Cantata de Natal leva acolhimento e esperança a pacientes oncológicos da Unacon em Tucuruí

Cantata de Natal leva acolhimento e esperança a pacientes oncológicos da Unacon em Tucuruí Apresentação do Coral da Família Unacon integra programação natalina do Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí e reforça humanização no atendimento Por Wellington Hugles23/12/2025 11h07 Foto: Rol Louzada Pacientes em tratamento contra o câncer na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), em Tucuruí, tiveram uma manhã marcada por emoção, fé e acolhimento nesta segunda-feira (22), com a apresentação do Coral da Família Unacon. A cantata natalina levou mensagens de esperança tanto para pacientes quanto para acompanhantes e colaboradores da unidade. A ação integra, pelo segundo ano consecutivo, o calendário natalino do Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí (HRT) e da Unacon, consolidando-se como uma tradição que promove o convívio e a humanização no ambiente hospitalar. Durante a apresentação, foram interpretadas canções tradicionais do período natalino, como “Bom Natal”, “Então é Natal” e “Natal Todo Dia”, entre outras. Formado por cerca de 30 colaboradores de diferentes setores, o coral tem como objetivo levar motivação, fé e esperança a quem enfrenta a rotina do tratamento oncológico. A apresentação reforçou a mensagem de união e apoio, destacando que pacientes e familiares não estão sozinhos durante a jornada de tratamento. Foto: Rol Louzada Segundo Matheus Oliveira, auxiliar administrativo da Unacon, o momento vai além da música. “Anualmente, relembramos e revivemos momentos marcantes durante essa apresentação. É uma maneira simples, mas muito sincera, de lembrar às pessoas que elas não estão sozinhas. Começar o dia com música, espalhando paz e alegria para aqueles que chegam ao hospital, transforma o ambiente.” Entre os pacientes, a cantata foi recebida como um verdadeiro presente de Natal. Em tratamento oncológico, Deuza Pereira, de 50 anos, ressaltou a importância do acolhimento proporcionado pela equipe da unidade. “É fundamental termos consciência de que não estamos sozinhos, pois o Governo do Estado viabiliza o tratamento por meio da nossa Unacon, onde esses verdadeiros anjos acolhem a todos com amor e comprometimento. Essa acolhida contribui de forma significativa na nossa batalha em busca da cura. A apresentação foi simplesmente maravilhosa e tocou profundamente o coração”, afirmou. Foto: Rol Louzada A coordenadora de Enfermagem da Unacon, Samara Nunes, que também integrou o coral, destacou os benefícios da iniciativa para todos que vivenciam o dia a dia hospitalar. “Esses momentos fazem diferença para pacientes, acompanhantes e para nós, funcionários. A música traz uma sensação de cuidado, esperança e união, que é exatamente o que queremos transmitir, especialmente nesta época do ano”, disse. Mensagem de esperança e solidariedade Com a cantata natalina, a equipe da Unacon reforçou os votos de um Natal harmonioso aos pacientes, familiares e colaboradores, além de destacar o verdadeiro significado da data, pautado na solidariedade, fé e amor ao próximo. A iniciativa reafirma o compromisso do Governo do Pará com a humanização da assistência em saúde, especialmente no cuidado a pacientes em tratamento oncológico.
Projeto “Um Sonho de Natal” realiza desejos de pacientes do Oncológico Infantil

Projeto “Um Sonho de Natal” realiza desejos de pacientes do Oncológico Infantil Cartinhas escritas por crianças e adolescentes foram atendidas por colaboradores e voluntários da unidade de saúde do Pará Por Ellyson Ramos 19/12/2025 14h54 Representantes do Grupo Mateus entregaram presentes pedidos em cartinhas escritas por pacientes do Oncológico Infantil. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Escritas à mão e carregadas de sonhos, as cartinhas de Natal de crianças e adolescentes em tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) ganharam destino certo ainda na segunda quinzena de novembro. Recolhidos pela equipe de Humanização para mais uma edição do projeto “Um Sonho de Natal”, os pedidos mobilizaram colaboradores e voluntários dispostos a transformar desejos de pacientes em presentes. E, nesta quarta-feira (17), a tão aguardada entrega dos pacotes revelou, em gestos simples esorrisos largos, a força do afeto e da solidariedade que marcam o período natalino. Anualmente, o projeto desenvolvido no Hoiol convida os pacientes a expressarem seus desejos por meio de cartinhas de Natal. “A equipe de Humanização percorre todos os leitos ao longo de um período de cerca de 15 dias, considerando a rotatividade de internações. Neste ano, foram quase 200 cartinhas, o maior número já registrado. Os pedidos vão desde roupas para usar no Natal até bicicletas e tablets”, afirmou a coordenadora de Humanização, Natacha Cardoso. O voluntário José Costa Filho se vestiu de Papai Noel e entregou presentes aos pacientes que participaram do Projeto Um Sonho de Natal. Foto: Divulgação A mobilização envolveu diferentes setores da unidade e grupos voluntários, que se uniram em uma corrente de solidariedade para garantir que nenhum pedido ficasse sem resposta.“Mais uma vez, a iniciativa foi um sucesso. Graças ao empenho da equipe e dosvoluntários, a exemplo do Grupo Mateus, que adotou 40 cartinhas e realizou a entrega dos presentes com direito a presença de personagens como o Papai Noel”, contou Natacha. “Nossa missão enquanto equipe de Humanização é fortalecer a importância do acolhimento e da empatia em todos que compõem a linha de cuidado. Realizar este projeto, bem como todos os outros, não tem preço. Não há palavras que definam o sentimento de gratidão ao ver os sonhos dos nossos pacientes serem atendidos. Sabemos que o maior valor é a vida, é a saúde e momentos que, certamente, ficarão na memória de todos”, completou a coordenadora. Representantes do Grupo Mateus entregaram presentes pedidos em cartinhas escritas por pacientes do Oncológico Infantil. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Sonhos – Em 2020, João Vitor Sena, hoje com 9 anos, começou a luta contra a leucemia. Durante internações, exames e longos períodos de tratamento no Hospital Octávio Lobo, ele encontrou nas histórias em quadrinhos um refúgio para sonhar. Foi inspirado nesse universo que, na cartinha deste Natal, pediu uma fantasia do seu herói preferido. “Eu gosto muito do Homem-Aranha, e a fantasia que eu tinha já não me servia mais”, revelou o menino. O momento mais esperado veio com a abertura do presente. Ao perceber que seu desejo havia sido atendido, João sorriu, agradeceu e deixou transparecer a emoção de ter o desejo de Natal atendido. “Passei muito tempo internado. Conheci muitas pessoas boas que me acompanharam e hoje eu estou muito feliz. Para mim, o Natal é amor e paz. Vocês são muito abençoados por Deus, e Ele se alegra com pessoas como vocês”, disse, emocionado, ao agradecer aos voluntários e colaboradores. O paciente João Vitor Sena, 9 anos, teve o pedido atendido e recebeu a fantasia do personagem favorito, o Homem-Aranha. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol O paciente Thiago dos Santos, 14 anos, pediu uma bicicleta para ir à escola e comemorou ao ver o tamanho da caixa do presente. “Moro no bairro do Planalto, em Dom Eliseu (município do nordeste paraense), e minha escola fica longe da minha casa. Eu gostei muito do presente. A bicicleta vai me ajudar bastante. Muito obrigado e feliz Natal”, disse o adolescente. Para os familiares, a ação representa um alento e ver crianças tendo seus desejos atendidos traz conforto. A mãe de Thiago, Janaina Ferreira, 31 anos, se emocionou ao ver o filho receber o que tanto queria. “Ele sempre falou que queria uma bicicleta, mas eu tenho três filhos e sou eu para tudo. Eu não tinha condições de dar uma bicicleta. Estou muito feliz e agradecida por terem presenteado o meu filho. Foi muito emocionante e especial para ele e para mim”, disse a dona de casa. O paciente Thiago dos Santos, 14 anos, teve o pedido da cartinha atendido e ganhou uma bicicleta. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Voluntariado – Além do projeto “Um Sonho de Natal”, o Hospital Octávio Lobo (Hoiol) conta com a atuação de diversos grupos voluntários cadastrados que dedicam tempo, cuidado e afeto aos pacientes, contribuindo para a criação de boas lembranças durante o tratamento. Entre essas iniciativas está o “Projeto Cor à Vida”, coordenado pela voluntária Claudia Matias, de 53 anos, que arrecada recursos por meio da venda de lenços e transforma a renda em cestas básicas e brinquedos, por sua vez doados a pacientes e familiares acolhidos em casas de apoio. Criado há quatro anos, o projeto surgiu em um período de incertezas vivido pela família de Claudia. “Em 2021, minha filha começou a sentir dores na lombar e descobrimos um câncer extremamente raro, o carcinoma medular renal. A Gabriela era estudante de medicina e partiu há dois meses, aos 26 anos, mas nos deixou um legado que segue vivo por meio doprojeto”, relatou. Voluntários do “Projeto Cor à Vida” também visitaram e presentearam pacientes internados no Hoiol. Foto: Divulgação A mãe de Gabriela Matias conta que em 2024, a jovem participou da entrega de brinquedos aos pacientes internados na unidade. Já em 2025, o retorno do “Cor à Vida” ao Hoiol para mais uma ação natalina foi marcado pela emoção e pela memória. “No ano passado, minha filha esteve aqui comigo. Neste ano, não consegui conter a emoção ao voltar. A partida da Gabi foi no dia 15 de outubro de 2025, mas eu e minhas filhas, Rafa e
Ensaio de Natal resgata autoestima de pacientes oncológicos no ‘Octávio Lobo’

Ensaio de Natal resgata autoestima de pacientes oncológicos no ‘Octávio Lobo’ Mobilização da equipe do Hoiol garante homenagem emocionante à estudante impedida de participar da cerimônia oficial Por Leila Cruz14/12/2025 10h00 Foto: Carol Marques/Divulgação Adolescentes em tratamento contra o câncer no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, participaram de um ensaio fotográfico de Natal. A iniciativa é uma parceria da instituição de saúde com a fotógrafa voluntária Carol Marques para trazer um momento de leveza e valorização da autoimagem e autoestima dos pacientes. Um cuidado essencial nesta fase da vida, especialmente em meio aos desafios enfrentados durante o processo de enfrentamento da doença. Moradora do município de Chaves, situado na Ilha do Marajó, Mayra Costa, de 15 anos, posicionou-se com um olhar tímido no cenário. “Foi incrível, pela primeira vez participei de uma sessão de fotos. Eu amei tudo isso aqui, eu me senti bonita”. A mãe de Mayra, Elisandra Santos, 42 anos, também teve a oportunidade de ser fotografada com a filha. “Achei tudo tão bom, traz uma sensação de aconchego, conforto para gente”, disse a genitora. Paciente Mayra Costa, 15 anos. Foto: Carol Marques/Divulgação É a terceira vez que a fotógrafa Carol Marques doa tempo e talento para criar momentos especiais para pacientes do Hospital Octávio Lobo. Desta vez, as lentes foram direcionadas para o público de 13 a 19 anos atendido na instituição. “É um trabalho realizado com muito carinho, porque sabemos que o câncer afeta vários aspectos da vida. A fotografia é uma arte que pode ser usada para resgatar a autoestima e eternizar um momento especial, o Natal, que tem um simbolismo importante tanto para eles, quanto para as famílias”, destacou a profissional. Os registros foram realizados no estúdio profissional localizado no bairro do Reduto, em uma tarde alegre com distribuição de lanches e presentes doados por parceiros da fotógrafa, conforme a idade dos pacientes. “É bacana ver quantas pessoas se sensibilizam em ajudar, seja com presente, seja divulgando como esses pacientes precisam do nosso apoio. E levar um pouco de amor, de atenção e eternizar cada um deles através da fotografia no cenário de natal, é um momento especial, de afeto e luz”, disse Carol. Paciente Mayra Costa, 15 anos. Foto: Carol Marques/Divulgação A coordenadora de Humanização, do hospital, Natacha Cardoso, a ação se conecta com a diretriz da Clínica Ampliada da Política Nacional de Humanização (PNH), que amplia a concepção do cuidado para além da doença, mas considera o sujeito nos aspectos sociais, emocionais e culturais. “Olhamos para além do aspecto biológico e terapêutico, mas também buscamos fortalecer a socialização com a equipe, com a família e com a rede de apoio desses adolescentes. A partir disso, levamos para conhecer outros espaços e tirá-los da rotina de tratamento, que remete ao adoecimento, que causa medo e insegurança. E permitir que vivencie esse clima natalino que remete ao aconchego da família, às relações pessoais e à renovação da esperança”, afirmou a coordenadora Natacha Cardoso. Paciente Nilson Sena. Foto: Carol Marques/Divulgação Para Natacha, o mais importante é proporcionar bons momentos e memórias afetivas que ajudem os adolescentes a recordar que o câncer é apenas uma fase difícil, e que, apesar dos desafios, ainda há vida, esperança e futuro. “Nós buscamos criar experiências cheias de significado, capazes de fortalecer emocionalmente os pacientes e suas famílias. Queremos que eles não esqueçam que existe um amanhã com possibilidades de cura, de continuidade da trajetória de vida. Esse é o nosso principal propósito”, explicou. Há oito anos, Nilson Marques faz tratamento contra linfoma. Mais descontraído, brincava com colegas e despertava sorrisos sinceros em meio a cada flash. “Foi muito gratificante participar desse momento, principalmente porque meus amigos estão aqui e estar com eles é um momento de lazer e de felicidade”, disse. Foto: Carol Marques/Divulgação O psicólogo do Hoiol, Felipe Silva, ressaltou que atividades como a sessão fotográfica ajudam a amenizar o impacto físico, psicológico e social do câncer, que pode afetar a autoimagem e autoestima dos pacientes, comprometendo a qualidade de vida e adesão ao tratamento. “As estratégias utilizadas buscam auxiliar no enfrentamento, reduzir o estresse causado por um tratamento difícil e fazê-los lembrar como é a vida para além das intervenções terapêuticas. É promover qualidade de vida, possibilitar situações positivas e diminuir a sobrecarga emocional por meio de estímulos que fortaleçam a autonomia, a identidade e a própria vida”, concluiu. Serviço: Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hospital Octávio Lobo é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes, sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).
Hospital Regional Santa Rosa celebra alta de paciente após 84 dias de internação

Hospital Regional Santa Rosa celebra alta de paciente após 84 dias de internação Projeto “Tô de Alta!” marcou o fim da internação de morador de Barcarena, que superou quadro grave de insuficiência renal Por Wellington Hugles 11/12/2025 20h19 Foto: divulgação Após 84 dias internado no Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa, em Abaetetuba, o paciente João Salatiel da Silva, de 40 anos, recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (11). A despedida foi marcada por uma cerimônia emocionante promovida pelo projeto “Tô de Alta!”, coordenado pelo setor de Humanização da unidade, que integra a rede de saúde pública do Governo do Pará. Salatiel foi transferido com urgência do Hospital Municipal Wandick Gutierrez, em Barcarena, devido a um grave quadro de insuficiência renal, agravado por alterações na pressão arterial e diabetes. Após sete dias de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o paciente passou por 77 dias de recuperação na enfermaria, recebendo cuidados intensivos da equipe multiprofissional do hospital regional. Superação e acolhimento A alta hospitalar de João Salatiel foi recebida com aplausos e flores artificiais de girassóis, símbolo escolhido pela equipe como representação de renascimento e esperança. A cerimônia fez parte da proposta do “Tô de Alta!”, que valoriza a recuperação como uma conquista e fortalece os laços entre pacientes, familiares e profissionais de saúde. A esposa do paciente, Janaina Andrade, entregou uma carta em agradecimento à equipe, destacando a fé da família e o acolhimento recebido na unidade. “Dentro deste lugar, experimentamos um verdadeiro milagre”, escreveu. “A responsabilidade, a ética, a dedicação e o respeito à vida são o que sustentam plantões cansativos e fazem renascer a coragem quando o corpo clama por descanso. Foi isso que vivenciamos aqui.” Foto: Divulgação Depoimento de gratidão Emocionado, João Salatiel agradeceu o atendimento e reconheceu o papel fundamental da rede estadual de saúde em sua recuperação. “Ao partir de Barcarena, eu estava completamente descrente, convicto de que se tratava apenas de uma viagem de ida. Hoje, retorno para casa com saúde e com minha hemodiálise programada. Agora sei que terei uma vida melhor, graças ao Governo do meu Pará e à equipe da Sespa, que fez e faz um excelente trabalho”, afirmou. Ele também destacou o apoio emocional recebido durante a internação. “Sempre me diziam que um dia eu receberia minha alta… e esse dia chegou. Muito obrigado pelo que vocês fizeram na minha vida.” Política de humanização em prática O projeto “Tô de Alta!” é uma iniciativa que integra a política de humanização da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), alinhada aos princípios da Política Nacional de Humanização (PNH). A ação transforma o momento da alta hospitalar em um gesto de celebração da vida, especialmente para pacientes de longa permanência. Com esse tipo de iniciativa, o Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa reafirma o compromisso do Governo do Pará com uma assistência em saúde humanizada, centrada no paciente e atenta aos aspectos emocionais, psicológicos e sociais envolvidos na jornada de internação e recuperação.
HRPL se destaca nacionalmente com avanços no projeto “Saúde em Nossas Mãos”

HRPL se destaca nacionalmente com avanços no projeto “Saúde em Nossas Mãos” Hospital de Paragominas é reconhecido por resultados expressivos na redução de infecções e pela implementação do método Kamishibai, tornando-se referência entre quase 300 unidades participantes Por Pedro Amorim 11/12/2025 18h10 Foto: Divulgação O Hospital Regional Público do Leste (HRPL), em Paragominas (PA), segue avançando no projeto “Saúde em Nossas Mãos”, iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Proadi-SUS e seis hospitais de referência nacional. Na última quarta-feira (10), a unidade ganhou destaque pelos resultados alcançados com a implementação do Kamishibai, metodologia de origem japonesa que possibilita identificar fragilidades nos processos assistenciais e fortalecer a adoção de protocolos de segurança, contribuindo diretamente para a melhoria contínua da qualidade do cuidado. Kamishibai é um quadro de gestão visual, com cartões de verificação, para monitorar e melhorar processos assistenciais, visando reduzir Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras) em hospitais, com o objetivo de padronizar práticas, engajar equipes e garantir a segurança do paciente, sendo uma ferramenta chave na busca por excelência e economia para o sistema. Para a diretora assistencial do HRPL, Karla Negrão, “a participação da liderança no projeto ‘Saúde em Nossas Mãos’ é fundamental para garantir avanços na assistência. A presença do líder não é só desejável, ela é imprescindível. Quando caminhamos juntos, com intencionalidade e presença, nós conseguimos garantir uma assistência segura, de qualidade e de excelência”. Foto: Divulgação A homenagem contou com a participação e destaque de representantes do Ministério da Saúde, Agência Nacinal de Vigilância Sanitária (Anvisa), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), reforçando a relevância da agenda de segurança do paciente no País. “Entre quase 300 hospitais participantes do projeto, o HRPL foi um dos cinco selecionados para apresentar seus resultados, sendo o único representante do Estado do Pará”, enfatizou o enfermeiro do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Wenison Costa. O compromisso do hospital com a qualidade e a segurança assistencial é reconhecido pelos usuários. Internado para um procedimento cirúrgico, o paciente Genivaldo da Silva e Silva, de 49 anos, elogiou o atendimento recebido. “É a primeira vez que fico internado no HRPL, e todos estão de parabéns. Estou sendo muito bem atendido”, afirmou. Foto: Divulgação Redução – Com acompanhamento do Hub Beneficente Portuguesa de São Paulo, o HRPL já registra redução de 78% nas infecções de corrente sanguínea (IPCSL) e eliminação total das infecções do trato urinário (ITU). Expansão – Graças aos resultados expressivos alcançados, o HRPL foi um dos 34 hospitais selecionados, entre mais de 300 unidades participantes em todo o Brasil, para expandir as ações do projeto também ao Pronto-Atendimento. A iniciativa reforça o compromisso da unidade com a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada. Serviço: O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL fica na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas, no sudeste paraense. Mais informações: 0800 5803291.
Mesmo Internada, jovem comemora formatura do Ensino Médio no Hospital Oncológico Infantil

Mesmo Internada, jovem comemora formatura do Ensino Médio no Hospital Oncológico Infantil Mobilização da equipe do Hoiol garante homenagem emocionante à estudante impedida de participar da cerimônia oficial Por Leila Cruz12/12/2025 20h19 Lara e a mãe, Maria Ciriacoaguardada. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol. Em tratamento contra um tumor cerebral no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), Lara Ciriaco, de 18 anos, celebrou, nesta sexta-feira (12), a formatura do Ensino Médio, no leito onde está internada. O ato simbólico ocorreu após o pedido da adolescente que estava aflita por não conseguir comparecer à cerimônia realizada nesta quinta-feira (11), pela escola onde ela estudava, no município de Novo Repartimento, na região Sudeste do Pará. A jovem teve uma crise de enxaqueca em agosto, mas levava uma vida tranquila. As crises recorrentes começaram em novembro. No início deste mês, foi diagnosticada com um meningioma – tumor benigno que se forma nos tecidos do sistema nervoso central, chamados de meninges. Lara não imaginava estar longe da escola e dos colegas na data tão aguardada. “Foi interrompido um fechamento de um ciclo importante da vida com chave de ouro. Recebi o diagnóstico como um ‘choque’ e senti um ‘baque’ por não estar presente na cerimônia com meus colegas, vivendo o grande dia. Eu estava ansiosíssima, participei de toda a organização do evento, trocamos a festa por uma viagem dos estudantes com alguns professores. Fui atrás da casa em Salinas, do ônibus”, contou Lara. Mesmo diferente do esperado, a jovem não queria deixar esse momento passar em branco, então informou à equipe do hospital o quanto era importante celebrar a conquista, o que motivou uma mobilização. Capelo, canudo, certificado, bolo e presente foram providenciados pela equipe de Humanização para que o ato simbólico fosse realizado no leito 106 – B, onde a paciente recebe cuidados da equipe multidisciplinar. Paciente celebra a conclusão do Ensino Médio durante o período de internação.Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol “Embora os pacientes estejam hospitalizados, o nosso desejo é que se recuperem e retornem à sociedade sem impactos negativos, por isso promovemos a socialização e fortalecemos a interação entre familiares e profissionais. Nosso compromisso é assegurar os direitos deles enquanto cidadãos e oferecer, mesmo dentro do contexto do tratamento médico, e do ambiente hospitalar, a melhor qualidade de vida possível”, destacou a coordenadora de Humanização, Natacha Cardoso. A surpresa reuniu mãe, profissionais de saúde e integrantes da Humanização. Entre sorrisos e rostos emocionados, a jovem celebrou não apenas o fim de um ciclo escolar, mas também a força e a perseverança que marcam sua trajetória. Apesar de simples, o gesto reforçou a importância de manter viva a esperança e de celebrar conquistas, mesmo em meio aos desafios do tratamento. “Eu me senti realizada e acolhida, percebi a atenção e que as pessoas se importavam com a minha angústia. Independente do que estou passando, mantenho o pensamento positivo e acredito que tudo vai dar certo”, disse. Maria Ciriaco, 42 anos, mãe de Lara, ficou surpresa com a maneira que a situação foi conduzida no hospital. “Fiquei muito feliz, emocionada. O coração ficou aquecido com o carinho dos profissionais do hospital, porque ela queria muito estar com os amigos. Não foi como a gente planejou, mas foi singular e cheio de calor humano”, afirmou.
Caravana Natalina encanta pacientes do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo

Caravana Natalina encanta pacientes do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo Visita do Papai Noel leva a magia do Natal a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer no Pará Por Ellyson Ramos09/12/2025 14h31 A Caravana da Coca-Cola e o Papai Noel levaram encanto, esperança e sorrisos ao Hospital Oncológico Infantil. Foto: Ellyson Ramos/Ascom Hoiol O brilho das luzes da tradicional Caravana Natalina da Coca-Cola iluminou a entrada do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), na noite da última segunda-feira (8). Papai e Mamãe Noel conduziram o espetáculo, levando música e encantamento às crianças e adolescentes em tratamento na unidade. A chegada do comboio natalino alegrou o ambiente hospitalar. Um intervalo doce em meio às rotinas de exames, medicações e procedimentos. Da recepção principal, crianças internadas acenavam empolgadas para os personagens natalinos que, ao entrarem na unidade, distribuíram presentes, compartilharam palavras de incentivo e posaram para fotos com a criançada. Há dez anos, a caravana iluminada estaciona em frente à unidade de saúde para apresentar a magia do natal às crianças e adolescentes internados. Papai e Mamãe Noel compartilharam palavras de incentivo e posaram para fotos com os pacientes. Foto: Ellyson Ramos/Ascom Hoiol A coordenadora de Humanização do Hoiol, Natacha Cardoso, ressaltou a importância da parceria com o principal representante da Coca-Cola no Pará, o Grupo Solar, que, por meio da caravana, promove um espetáculo natalino para os pacientes internados na unidade. “A visita da caravana é tradicional e ocorre desde a fundação do hospital. É um momento muito aguardado por todos, pois traz ludicidade, comunhão, amor e tantos outros sentimentos que representam esse período. A ação visa a socialização e a esperança para essas crianças, especialmente àquelas em longo período de internação e que não podem sair por conta do tratamento.” Segundo Natacha, todas as ações são previamente discutidas nas reuniões da Comissão de Humanização do Hoiol, e uma logística especial foi montada para garantir que os pacientes contemplassem o espetáculo com segurança. “Priorizamos a qualidade e segurança no cuidado. Por isso, a equipe de humanização, juntamente com a equipe multiprofissional, realizou um levantamento e verificou quais pacientes estavam estáveis e aptos a participar desse momento. Todos os usuários eletivos puderam descer em segurança acompanhados por seus responsáveis e pelas equipes de saúde”, explicou a coordenadora. Em meio ao tratamento, exames e rotinas hospitalares, crianças e adolescentes em tratamento oncológico receberam a visita especial de Papai e Mamãe Noel. Foto: Ellyson Ramos/Ascom Hoiol A caravana, que começou no dia 3 de dezembro em Belém e percorreu diversas cidades do Pará, seguiu um cronograma cuidadosamente planejado. “A Caravana já virou um símbolo do Natal. Buscamos levar conforto, alegria e descontração, além do sentimento de renovação, de acreditar que tudo vai dar certo. Neste ano, optamos por iniciar as atividades mais cedo aqui no Hoiol, com uma dinâmica diferente dos últimos anos. As crianças receberam o Papai Noel e a Mamãe Noel antes de subirem ao caminhão. O trenó, portanto, buscou o Papai Noel no Hospital Oncológico Infantil para levá-lo aos demais pontos da caravana. Começamos a rota por aqui e seguiremos para Usina da Paz do Guamá, Usina da Paz Jurunas, Atacadão Portal, e finalizamos no Assaí Atacadista da Batista Campos”, explicou a coordenadora regional de eventos da Solar, Suzie Rossy. Ao lado do cãozinho Chico, Papai e Mamãe Noel distribuíram presentes aos pacientes. Foto: Ellyson Ramos/Ascom Hoiol Acompanhados por responsáveis e por uma equipe multiprofissional, as crianças internadas cantavam músicas embaladas pelo Ministério de Música da Guarda de Nossa Senhora de Nazaré. Durante a apresentação do grupo, o pescador Daril Teles, 49 anos, pediu ao vocalista que cantasse uma música para a filha, Lorena, de 6 anos. A mãe da criança, a dona de casa Letícia Farias, 37, não conteve a emoção. A dona de casa Letícia Farias, 37, acompanha a filha Larissa, 6 anos, internada no Hoiol. Foto: Ellyson Ramos/Ascom Hoiol “Gostaria de estar em casa, em Cametá (município situado no nordeste paraense), mas estou aqui pela saúde da minha filha. Ela está há 13 dias internada, mas sei que tem crianças que passam muito mais tempo. E esses eventos que fazem aqui aliviam muito o nosso cansaço mental e acalmam o nosso coração. Hoje eu vi a magia do Natal e estou com uma sensação de paz que não consigo explicar. É um momento mágico mesmo”, afirmou Letícia. O Ministério de Música da Guarda de Nossa Senhora de Nazaré dedicou uma música à paciente Larissa, a pedido do pai da menina, o pescador Daril Teles. Foto: Ellyson Ramos/Ascom Hoiol Desde 2016, João Marcelo Cunha, 51 anos, integra a Guarda de Nossa Senhora de Nazaré. Ele descreve o ingresso no grupo como um “chamado espiritual, que o curou e o conectou com a fé”. Durante a ação, ele tocou violão e afirmou ter vivenciado um momento bastante simbólico ao lado dos pacientes. “O sentimento que me invade é grandioso e indescritível, um mistério que só pode ser compreendido por quem participa. Não encontro palavras para descrevê-lo, nem para expressar as emoções que senti aqui. Ver as crianças felizes, cantando, me tocou profundamente. Fiquei muito feliz e tenho certeza de que levarei essa emoção para o resto da vida”, afirmou. Equipe de Humanização do Hoiol e integrantes do Ministério de Música da Guarda da Nossa Senhora de Nazaré. Foto: Ellyson Ramos/Ascom Hoiol Serviço – Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é referência na região Norte no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária de 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
HRPL realiza mobilização para reforçar importância da doação de sangue em Paragominas

HRPL realiza mobilização para reforçar importância da doação de sangue em Paragominas Ação do Hospital Regional do Leste, em parceria com Hemopa e Prefeitura, apoia campanha que será realizada nos dias 6 e 7 de dezembro Por Pedro Amorim 05/12/2025 22h16 Foto: Divulgação O Hospital Regional Público do Leste (HRPL), em Paragominas, promoveu, na última quinta-feira (4), uma ação de conscientização sobre a importância da doação de sangue. A iniciativa foi realizada em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) e a Prefeitura Municipal, em apoio à campanha de coleta que será realizada nos dias 6 e 7 de dezembro, no Hospital Municipal de Paragominas. Com o lema “Doe sangue. Você pode”, a mobilização busca incentivar a doação voluntária e regular de sangue, essencial para garantir o atendimento a pacientes em situações de emergência, cirurgias, partos e tratamentos contínuos. A ação também tem como objetivo contribuir com o abastecimento da hemorrede estadual, coordenada pelo Hemopa. Foto: Divulgação A enfermeira Érica Amador, do Núcleo de Educação Permanente (NEP) e membro da comissão transfusional do HRPL, destacou a relevância da campanha para o funcionamento seguro da assistência hospitalar. “A campanha de doação de sangue é de extrema importância para o nosso hospital, que tem perfil voltado ao atendimento de politraumas e à realização de cirurgias. Para mantermos a capacidade de atender com qualidade, é essencial que os hemocentros estejam sempre abastecidos. No nosso dia a dia, testemunhamos como a doação de sangue salva vidas”, afirmou. Conscientização e adesão da comunidade A iniciativa também foi bem recebida pela população. A moradora Weslyane Monte Oliveira Ferro, de 36 anos, destacou a importância da divulgação dessas ações. “Soube hoje da campanha e achei muito importante. A doação de sangue salva vidas e muitas vezes só percebemos isso quando um parente precisa. A divulgação é fundamental”, disse. Quem pode doar Para doar sangue, é necessário atender aos seguintes critérios: Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 devem apresentar autorização dos responsáveis); Pesar mais de 50 quilos; Estar em boas condições de saúde e bem alimentado; Apresentar documento oficial com foto e assinatura; Homens podem doar a cada 2 meses; mulheres, a cada 3 meses. Sobre o HRPL O Hospital Regional Público do Leste é integrante da rede estadual de saúde do Governo do Pará, sob gestão da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com o Instituto Diretrizes. A unidade é referência para a Região de Integração Rio Capim e realiza atendimentos de média e alta complexidade. Serviço:Endereço: Rua Adelaide Bernardes, s/n, bairro Nova Conquista – Paragominas (PA). Informações: 0800 580 3291
PRF mobiliza apoio a crianças em tratamento no Hospital Oncológico Infantil

PRF mobiliza apoio a crianças em tratamento no Hospital Oncológico Infantil Campanha “Policiais Contra o Câncer Infantil” promove arrecadações, atividades de acolhimento e doação de sangue em benefício dos pacientes Por Leila Cruz03/12/2025 18h00 Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol Nesta quarta-feira (3), o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) recebeu a ação solidária “Policiais Contra o Câncer Infantil 2025”, promovida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A mobilização buscou ampliar a conscientização e reforçar a relevância do diagnóstico precoce, fator determinante para aumentar as chances de cura e a sobrevida das crianças e adolescentes acometidos pela doença. A programação inclui ainda a campanha “Quando você doa sangue, a brincadeira continua”, em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), destinada a fortalecer o estoque de sangue e hemocomponentes utilizados no tratamento dos pacientes atendidos pelo hospital. Quem não conseguiu comparecer, basta ir a qualquer unidade do hemocentro e informar o código 1766 para destinar a doação para a unidade hospitalar. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol “Realizamos duas ações emblemáticas no calendário do Hoiol. A primeira é a mobilização nacional da PRF em apoio ao combate ao câncer infantojuvenil. Enquanto a segunda é a campanha de doação de sangue, essencial para garantir o suporte transfusional aos nossos pacientes. Juntas, essas iniciativas fortalecem nossa rede de cuidado e elevam a qualidade do tratamento oncológico oferecido pelo hospital”, afirmou a coordenadora de Humanização do Hoiol, Natacha Cardoso. O chefe de Comunicação Institucional da PRF no Pará, Salim Junes, destacou que “2025 marca a décima edição da campanha “Policiais Contra o Câncer Infantil”, realizada em colaboração com o Hoiol”. Criada em 2014, em Goiás, a iniciativa tornou-se parte do calendário nacional de ações sociais da PRF e é realizada no Pará desde 2015, no Hospital Octávio Lobo. Foto: Leila Cruz/AscomHoiol Segundo Salim, a campanha envolve arrecadação de alimentos não perecíveis, brinquedos e itens de higiene e limpeza, além de atividades de acolhimento para levar alegria às crianças em tratamento. “Cerca de 22 policiais participam diretamente da ação. Em razão da agenda da COP30, neste ano, a edição foi transferida excepcionalmente de novembro para dezembro e as doações seguem até o dia 15”, explica. Novos voluntários se aliaram à causa, porém a expectativa, afirma Salim, é “ampliar ainda mais a rede de parceiros e o impacto da mobilização nos próximos anos”. Foto: Leila Cruz/AscomHoiol Simbologia – A raspagem dos cabelos dos policiais é um dos momentos mais aguardados da programação, o ato simboliza apoio aos pacientes que perderam o cabelo em razão do tratamento quimioterápico. Pela primeira vez participando da programação, o PRF Jorge Angelim descreveu o momento como especial. “O ato nos permite ter uma ideia do que essas crianças sentem ao perder o cabelo. Eu conversei com paciente, brinquei ao dizer para cortar meu cabelo direito, então ele respondeu ‘não se preocupe, você vai ficar bonito’. Conseguir tirar um sorriso de uma criança que está passando por um momento difícil, é realmente uma sensação única. A gente vem com a ideia de fortalecê-los, mas a gente é que sai renovado, é muito bom”, contou. Foto: Leila Cruz/AscomHoiol O sentimento é compartilhado pelo PRF Renan Santana. “Eu faço parte de uma polícia cidadã, que tem como um dos objetivos se aproximar da comunidade. Aqui, quando as crianças cortam o nosso cabelo, apesar de ser um gesto simbólico, é de grande valia para quem está enfrentando um tratamento difícil, longo e que mexe com a autoestima e o emocional. Então viemos mostrar apoio, interagir, trazer música, diversão e alegria para essas pequenas pessoas”, disse. Joelma Lima, 42 anos, participou da programação juntamente com o filho João Lucas Lima, nove anos, que está em tratamento contra leucemia. “Meu filho está internado há 4 meses, e temos recebido muito apoio e carinho dos médicos. Esta ação colaborou para promover mais um momento de entretenimento, isso ajuda bastante para quem está há muito tempo hospitalizado”. Já o pequeno João estava “dirigindo” o automóvel da PRF, entre buzinadas e movimentos no volante do veículo estacionado em frente à instituição. “É dez, muito legal”, disse o menino. Foto: Leila Cruz/AscomHoiol Parcerias – A programação reuniu atividades lúdicas e apresentações musicais com a participação do palhaço Tio Bala, Banda Balada Kids, Banda da Guarda Municipal, Banda da polícia Militar, DJ Ruano, Fafa Maniva e Us Carapanãs, Paulo camelo, Lagoinha Music, Potentes do Brega e jogador Pedro Rocha (Remo) mascotes do Remo e do Paysandu. Além de distribuição de brindes, apresentação de cães farejadores e visitação às viaturas e motocicletas da PRF. Além do Instituto Diretrizes, Organização Social que gerencia o Hoiol, a campanha conta com a parceria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel), Departamento Municipal de Trânsito de Curuçá (Demutran), Guarda Municipal de Curuçá (GMC), Guarda Municipal de Belém (GMB), Grupo Laços de amor, ONG Amigos Voluntários do Pará (AVP), Projeto Amor Sem Fronteiras, Projeto Cabeleireiros Solidários, Clube do Remo, Paysandu Sport Club, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e Grupo de Apoio a Pacientes Oncológicos “Amigas Guerreiras”. Doações – A PRF receberá doações até o próximo dia 15 de dezembro, no ponto de arrecadação na sede administrativa, localizada no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), situado na av. Júlio César, 7060, bairro de Val-de-Cans, Belém – PA.
Hospital Oncológico Infantil promove ações que destacam a humanização no cuidado em saúde

Hospital Oncológico Infantil promove ações que destacam a humanização no cuidado em saúde Ações musicais, visita pet, treinamentos e projetos educativos marcaram a programação que destacou a Política Nacional de Humanização e o atendimento centrado no usuário Por Leila Cruz28/11/2025 16h00 Foto: Divulgação De 24 a 28 de novembro, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) celebrou a Semana de Humanização, em alusão ao Dia Nacional da Humanização, que transcorre neste sábado (29). Pacientes e familiares participaram de ações como atividades musicais, visita pet, palhaçaria e serviços de beleza. Já os profissionais de saúde receberam orientação sobre Política Nacional de Humanização (PNH). O evento evidenciou a importância do atendimento multidimensional e buscou fortalecer a cultura do atendimento integral. Este ano, as atividades foram desenvolvidas a partir do tema “Atendimento Humanizado: Cuidado que Acolhe” e apontaram que o atendimento acolhedor é resultado de uma política pública transversal, conhecida como HumanizaSUS. Reformulada em 2003, a PNH destaca a necessidade da interação entre a alta gestão, os profissionais da saúde e os usuários, incluindo a rede de apoio. Reforça a transição de uma assistência “para” o usuário para uma assistência “com” o usuário, garantindo seus direitos e deveres em prol de um Sistema Único de Saúde (SUS), mais qualificado. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol A coordenadora de Humanização, Natacha Cardoso, explica que a proposta surgiu da percepção de que, apesar da integração institucional e do reconhecimento da humanização como um valor institucional, muitos profissionais desconhecem a profundidade dessa política. Segundo a profissional, o atendimento humanizado é erroneamente associado, exclusivamente, ao setor de Humanização que, no caso do oncológico infantil, representa um diferencial. “Promovemos o bem-estar do usuário não apenas sob a ótica biológica e terapêutica, mas também integrando sua dimensão social e a interação com a equipe de saúde e a família. Essa abordagem reflete a tricotomia do ser humano, considerando a importância do bem-estar do corpo, da mente e do espírito. Buscamos, assim, abranger todas as dimensões que completam o ser humano, incluindo a alma, através de tratamentos terapêuticos, a fim de proporcionar ao usuário e sua família a melhor experiência possível em nossa instituição, visando, em última análise, a cura”, destacou Natacha. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol Os colaboradores aprenderam a respeito da Clínica Ampliada, que considera o indivíduo no contexto biopsicossocial e familiar, na corresponsabilidade, na autonomia e na construção compartilhada do tratamento. “Trouxemos curiosidades sobre projetos realizados, iniciativas que eles próprios executam, mas muitas vezes não reconhecem como parte dessa diretriz. A Clínica Ampliada nos convida a ir além do olhar restrito ao biológico e ao tratamento físico, ampliando a compreensão do cuidado para incluir o bem-estar, a socialização e a experiência integral do usuário”, explicou a coordenadora de humanização. Essa abordagem faz parte da rotina do Hoiol, a exemplo da Classe Hospitalar, que garante o direito da criança à educação; as atividades lúdicas, que asseguram, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, o direito de brincar; e outros projetos importantes, como a Aprendizagem Criativa, entre diversas iniciativas que materializam o cuidado mais amplo. Foto: Divulgação O técnico de enfermagem, Kaio Lobato, 25 anos, afirma que o treinamento sobre a Política de Humanização contribuiu para aprimorar a prática profissional e o relacionamento com os pacientes. “Apesar de saber da existência da PNH, não sabia de que forma estava sendo aplicada dentro do hospital e dos projetos realizados pela equipe de Humanização. Mas percebi que faço parte disso e que estava contribuindo com a implementação da política e com uma assistência cada vez melhor. Eu me senti bem e desejei melhorar ainda mais o atendimento oferecido aos pacientes”, disse Kaio. A auxiliar de crianças autistas, Maria Gondin, 44 anos, acredita que as atividades fazem a diferença para os pacientes e as mães acompanhantes durante a hospitalização. “Quando a equipe entra com um brinquedinho, entrega uma palavra, realiza um evento musical ou uma contação de histórias, traz amparo e, ao mesmo tempo, felicidade às crianças. Eu já vivenciei isso e faz muita diferença tanto para meu filho quanto para mim, as crianças ficam felizes. Isso é muito importante para nós, mães, e para os pacientes, ter a equipe de Humanização presente conosco”, disse.
Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil reforça detecção precoce

Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil reforça detecção precoce No Hospital Octávio Lobo, oncologistas orientam sobre sinais e sintomas em crianças e adolescentes que merecem atenção de pais e responsáveis Por Ellyson Ramos23/11/2025 13h00 Roda de conversa com os médicos Bruno Cerqueira e Cylia Serique esclareceu dúvidas de usuários e acompanhantes. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, celebrado neste domingo (23), reforça a necessidade de ampliar a conscientização sobre os sinais e sintomas da doença e fortalecer as redes de cuidado voltadas para crianças e adolescentes em todo o Brasil. No Pará, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), principal referência na região amazônica, destaca a importância do diagnóstico precoce e do atendimento especializado para o enfrentamento ao câncer. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença na faixa etária entre 1 e 19 anos no Brasil. Apesar de raro, uma vez que corresponde a cerca de 3% do total de casos, o câncer pediátrico pode apresentar-se mais agressivo, com rápida progressão para metástase. Logo, a detecção precoce da doença aumenta consideravelmente as chances de cura, cerca de 80%. Ainda de acordo com o Inca, 7.930 novos casos de câncer pediátrico por ano são estimados para o triênio 2023-2025. A oncologista pediátrica do Hoiol, Cylia Serique, enfatiza que, quanto antes a criança chega ao serviço especializado, melhor é a resposta ao tratamento. “O diagnóstico precoce permite que a criança inicie o tratamento com a doença mais controlada e em melhor estado geral. Isso aumenta significativamente a chance de cura e melhora a resposta às intervenções terapêuticas”, ressaltou a médica. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol A especialista, que atua no Hoiol desde 2018, destaca sinais que não podem ser ignorados por pais e responsáveis. “Palidez progressiva, emagrecimento sem causa aparente, manchas roxas, aumento do volume abdominal, linfonodomegalias (aumento anormal dos linfonodos, as famosas ínguas), reflexo ocular alterado em fotos e a regressão nos marcos de desenvolvimento são alguns indicadores”, afirmou Cylia. Os tipos de câncer mais frequentes na infância incluem as leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas. Entre os pacientes de 0 a 19 anos, público atendido pelo Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, destacam-se ainda os sarcomas, que acometem tecidos conjuntivos, como músculos e ossos. No Hoiol, o atendimento às crianças e adolescentes é realizado por uma equipe multiprofissional especializada que acompanha o usuário desde o início da jornada. O modelo de assistência integral garante um atendimento humanizado e que acolhe pacientes vindos de diversos municípios. “A oncologia pediátrica não é feita por um único profissional. É um conjunto de saberes. Nutricionistas, psicólogos, equipe de humanização, serviço social, cuidados paliativos, pediatria, oncologia, entre outros, trabalham juntos para oferecer um cuidado completo às crianças e às famílias”, ressaltou a médica. Alessandro Pontes, 17 anos, e a mãe, Maria Santos, 46 anos. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Reconhecido pelo Ministério da Saúde (MS) como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hoiol faz parte da Rede de Atenção Oncológica do Pará e oferece atendimento integral aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), desde o diagnóstico até o tratamento multiprofissional especializado. A gestão do hospital é realizada pelo Instituto Diretrizes (ID), por meio de contrato firmado com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A oncologista pediátrica Alayde Vieira, diretora técnica da unidade, explica que a unidade atua em quatro grandes frentes: diagnóstico, tratamento, suporte integral e ensino e pesquisa. “Somos referência para crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de todo o Pará e de estados vizinhos. O hospital oferece exames de imagem, laboratório, patologia e todos os apoios necessários para confirmar o diagnóstico com rapidez e segurança. Além do tratamento e da atuação de uma equipe multiprofissional especializada, participamos de vários projetos do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) e da Aliança Amarte com o intuito de manter a educação e qualificação dentro da unidade”, afirmou. Conscientização – Na última quarta-feira (19), os médicos Bruno Cerqueira e Cylia Serique mediaram uma roda de conversa com usuários e acompanhantes no ambulatório da instituição. O encontro promoveu o compartilhamento de experiências e esclareceu dúvidas sobre sinais, sintomas, diagnóstico e toda a jornada do tratamento do câncer pediátrico. Para além das rodas de conversa, Alayde conta que o hospital desenvolve diversas ações de humanização para que o tratamento oncológico seja mais leve e acolhedor para pacientes e familiares. Alayde Vieira, diretora técnica do Hoiol. Foto: divulgação “Há iniciativas que explicam o diagnóstico, os procedimentos e o tratamento por meio do brincar, ajudando a criança a entender o que está acontecendo e reduzindo medos e ansiedades. Realizamos ainda projetos de arte, lazer e bem-estar, assim como ações de acolhimento e programações especiais em datas comemorativas com música, atividades lúdicas e distribuição de brinquedos. O hospital conta ainda com uma classe hospitalar que, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), garante às crianças e adolescentes a continuidade dos estudos durante o tratamento, o que é fundamental para o desenvolvimento, socialização e apoio emocional”, afirmou a diretora técnica. Entre as histórias que passam pelos corredores do Hoiol, está a de Alessandro Pontes, 17 anos. Ele foi diagnosticado com osteossarcoma, um tumor ósseo maligno, e há cinco anos é atendido na unidade. A mãe do adolescente, Maria Santos, 46 anos, relembra os primeiros sinais. “Ele começou a sentir dores na perna esquerda. Inicialmente, eram semelhantes a cãibras, leves e esporádicas, mas que aumentaram com o passar do tempo. Observamos um inchaço na perna esquerda, abaixo do joelho. Como ele disse que não havia batido, agendei uma consulta e a médica solicitou exames de imagem, que mostraram a alteração. Quando soube que era uma câncer, me assustei muito, pois nem sabia que câncer poderia atingir os ossos”, contou. O apoio da equipe do hospital tem sido fundamental na jornada contra a doença. “Nunca imaginei que o problema do meu filho fosse câncer. Muitas vezes, subestimamos os sintomas,
HRPL promove ação educativa com foco na prevenção do câncer de próstata

HRPL promove ação educativa com foco na prevenção do câncer de próstata A iniciativa foi organizada pelo setor de Gestão de Pessoas, por meio do Núcleo de Educação Permanente (NEP), e reuniu cerca de 70 pessoas, entre usuários e acompanhantes, na recepção central da unidade Por Pedro Amorim 20/11/2025 16h44 Foto: Divulgação Na última quarta-feira (19), a gestão do Hospital Regional Público do Leste (HRPL), em Paragominas, no sudeste paraense, promoveu uma ação de educação em saúde em alusão ao “Novembro Azul”, campanha nacional que reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado integral à saúde do homem, com foco especial na conscientização sobre o câncer de próstata. A iniciativa foi organizada pelo setor de Gestão de Pessoas, por meio do Núcleo de Educação Permanente (NEP), e reuniu cerca de 70 pessoas, entre usuários e acompanhantes, na recepção central da unidade. Para a enfermeira facilitadora da ação, Érica Amador, “a realização de palestras educativas sobre a saúde do homem, especialmente durante o Novembro Azul, é fundamental para quebrarmos barreiras culturais e promovermos informação de qualidade. Ainda existe muito tabu quando o assunto é cuidado masculino, e isso faz com que muitos homens procurem ajuda apenas quando já apresentam sintomas mais avançados”, enfatizou. A profissional acrescenta que ações educativas sobre saúde contribuem diretamente para mudar esse cenário: aproximam o tema do público, esclarecem dúvidas e reforçam que a prevenção salva vidas. “A educação em saúde tem impacto direto tanto na qualidade de vida quanto na redução de doenças que poderiam ser evitadas ou diagnosticadas precocemente”, completa. Aprovação – Roni Von Casais, de 47 anos, foi um dos participantes alcançados pela iniciativa do HRPL. Ele comenta que possui um amigo próximo acometido pelo câncer de próstata e, por isso, acredita que a campanha “Novembro Azul” é fundamental para alertar a população sobre a doença. “Eu cuido da minha saúde me observando, me olhando e indo ao especialista caso note alguma alteração. Os homens de hoje estão mais cuidadosos com a saúde e mais conectados. Isso é ótimo!”, finalizou o usuário, que estava no hospital para realizar uma ultrassonografia. Foto: Divulgação Dados – Segundo o Ministério da Saúde, os atendimentos relacionados ao câncer de próstata em homens de até 49 anos aumentaram 32% entre 2020 e 2024, passando de 2,5 mil para 3,3 mil procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Serviço: O Hospital Regional Público do Leste é um órgão da rede de saúde do governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O HRPL fica na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas (PA), no sudeste paraense. Mais informações: 0800 5803291.