratamento, com a finalidade de diminuir a morbimortalidade por câncer e promover maiores índices de cura e sobrevida”, informou a coordenadora Estadual de Oncologia, Patrícia Martins. A atenção primária, por meio da Estratégia da Família (ESF), é a principal porta de entrada para a suspeição dos sinais e encaminhamento para a triagem no Centro de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança – Casmuc, da Universidade Federal do Pará. E, caso a hipótese seja elevada, os pacientes são encaminhados para uma das Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon’s): o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Belém), o Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (Santarém). O Hospital Oncológico Infantil atende, exclusivamente, crianças de adolescentes, de 0 a 19 anos, incompletos, das Macrorregiões I, II e IV,

Hospital Regional Santa Rosa implanta projeto de humanização com polvos de amigurumi na UCI Neonatal

Hospital Regional Santa Rosa implanta projeto de humanização com polvos de amigurumi na UCI Neonatal Desenvolvida em parceria com organização filantrópica, iniciativa oferece acolhimento e conforto a recém-nascidos em situação de vulnerabilidade no Baixo Tocantins Por Wellington Hugles10/02/2026  19h42 Foto: Divulgação O Hospital Regional Santa Rosa, que integra a rede de saúde do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), iniciou neste mês de fevereiro a implementação do projeto de humanização “Polvos de Amigurumi: Acolhimento, Conforto e Humanização na UCI Neonatal”. A ação é voltada ao cuidado de recém-nascidos internados na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCI Neonatal) da unidade, localizada em Abaetetuba, no Baixo Tocantins. A iniciativa tem como objetivo minimizar o estresse clínico e emocional dos bebês, promovendo um cuidado mais humanizado e centrado no paciente e em sua família. A proposta é desenvolvida a partir de uma parceria entre o hospital e a organização filantrópica Grupo Raízes de Abaeté, responsável pela confecção manual dos brinquedos de crochê terapêutico, conhecidos como polvos de amigurumi. Foto: Divulgação Cuidado humanizado com segurança assistencial Os polvos de amigurumi foram idealizados como um recurso terapêutico complementar, sem abrir mão dos critérios técnicos e dos protocolos de segurança. Todos os brinquedos passam por validação do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Eles são confeccionados com linha 100% algodão, preenchidos com fibra antialérgica e possuem detalhes bordados à mão, garantindo resistência e segurança durante os processos de lavagem e esterilização. “O material passa por todo o processo de esterilização no Centro de Material e Esterilização (CME) antes de ter contato com o recém-nascido. Todos os cuidados relacionados ao controle de infecção são rigorosamente seguidos, assegurando qualidade e segurança assistencial”, explicou o enfermeiro do SCIH, Thiago Carvalho. Foto: Divulgação Benefícios terapêuticos aos recém-nascidos Os polvos de amigurumi são utilizados como estratégia de humanização por auxiliarem no conforto dos bebês, especialmente os prematuros. Seus tentáculos remetem ao cordão umbilical e à sensação do útero materno, ajudando a promover segurança, conforto e até a regular funções vitais, como respiração e batimentos cardíacos. “Esse contato ajuda a amenizar o impacto da separação da mãe durante o período de hospitalização na UCI Neonatal, contribuindo para um cuidado mais acolhedor e humanizado”, destacou Ionara Paulina, coordenadora da UCI Neonatal. A diretora assistencial do hospital, Lícia Lima, ressaltou a importância da iniciativa. “Agradecemos imensamente a doação dos brinquedos, que contribuirá de forma significativa para a humanização do cuidado aos nossos recém-nascidos. É uma ação terapêutica que promove conforto, acolhimento e cuidado integral, reforçando o compromisso da unidade com uma assistência cada vez mais humanizada”, afirmou. Primeiro bebê beneficiado O recém-nascido Heitor Fernandes, filho de Elani Fernandes, foi o primeiro a receber um polvo de amigurumi após o brinquedo passar por todas as etapas de processamento e esterilização no hospital. Para a mãe, o projeto representa um gesto de grande valor emocional. “Parece um brinquedo simples, mas tem um valor terapêutico muito importante. Neste momento de fragilidade dos nossos bebês, são esses tentáculos que abraçam e dão todo o afeto aos nossos filhinhos”, relatou. A utilização dos polvos de amigurumi é inspirada em experiências internacionais iniciadas em 2013, na Dinamarca, por meio do Danish Octo Project, que identificou melhorias no conforto e no comportamento de recém-nascidos prematuros expostos a esse tipo de estímulo terapêutico.

HRPL promove orientação sobre os riscos da automedicação no projeto “Minuto de Valor”

HRPL promove orientação sobre os riscos da automedicação no projeto “Minuto de Valor” A iniciativa acontece todas as segundas-feiras, levando aos colaboradores uma dica essencial para iniciar a semana com mais informação, cuidado e responsabilidade com a saúde Por Pedro Amorim09/02/2026  17h00 Além da socialização do tema, foram entregues materiais informativos no intuito de contribuir com a fixação do conteúdo. Foto: Divulgação Com o objetivo de reforçar o uso consciente de medicamentos e alertar sobre os riscos da automedicação, o Hospital Regional Público do Leste (HRPL) realizou, nesta segunda-feira (09), mais uma ação do projeto “Minuto de Valor no HRPL”, no auditório da unidade. A iniciativa acontece todas as segundas-feiras, levando aos colaboradores uma dica essencial para iniciar a semana com mais informação, cuidado e responsabilidade com a saúde. O projeto é organizado em parceria com o Setor de Gestão de Pessoas e a Diretoria Administrativa do HRPL, fortalecendo ações contínuas de valorização, educação em saúde e cuidado com os colaboradores da unidade. Nesta semana, a atividade foi conduzida pelo farmacêutico responsável técnico (RT) Luiz Matos, que abordou os perigos da automedicação, prática comum no cotidiano, mas que pode trazer sérias consequências à saúde. Segundo ele, “a automedicação é um risco grave e disseminado no Brasil, já que cerca de 77% da população faz uso de medicamentos por conta própria”, alertou. Foto: Divulgação Durante a orientação, o farmacêutico destacou que os riscos vão além do alívio imediato dos sintomas. “A automedicação pode causar reações alérgicas, intoxicações, mascarar doenças graves e, a longo prazo, provocar danos ao fígado e aos rins. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas são ainda mais vulneráveis a esses efeitos”, explicou Luiz Matos. Ele também ressaltou que a prática afeta não apenas a saúde individual, mas todo o sistema de saúde. “Além de sobrecarregar o sistema público, a automedicação contribui para a resistência microbiana, que é um problema global. Por isso, é fundamental sempre procurar um profissional de saúde, não utilizar receitas antigas ou medicamentos de outras pessoas e fazer o descarte correto de remédios vencidos”, orientou. Foto: Divulgação O farmacêutico provocou ainda uma reflexão entre os participantes ao questionar: “Quem nunca tomou um remédio por conta própria para aliviar uma dor de cabeça, febre ou mal-estar? Apesar de parecer uma solução simples, essa prática pode esconder perigos que vão muito além do alívio imediato”, frisou. Serviço: O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes (ID), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL está localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 580 3291.

Hospital Regional de Tucuruí e Unacon iniciam campanha Fevereiro Roxo e Laranja

Hospital Regional de Tucuruí e Unacon iniciam Campanha Fevereiro Roxo e Laranja Iniciativa visa conscientizar a população a respeito do tratamento de doenças simbolizadas pela cor roxa, como o lúpus, o Alzheimer e a fibromialgia, além de utilizar a cor laranja para chamar a atenção para a leucemia Por Wellington Hugles04/02/2026  16h53 Foto: Divulgação O Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí – HRT e Unacon, em Tucuruí, sob a administração do Instituto Diretrizes, deu início, neste Dia Mundial do Câncer, ao trabalho de conscientização sobre o lúpus, o Alzheimer e a fibromialgia, visando informar a população ao longo deste mês de fevereiro. Essas doenças são simbolizadas pela cor roxa. Além disso, a cor laranja foi incorporada à campanha para ampliar a conscientização sobre a leucemia, um dos tipos mais graves de câncer, caracterizada como uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente de origem desconhecida. Foto: Divulgação De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 55 milhões de pessoas afetadas pelo Alzheimer no planeta, enquanto a fibromialgia atinge entre 2% e 4% da população mundial. No Brasil, o Alzheimer atinge aproximadamente 1,2 milhão de pessoas, segundo o Ministério da Saúde. Já estudos nacionais indicam que o lúpus afeta cerca de 65 mil indivíduos, majoritariamente mulheres em idade fértil. Na manhã desta quarta-feira (4), quando se celebra o Dia Mundial do Câncer, foram lançadas as campanhas Fevereiro Roxo e Laranja. Houve a participação de pacientes e acompanhantes nos setores de recepção e no salão de quimioterapia e radioterapia da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). Foto: Divulgação A ação teve como objetivo esclarecer sintomas e formas de tratamento, além de reforçar que o diagnóstico precoce contribui para a preservação da qualidade de vida. Com essa finalidade, o Setor de Humanização, em parceria com a equipe multiprofissional da Unacon, realizou a entrega de lenços e turbantes adornados com fitas roxas, que representam a luta, a esperança e a conscientização das pacientes em tratamento na unidade. A coordenadora de Enfermagem da Unacon, Samara Nunes, explicou que a unidade aborda uma nova temática a cada mês, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e da Sespa. “Em fevereiro, as cores que nos representam são o roxo e o laranja, e, ao longo deste mês, discutimos quatro doenças distintas. Realizaremos palestras e discussões que abordarão os conceitos, sintomas e tratamentos de cada doença. É fundamental ampliar o debate sobre essas doenças para reduzir estigmas, incentivar o diagnóstico precoce e fortalecer redes de apoio a quem convive diariamente com condições crônicas e, muitas vezes, invisíveis”, afirmou a coordenadora. Foto: Divulgação Após participar das palestras e interagir com a equipe da Unacon, Eugenia Amaral Silva, de 35 anos, manicure de Pacajá e acompanhante de uma paciente em tratamento oncológico, ficou impressionada com a quantidade de informações adquiridas. “Fiquei encantada com a simples, mas significativa homenagem que os profissionais prestaram ao distribuir lenços e turbantes às pacientes, contribuindo para a elevação da autoestima e para o fortalecimento do vínculo do paciente com o tratamento”, destacou. Durante as demais semanas do mês, haverá rodas de conversa e atividades educativas com colaboradores e usuários, com o objetivo de sensibilizá-los sobre os temas abordados. Foto: Divulgação

HRPL promove orientação sobre bons hábitos alimentares no projeto “Minuto de Valor”

HRPL promove orientação sobre bons hábitos alimentares no projeto “Minuto de Valor” O projeto acontece todas as segundas-feiras, levando uma dica importante para começar a semana com mais informação, cuidado e qualidade de vida Por Pedro Amorim02/02/2026  10h40 A ação de educação em saúde foi conduzida por Brenda Camelo, nutricionista do HRPL. Foto: Divulgação Com o objetivo de incentivar práticas saudáveis no dia a dia, o Hospital Regional Público do Leste (HRPL) realizou, nesta segunda-feira (02), mais uma ação do projeto “Minuto de Valor no HRPL”, no auditório da unidade. O projeto acontece todas as segundas-feiras, levando uma dica importante para começar a semana com mais informação, cuidado e qualidade de vida. A iniciativa é organizada em parceria com o Setor de Gestão de Pessoas e a Diretoria Administrativa do HRPL, fortalecendo ações de valorização e cuidado com os colaboradores. Nesta semana, a atividade foi conduzida pela nutricionista Brenda Camelo, que compartilhou orientações sobre bons hábitos alimentares, destacando a importância de escolhas equilibradas para a promoção da saúde e do bem-estar. Para o Diretor Administrativo do hospital, Fábio Grifo, “o Minuto de Valor do HRPL é uma ação rápida, prática e estratégica. Em poucos minutos, toda segunda-feira, nossas lideranças iniciam a semana alinhadas a temas essenciais como segurança, saúde e gestão de pessoas”. Ele acrescenta que “a iniciativa busca gerar consciência, energia e atitude, para que cada líder leve esse cuidado à ponta, junto aos seus colaboradores, fortalecendo a cultura do hospital no dia a dia”. Serviço: O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL fica localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 5803291.

HRPL promove ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho aos seus colaboradores

HRPL promove ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho aos seus colaboradores As ações tiveram como foco o fortalecimento de condutas seguras no ambiente hospitalar, reforçando o uso correto dos EPIs e a adoção de práticas essenciais para a prevenção de acidentes de trabalho Por Pedro Amorim02/02/2026  10h00 Equipe do SESMT utilizou o “Carrinho dos EPIs”, como uma abordagem dinâmica para envolver os colaboradores do hospital. Foto: Divulgação Comprometido com a segurança de seus profissionais, o Hospital Regional Público do Leste (HRPL), em Paragominas, promoveu durante os dias 27 e 28 de janeiro uma série de ações voltadas às boas práticas de segurança no ambiente de trabalho. As atividades foram conduzidas pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e realizadas em todos os setores assistenciais da unidade. As ações tiveram como foco o fortalecimento de condutas seguras no ambiente hospitalar, reforçando o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a adoção de práticas essenciais para a prevenção de acidentes de trabalho. Com uma abordagem dinâmica, as oficinas ofereceram orientações práticas e interativas, estimulando a conscientização dos profissionais sobre o tema. Responsável pelo setor de Gestão de Pessoas do Hospital, Tays Carvalho explica que iniciativas como essa reforçam o compromisso do HRPL, por meio da Gestão de Pessoas e do SESMT, com a promoção de um ambiente de trabalho mais seguro, consciente e alinhado às boas práticas de saúde e segurança ocupacional. “Durante a atividade, os participantes puderam esclarecer dúvidas, refletir sobre comportamentos seguros e compreender que o cuidado com a segurança é um compromisso diário, essencial para a preservação da saúde, da integridade física e da qualidade do trabalho realizado”, pontuou a gestora. Serviço: O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL fica localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 5803291.        

HRPL realiza programação especial do Janeiro Branco voltada ao cuidado emocional

HRPL realiza programação especial do Janeiro Branco voltada ao cuidado emocional A iniciativa teve como objetivo reforçar a atenção à saúde mental no ambiente hospitalar, estimulando o autocuidado, a escuta qualificada e a prevenção do adoecimento emocional Por Pedro Amorim01/02/2026  10h00 As atividades envolveram usuários e colaboradores do Regional do Leste. Foto: Divulgação Em alusão à campanha “Janeiro Branco”, dedicada à conscientização sobre a importância da saúde mental e do cuidado emocional, o Hospital Regional Público do Leste (HRPL) promoveu, nos dias 29 e 30 de janeiro, uma ação especial voltada a usuários, acompanhantes em atendimento e colaboradores da unidade. A iniciativa teve como objetivo reforçar a atenção à saúde mental no ambiente hospitalar, estimulando o autocuidado, a escuta qualificada e a prevenção do adoecimento emocional. Ao longo dos dois dias, foram realizadas orientações em saúde mental, incluindo uma palestra na recepção central, que contou com a participação de cerca de 100 usuários. A programação também contemplou a oferta de uma sala de descompressão, proporcionando momentos de pausa e relaxamento em meio à rotina hospitalar. As atividades incluíram meditação guiada, conduzida pela psicóloga clínica Maria Luiza e pelo psicopedagogo Gustavo Silva, além de musicoterapia, aromaterapia e sessões de massagens relaxantes, beneficiando aproximadamente 92 colaboradores da unidade. “Trabalhar o ‘Janeiro Branco’ no ambiente hospitalar é fundamental. A campanha reforça a importância do cuidado com a saúde mental, estimulando o autoconhecimento, a prevenção do adoecimento emocional e a busca por ajuda quando necessário”, enfatizou Érica Amador, enfermeira do Núcleo de Educação Permanente (NEP) e membro da Comissão de Humanização do Hospital. Ela acrescenta que a iniciativa promove informação, acolhimento e redução do estigma em relação aos transtornos mentais, fortalecendo o cuidado integral aos pacientes. Já para os profissionais de saúde, a campanha alerta para a sobrecarga emocional vivenciada no dia a dia, incentivando o autocuidado, a escuta qualificada e ambientes de trabalho mais saudáveis. “Cuidar da saúde mental de quem cuida também é essencial para garantir uma assistência mais humana, segura e de qualidade”, finalizou a profissional. Aprovação – Maria Iraneide Gonçalo, de 56 anos, destacou a importância de iniciativas voltadas ao cuidado com a saúde mental dentro do ambiente hospitalar.  No dia da ação, Maria Iraneide esteve na unidade para a realização de um exame de ultrassom e aproveitou a programação educativa promovida na recepção central. Ela avaliou de forma positiva tanto o atendimento recebido quanto a proposta da campanha. “A saúde mental influencia na saúde como um todo”, ressaltou. Maria Iraneide também destacou o aprendizado adquirido com a ação, reforçando a importância de buscar apoio profissional quando necessário. “Aprendi que devemos buscar ajuda quando precisar e que existem profissionais preparados para isso, inclusive aqui no hospital tem atendimento”, completou a diarista. Dados – Entre janeiro e dezembro de 2025, o HRPL contabilizou exatos 2.999 atendimentos por psicologia. Serviço – O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL fica localizado na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 5803291.  

Complexo Hospitalar de Tucuruí encerra campanha com foco na saúde mental dos profissionais

Complexo Hospitalar de Tucuruí encerra campanha com foco na saúde mental dos profissionais Dia “D” em Tucuruí e na Unacon promove dinâmicas de acolhimento sob o tema “Paz, Equilíbrio e Saúde Mental” e reforça a urgência do autocuidado Por Wellington Hugles30/01/2026  20h53 Foto: Divulgação A campanha Janeiro Branco 2026 foi concluída na manhã desta sexta-feira (30), com a realização do Dia “D” do Janeiro Branco, promovido no Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí (HRT) e na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). Durante a ação, foram realizadas dinâmicas de grupo e atividades de psicoeducação, com o objetivo de incentivar a reflexão e o autocuidado em relação à saúde mental. O Janeiro Branco é considerado o maior movimento do mundo em prol da conscientização sobre a saúde mental. Em 2026, a campanha teve como tema “Paz, Equilíbrio e Saúde Mental”, destacando a importância de tornar a valorização da saúde mental um compromisso cotidiano e compartilhado por todos. No HRT e na Unacon, a campanha foi desenvolvida de forma integrada, com foco no acolhimento humanizado e no fortalecimento do bem-estar emocional. O setor de Humanização, por meio do projeto Qualidade de Vida no Trabalho, realiza diversas ações ao longo do ano, como palestras, workshops, Diálogos de Segurança (DSS), sessões de terapia em grupo e atendimentos psicológicos individuais aos colaboradores. Em 2026, a temática central teve como foco “Quem cuida, precisa de cuidado”, priorizando, em sua primeira vertente, a saúde mental dos profissionais. Foto: Divulgação Dia “D”Ao longo de todo o mês de janeiro, o HRT e a Unacon promoveram ações internas de conscientização, além de palestras e distribuição de materiais informativos sobre a Campanha Janeiro Branco para colaboradores, pacientes e acompanhantes. O Dia “D” marcou o encerramento das atividades, que incluíram dinâmicas de grupo, psicoeducação e o momento do “Abraço Fraterno”, com o objetivo de estimular a reflexão e o autocuidado em relação à saúde mental dos servidores. “Este ano, a campanha trouxe como tema ‘Paz, Equilíbrio e Saúde Mental’ e, ao longo do mês, foram organizadas palestras e atividades que permitiram a cada participante refletir sobre seus hábitos, relacionamentos e prioridades para o ano de 2026. Quando a mente é cuidada, fortalecemos nossos colaboradores, pacientes, equipes e toda a comunidade”, destacou a assistente social Amanda Cavalcante. Foto: Divulgação Janeiro BrancoA campanha Janeiro Branco foi criada em 2014 e recebeu reconhecimento oficial como Lei Federal (Lei nº 14.556/23). O movimento utiliza o início do ano como um convite a novos começos e à reflexão sobre o estado emocional das pessoas. A campanha propõe que todos reflitam sobre a construção de vidas e relações sociais mais sinceras, autênticas, sustentáveis e saudáveis. Dados do Brasil e de outros países evidenciam a relevância da iniciativa. O Brasil possui a maior taxa de transtornos de ansiedade do mundo e apresenta índices elevados de transtornos depressivos. Além disso, os casos de autolesão e suicídio, especialmente entre jovens, têm aumentado de forma alarmante. “Esses números mostram que falar sobre saúde mental não é uma opção, é uma urgência. É fundamental ampliar as redes de apoio e incentivar o cuidado coletivo”, afirmou a coordenadora de enfermagem da Unacon, Samara Nunes. Foto: Divulgação

Hospital Santa Rosa finaliza campanha Janeiro Branco com foco no acolhimento e na conscientização

Hospital Santa Rosa finaliza campanha Janeiro Branco com foco no acolhimento e na conscientização Para encerrar a campanha no HRBTSR, foi realizado um evento que reuniu colaboradores e pacientes Por Wellington Hugles30/01/2026  20h21 Foto: Divulgação O Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR) encerrou, nesta sexta-feira (30), a campanha Janeiro Branco, que contou com atividades de conscientização sobre a saúde mental, por meio de ações voltadas tanto para os colaboradores quanto para os pacientes. As iniciativas tiveram como foco promover a saúde mental, estimular o autocuidado e proporcionar momentos de diálogo e escuta no ambiente de trabalho. Elas enfatizaram que a saúde mental é parte essencial da saúde como um todo, especialmente para aqueles que lidam diariamente com desafios, responsabilidades e situações complexas. O diretor-geral do Hospital Santa Rosa, Claudemir Guimarães, expressou sua gratidão a todos os profissionais pelo comprometimento com o cuidado humanizado e psicológico, destacando a dedicação e a sensibilidade no acolhimento de cada paciente e de suas famílias. “Esse cuidado também começa em nós, porque, se não nos cuidarmos, não seremos capazes de cuidar dos outros”, afirmou. Guimarães reforçou ainda que “o autocuidado é essencial”. Foto: Divulgação A campanha Janeiro Branco foi finalizada de forma integrada no Hospital Santa Rosa, sob a coordenação da Comissão de Humanização, do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA). Com um quadro branco interativo e imagens que retratavam as emoções do filme Divertida Mente, foi possível promover, de forma lúdica e acessível, reflexões sobre as emoções dos participantes. A iniciativa proporcionou momentos de conscientização sobre a importância de zelar pela saúde mental, fortalecer o autocuidado e estimular o diálogo sobre emoções e sentimentos no ambiente de trabalho. A psicóloga Elizabeth Silva compartilhou uma reflexão sobre o valor das emoções na vida pessoal e profissional, destacando que todas merecem ser reconhecidas e acolhidas. Ela também realizou a leitura dos relatos escritos pelos colaboradores em post-its, dando atenção a cada expressão emocional registrada no mural e garantindo um ambiente seguro para a escuta. Foto: Divulgação Segundo a psicóloga Elizabeth Silva, a campanha é essencial no ambiente hospitalar. “Todas as emoções têm um papel importante em nossa vida e nenhuma deve ser ignorada. O medo, por exemplo, nos protege e nos alerta diante de situações de risco. A ansiedade, quando em equilíbrio, nos impulsiona, mas, em excesso, pode nos adoecer. A tristeza nos permite elaborar perdas e momentos difíceis. A alegria nos fortalece, motiva e traz leveza para o dia a dia. Já a raiva, quando reconhecida e bem direcionada, pode nos ajudar a estabelecer limites. Reconhecer o que sentimos é o primeiro passo para cuidarmos de nós mesmos e também do outro. Quando acolhemos nossas emoções, fortalecemos nossa saúde mental e nossas relações no ambiente de trabalho.” No decorrer da ação, a equipe de Segurança do Trabalho realizou um Diálogo Diário de Segurança (DDS) de conscientização, com a participação dos técnicos de Segurança do Trabalho (TST) Keven Gonçalves Cardoso, Kássia Ferreira Nunes e Júlio Inácio Rodrigues Silva.  O DDS abordou a saúde mental no ambiente de trabalho e a importância de cuidar do bem-estar emocional, além de ouvir, apoiar e respeitar os limites de cada pessoa. Foto: Divulgação Na dinâmica do espelho, a TST Kássia Ferreira Nunes propôs uma reflexão aos colaboradores, ressaltando que, muitas vezes, ao focarmos apenas em nossos defeitos, deixamos de reconhecer nossas qualidades e, assim, não conseguimos nos ver como realmente somos. Kássia Nunes enfatizou a necessidade da auto-observação. “Quando paramos de olhar para nossas qualidades e passamos a enxergar somente os defeitos, perdemos a capacidade de nos reconhecer. Um ambiente de trabalho saudável é aquele em que existe interação social, acolhimento e atenção ao outro. Quando percebemos que um colega apresenta um comportamento diferente do habitual, é importante acolher, ouvir e oferecer ajuda. Cuidar da saúde mental também envolve buscar atividades e hobbies que nos façam bem e ajudem a aliviar as tensões do dia a dia.” Durante toda a atividade, foi disponibilizado, de forma lúdica e simbólica, o “Abraço Grátis”, como gesto de acolhimento, empatia e cuidado, reforçando a mensagem central da campanha Janeiro Branco: “Paz, Equilíbrio e Saúde Mental”, contribuindo para a criação de um ambiente mais leve, humano e acolhedor. O encerramento da campanha foi além do término das ações do mês, reforçando uma mensagem que deve acompanhar o trabalho na unidade hospitalar ao longo de todo o ano: cuidar da mente é cuidar da saúde.

No Hospital Octávio Lobo, dinâmica lúdica fortalece boas práticas e prevenção de infecções

No Hospital Octávio Lobo, dinâmica lúdica fortalece boas práticas e prevenção de infecções Profissionais da unidade gerenciada pelo Instituto Diretrizes, em Belém, participam de “Copa Infecção Zero”, ação nacional que visa prevenir Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde Por Ellyson Ramos30/01/2026  15h11 Hoiol aderiu à iniciativa do Hospital Albert Einstein, que utiliza gamificação e desafios diários para reforçar a segurança do paciente em unidades de terapia intensiva. Foto: Divulgação Com foco na segurança do paciente e na prevenção de infecções hospitalares, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, aderiu, neste mês, ao “Desafio da Copa Infecção Zero”, uma dinâmica nacional de gamificação idealizada pelo Hospital Israelita Albert Einstein. A iniciativa reúne hospitais de diferentes regiões do Brasil em uma competição colaborativa, que aborda protocolos rigorosos de segurança em atividades educativas práticas. A ação integra o projeto “Saúde em Nossas Mãos”, iniciativa do Ministério da Saúde (MS) desenvolvida por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A enfermeira Adrielle Monteiro é coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hoiol e está à frente da coordenação das atividades na unidade. Segundo a profissional de saúde, a proposta do desafio é sair do modelo tradicional de treinamentos extensos e apostar em “micro momentos educativos”, adaptados à rotina intensa da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “A UTI é um setor extremamente dinâmico. Retirar o profissional da assistência para longos treinamentos é difícil. Por isso, trabalhamos com momentos curtos, de até 15 minutos, focados em temas específicos e essenciais para a prática diária”, explicou. A dinâmica da “Copa Infecção Zero” ocorre diariamente no “Oncológico Infantil”. Os desafios são lançados pela manhã e trabalhados ao longo dos turnos, inclusive o noturno, envolvendo toda a equipe multiprofissional. Para tornar o aprendizado mais leve e atrativo, as ações utilizam elementos lúdicos inspirados no universo esportivo, como troféus simbólicos, pompons e interações em grupo. “As equipes já ficam esperando o desafio do dia. É um momento rápido, descontraído, mas com conteúdo técnico muito relevante”, destacou a coordenadora. Ao todo, serão quatro semanas de “missões” diárias. Na primeira, o foco foi a adesão à higiene das mãos, abordando desde a técnica correta até o uso adequado de luvas e os cinco momentos para a higienização, preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de ser uma medida simples, a higienização das mãos segue sendo um dos maiores gargalos na segurança do paciente em todo o mundo. “Não existe hospital sem micro-organismos circulando. O que existem são barreiras, e a higiene das mãos é uma das principais. É algo simples, mas que faz toda a diferença”, reforçou Adrielle, especialista em gestão e controle de infecção hospitalar. Equipe multiprofissional se mobiliza para realizar rodas de conversa, discussões de casos clínicos e checagens práticas de protocolos que previnem infecções. Foto: Divulgação Na segunda semana da Copa, atual etapa do projeto no Hoiol, os desafios estão voltados à prevenção da infecção de corrente sanguínea, um dos principais riscos em ambientes de alta complexidade, como as UTIs. De acordo com Adrielle, o grande desafio é conciliar a complexidade do cuidado a pacientes graves com a execução rigorosa das boas práticas. “Segurança do paciente é fazer bem feito o simples: higiene das mãos, cuidado com acessos, comunicação com a família e sensibilização da equipe. Em um ambiente tão complexo, garantir o básico é fundamental”, afirmou. Além de contribuir diretamente para a redução de infecções, a experiência gera aprendizados importantes para a instituição. A principal lição, segundo a coordenação, é a eficácia da comunicação em pequenos blocos, com temas objetivos e próximos da realidade da equipe. “Após o término da ‘Copa do Einstein’, a ideia é manter essa rotina de desafios, ouvir mais os profissionais e aprimorar continuamente as boas práticas. Afinal, esses momentos fortalecem a comunicação, geram reflexão e aumentam a adesão às práticas de segurança”, disse Adrielle. A técnica de enfermagem Luana Almeida atua há 2 anos na UTI do Hoiol e acredita que desafios práticos e rodas de conversa sobre protocolos de segurança são tão eficazes quanto os treinamentos tradicionais. Ela menciona que o formato de “Copa” integra a equipe e permite a participação de colaboradores de todos os horários. “A dinâmica interativa promove engajamento, aplicação imediata dos conceitos e aprendizado experiencial, facilitando a memorização e a adaptação dos protocolos na prática diária”, frisou Ainda segundo Luana, os desafios diários propostos promovem a colaboração e o trabalho em equipe. “Os participantes sentem que estão jogando no mesmo time, pois a dinâmica estimula a cooperação e a comunicação entre os membros, fortalecendo o espírito de equipe e a unidade no ambiente de trabalho. No final do dia, além de cumprir a tarefa, o sentimento é de empoderamento e responsabilidade, sabendo que essa dinâmica pode prevenir infecções graves e salvar pacientes ao melhorar a adesão aos protocolos de segurança e cuidados, resultando em melhores práticas clínicas e redução de riscos”, completou.  O paciente Kassio Ryan, 13 anos, e o pai José Baratinha, 43 anos. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Experiência – Na manhã desta sexta-feira (30), o coordenador pedagógico José Baratinha, de 43 anos, comemorou a última quimioterapia do filho, Kássio Ryan, de 13 anos. Eles são de Curralinho, arquipélago do Marajó e, há quase um ano, o adolescente iniciou o tratamento contra um câncer ósseo. Naquele primeiro momento, receber a notícia de que o filho precisaria ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva foi impactante para José. “Foi muito difícil saber que meu filho estava com câncer e que precisaria ficar na UTI. A gente nunca tinha vivido algo similar. Mas com o apoio da equipe do hospital, a gente conseguiu superar. Kássio ficou cinco dias internado na UTI, se recuperou e hoje está bem, graças a Deus”, afirmou. Durante o período de internação na UTI, o pai de Kássio conta ter se sentido mais seguro ao notar os cuidados prestados ao filho e destaca a postura responsável e atenta da equipe. “Sem dúvida, é notável a preocupação e a responsabilidade de toda

Hospital Oncológico Infantil celebra Dia do Mágico com ações de humanização e sorrisos

Hospital Oncológico Infantil celebra Dia do Mágico com ações de humanização e sorrisos Iniciativa busca reforçar o cuidado integral, utilizando a ludicidade como ferramenta para aliviar a tensão do tratamento e fortalecer o bem-estar emocional das crianças Por Leila Cruz31/01/2026  14h41 Truques e brincadeiras prenderam atenção do público. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) promoveu, nesta quinta-feira (29), uma ação especial em alusão ao Dia do Mágico, a ser celebrado neste sábado (31). A iniciativa, promovida pela equipe de Humanização, buscou criar situações de encantamento dentro do ambiente hospitalar, proporcionando bem-estar, socialização e alegria para os pequenos pacientes. Por meio da mágica, a ação ajudou a transformar a rotina hospitalar em um momento lúdico, reforçando a importância do cuidado integral, que vai além do tratamento clínico e valoriza o emocional e o imaginário infantil. Nathan Correia, 29 anos, foi o responsável por levar a magia até as crianças, na brinquedoteca. Mais conhecido como Mágico Nathan ou Tio Nathan, o produtor cultural destaca que a motivação para realizar um trabalho voluntário no hospital é a certeza de que todos merecem recreação, participar de brincadeiras. “A mágica tem esse poder de trazer alegria, diversão e encanto. Estar no hospital é uma condição muito delicada, e com a mágica a gente consegue ultrapassar um pouco essas barreiras e levar mais alegria para um momento tão sensível”, afirmou. Durante o espetáculo, crianças eram tratadas com as estrelas do show. Foto: Jaíne Oliveira/ AscomHoiol O voluntário explicou que o espetáculo é pensado especialmente para o público infantil, respeitando as condições clínicas de cada criança. “Quando percebemos que a criança não pode ir à frente ou ficar em pé, adaptamos para que, mesmo sentada, participe usando a varinha mágica, falando a palavra mágica e fazendo a mágica acontecer. A grande estrela não é o mágico, mas o público. As crianças precisam se sentir heroínas do espetáculo. Eu sou apenas um intermediador, porque o mais importante é que elas se sintam parte da mágica”, destacou. Renata Nunes, 32 anos, é mãe do Miguel Clésius, de 6 anos, diagnosticado com leucemia. Para ela, é um privilégio o filho estar recebendo tratamento em um espaço acolhedor. “A cada dia é um motivo para agradecer, a cada dia ele alcança a cura. Sou muito grata por poder dar boas gargalhadas, fico feliz em saber que existem pessoas que se dedicam a amenizar as nossas preocupações diárias e oferecer alegria para as crianças”, disse. A ludicidade cria um ambiente mais acolhedor, de troca e aproximação. Foto: jaine Oliveira/AscomHoiol Luiz Felipe Dias, de 10 anos, morador do município de Primavera, no nordeste paraense, contou qual foi o truque que mais o encantou durante a apresentação. “Eu gostei mais da mágica do cubo”, disse. Segundo ele, o que chamou atenção foi o momento em que o mágico mostrava o cubo vazio, virava para um lado, depois para o outro, e, ao abrir novamente, não havia nada dentro. “Depois, o cubo apareceu dentro da caixa. Foi tipo um teletransporte”, explicou, empolgado. Membro da equipe de Humanização do Hoiol, Jucinara Gaia, 35 anos, destacou que a mágica tem um papel fundamental no processo de humanização do atendimento hospitalar. “A mágica proporciona à criança um momento de lazer e distração durante a internação. É um espaço em que ela pode interagir com o mágico, brincar e sair, ainda que por um instante, da rotina do leito. Os pacientes que recebem liberação conseguem participar da atividade em um ambiente diferente, o que contribui para que esqueçam um pouco o lado da doença. Esse momento é extremamente importante para o bem-estar da criança”, afirmou. Segundo ela, atividades como a mágica também ajudam a fortalecer os vínculos entre pacientes, familiares e a equipe do hospital. “Essas ações promovem a interação entre as crianças, acompanhantes e profissionais, criando um ambiente mais acolhedor, de troca e aproximação. E esse vínculo é essencial para tornar a experiência hospitalar mais leve e humanizada”, destacou. Renata Nunes, 32 anos, é mãe do Miguel Clésius, de 6 anos, diagnosticado com leucemia. Para ela, é um privilégio o filho estar recebendo tratamento em um espaço acolhedor. “A cada dia é um motivo para agradecer, a cada dia ele alcança a cura. Sou muito grata por poder dar boas gargalhadas, fico feliz em saber que existem pessoas que se dedicam a amenizar as nossas preocupações diárias e oferecer alegria para as crianças”, disse.

Janeiro Branco: Saúde Mental no enfrentamento do câncer infantojuvenil

Janeiro Branco: Saúde Mental no enfrentamento do câncer infantojuvenil Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) promove a saúde mental como eixo fundamental para aliviar internações prolongadas e mudanças na rotina Por Leila Cruz29/01/2026  11h38 Em Belém, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) alia a oncologia clínica à psicologia como suporte a pacientes. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol O câncer na infância e adolescência ocasiona uma ruptura drástica na trajetória de desenvolvimento nessa faixa etária. Olhar para além de protocolos médicos é crucial para promover a adesão ao tratamento, a partir do suporte psicológico oferecido desde o momento do diagnóstico do paciente. Em Belém, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) promove a integração entre a oncologia clínica, os cuidados paliativos e a psicologia com a finalidade de promover suporte indispensável para que os pacientes infantojuvenis não percam a identidade e as ferramentas de enfrentamento, mesmo com a rotina de procedimentos médicos. Apesar dos avanços na medicina ter elevado as taxas de cura, as mudanças sociais, físicas e emocionais podem deixar sequelas, caso não sejam manejadas de forma precoce. Um balanço realizado pelo Hoiol apontou que o Serviço de Psicologia realizou cerca de 15.350 atendimentos no ano de 2025 para pacientes hospitalizados, em tratamento ambulatorial, em cuidados paliativos e em fora de tratamento (fase de monitoramento para identificar se ainda há vestígios de câncer no organismo). Para o psicólogo hospitalar do Hoiol, Henrique de Abreu, a saúde mental “atua como um regulador biológico, em que os pacientes emocionalmente amparados apresentam menores índices de psicossomatização e cooperam mais com a equipe médica”. Segundo ele, ferramentas como a ludoterapia e o suporte psicossocial personalizado, conforme a faixa etária, funcionam como pontes que conectam o ambiente hospitalar ao mundo lúdico e seguro a que pertencem. “A ludicidade é usada para acessar e favorecer a expressão de sentimentos. As crianças, diferente dos adultos, não expressam os desdobramentos emocionais do processo de adoecimento por meio de uma linguagem verbal. Utilizam-se de recursos lúdicos para externalizar a percepção, a compreensão e as repercussões emocionais advindas do diagnóstico e tratamento. Nesse sentido, o ato de brincar é fundamental para que possamos dar borda e sustentação à angústia de um processo de saúde-doença e favorecer recursos de enfrentamento para lidarem com o contexto de hospitalização”, disse o psicólogo do Hoiol. A estratégia também é utilizada para acolher o adolescente durante a perda de autonomia e os impactos na autoimagem causados pelo tratamento. Contudo, segundo Henrique, é usado como um canal para acessar o universo dos adolescentes e promover a construção de vínculo para a continuidade de um trabalho terapêutico. Segundo o médico Thiago Gama, do Hospital Oncológico Infantil, emoções positivas não curam o câncer, mas ajudam o corpo a suportar melhor o tratamento. Foto: Divulgação “Compreender as séries, filmes, grupos musicais e os contextos nos quais esses sujeitos estão inseridos é fundamental para fazê-lo expressar o lugar psíquico e social que o adoecimento ocupa para ele. Escutar o sujeito adolescente sobre o seu tratamento e contribuir para que ele seja ouvido pela família e pela equipe acerca de suas percepções sobre o próprio processo, favorece a autonomia no cuidado, bem como pode potencializar a adesão ao tratamento”, esclareceu o psicólogo. Dados da literatura científica internacional, como os do Journal of Pediatric Psychology –  revista científica internacional de prestígio, publicada pela Oxford University Press, reforçam que o suporte estruturado aumenta em 25% a adesão a tratamentos complexos. E, de acordo com estudos em Psico-oncologia Pediátrica e dados de suporte multidisciplinar em centros de referência, o amparo emocional pode reduzir em até 30% a percepção de sintomas físicos como dor e náuseas durante o tratamento quimioterápico. O suporte emocional também auxilia em momentos críticos, como cirurgias e quimioterapias. A equipe recorre a técnicas de preparação psicológica a fim de transformar o ambiente hospitalar, muitas vezes percebido como hostil, em um espaço de maior segurança e previsibilidade. “A escuta ativa, o acolhimento e a psicoeducação favorecem a expressão de sentimentos, a  percepção e a compreensão de procedimentos complexos. O suporte psicológico auxilia no enfrentamento do contexto de adoecimento e promove o acesso a recursos funcionais durante a intervenção terapêutica”, destacou Henrique. O papel da família – A família é imprescindível durante o acompanhamento psicológico, visto que esta também repercute os efeitos de um processo de adoecimento de um membro e exerce função ativa ao longo do tratamento e pós-tratamento. Do ponto de vista clínico, um estado emocional fortalecido e um ambiente familiar acolhedor influenciam diretamente a resposta biológica do paciente ao tratamento e na redução de intercorrências psicossomáticas durante a quimioterapia. Atualmente com 18 anos, Vitória Carolina, foi diagnosticada com Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) aos 11 anos. “A gente acaba se isolando um pouco, principalmente quando a imunidade está baixa, porque não pode receber visitas. Ficar muito tempo no hospital não é confortável. A gente sente falta de casa, da comida, do próprio espaço. Outro momento marcante foi a recidiva da doença, foi um baque forte, porque eu estava há dois anos e meio fora de tratamento. Mas, graças a Deus, consegui lidar bem.” A mãe de Vitória, Marcicleia Damasceno, relata que o maior desafio emocional desde o diagnóstico da filha foi aceitar a doença. “No começo foi muito difícil. Qualquer mãe sente, é algo muito difícil de enfrentar”, afirma. Cristã, ela conta que encontrou forças na fé. “Procuro sempre buscar força em Deus e acredito que vou sair daqui com a minha filha curada.” Ela também destaca a importância do apoio recebido no hospital. “O suporte dos médicos, enfermeiros e técnicos faz toda a diferença. Temos pessoas maravilhosas ao nosso lado, e isso ajuda muito no tratamento. Os psicólogos estão sempre presentes, conversando, dando força para todos nós”, ressaltou.  Conforme explica o médico paliativista do Hoiol, Thiago Gama, quando uma pessoa está em tratamento oncológico, corpo e emoções caminham juntos. “Um paciente que se sente amparado, seguro e acolhido pela família tende a responder melhor ao tratamento. Isso acontece porque o estresse constante, o medo e a sensação de abandono mantêm