Paciente do Oncológico Infantil realiza sonho de conhecer a Curuzu e jogadores do Paysandu

Paciente do Oncológico Infantil realiza sonho de conhecer a Curuzu e jogadores do Paysandu Em cuidados paliativos na unidade de saúde do Pará, o jovem torcedor Márcio Kauã Rosa, 14 anos, conheceu o estádio e ídolos que só acompanhava pela TV Por Ellyson Ramos26/09/2025 16h10 Kauã posa com jogadores do time do coração, Paysandu. Foto: Alex Ribeiro/Ag.Pará O adolescente Márcio Kauã Rosa de Jesus, de 14 anos, realizou na manhã desta sexta-feira (26) um sonho que carregava desde pequeno: conhecer o Estádio Leônidas Sodré de Castro, o Banpará Curuzu, do Paysandu. Paciente oncológico, o jovem torcedor recebe cuidados paliativos no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém. A visita foi organizada pelas equipes de Humanização e de Cuidados Paliativos do hospital, em parceria com a Assistência Clínica em Consultas e Exames de Belém (ACCEB), Casa Ronald McDonald e com o Departamento de Responsabilidade Social do Paysandu. Kauã deixou a unidade em uma ambulância por volta das 9h, acompanhado por uma equipe multiprofissional. Ao chegar à Curuzu, foi recebido por dirigentes, jogadores e o mascote Lobo Mau. Visitou refeitório, vestiário, hotel, sala de troféus e conheceu o gramado, onde assistiu o treino do time bicolor. No gramado, Kauã conheceu o mascote do Paysandu, o Lobo Mau. Foto: Alex Ribeiro/Ag.Pará Sonho – A mãe do garoto, a dona de casa Joelma Rosa, conta que a paixão de Kauã pelo clube paraense começou por influência do avô paterno. “Eles ouviam os jogos na rádio ao mesmo tempo em que acompanhavam na TV e sempre davam dicas de como melhorar o desempenho da equipe”, lembra Joelma aos risos. Ela revela ainda que o desejo do filho conhecer o estádio é antigo. “Somos de Castanhal (município situado no nordeste paraense) e toda vez que vínhamos a Belém e passávamos na frente da Curuzu, ele falava que queria muito conhecer por dentro e torcer pelo time de perto.” Joelma conta ainda que a realização do sonho do filho veio em um momento importante e desafiador do tratamento. Kauã, como o rapaz prefere ser chamado, luta contra o linfoma linfoblástico T, um tipo raro e agressivo de câncer, diagnosticado em 2018. Após um período de remissão, a doença voltou a apresentar sinais em fevereiro deste ano. E apesar dos tratamentos de propostas curativas, o câncer avançou. Acompanhado do médico Tiago Gama, Kauã conheceu a sala de troféus do Paysandu. Foto: Alex Ribeiro/Ag.Pará O jovem passou, então, a ser acompanhado pela equipe multiprofissional de cuidados paliativos da unidade. No Hospital Octávio Lobo, 43 pacientes recebem essa abordagem, que se dedica ao cuidado de pessoas com doenças graves que ameaçam a vida. “Na semana passada, a família foi informada sobre a progressão da doença e que, infelizmente, não seria mais possível oferecer tratamentos modificadores, pois não trariam benefícios. Diante disso, o paciente entrou no que se costuma chamar de fase final de vida, quando não há mais opções terapêuticas que alterem o curso da doença”, explicou o médico paliativista pediátrico do Hoiol, Thiago Gama. Para Gama, a abordagem paliativa é parte essencial do cuidado. “Cuidamos da pessoa em sua totalidade. Para isso, precisamos conhecer sua história de vida, seus desejos e sonhos. Quando descobrimos que o maior desejo do Kauã era o de visitar a Curuzu, buscamos realizar. Afinal, cuidados paliativos não são sobre morte, são sobre vida. Proporcionar momentos de leveza, felicidade e a realização de um sonho não tem preço. Isso beneficia não apenas o paciente, mas os familiares”, completou. Vale destacar que a iniciativa de realizar o sonho de Kauã partiu do especialista e foi prontamente acolhida pela equipe multiprofissional e pela diretoria da unidade. A dona de casa Joelma Rosa acompanhou a visita do filho ao estádio que só via pela TV. Foto: Alex Ribeiro/Ag.Pará Joelma aprovou a ideia e agradeceu a equipe pelo apoio na realização do sonho do filho. “O Kauã é torcedor fanático e vê-lo realizando um sonho é muito especial. Ele queria conhecer a Curuzu. Conheceu e ainda encontrou com os jogadores e com o goleiro (Matheus Nogueira), de quem ele mais gosta. Muito obrigada por isso”, disse. Ao abordar o acolhimento ao torcedor Kauã e a presença do Paysandu em campanhas de doação de sangue, o vice-presidente do clube, Diego Moura, destacou a parceria com o Hospital Octávio Lobo e o compromisso do time em utilizar a força e a visibilidade do esporte no apoio a causas sociais. “É um privilégio participar dessas ações e proporcionar momentos de alegria, como esse, dedicado ao torcedor Kauã. Nós vemos a responsabilidade social como uma prioridade, é um dever nosso ir além do futebol”, disse. Kauã recebeu presentes das mãos do vice-presidente do Paysandu, Diego Moura. Foto: Alex Ribeiro/Ag.Pará Para a equipe que acompanhou a visita, a manhã na Curuzu evidenciou que o cuidado integral vai além do tratamento clínico. “Cuidados paliativos vão além do controle e alívio da dor. É uma abordagem que traz de volta os sentidos e abre espaço para a vida que ainda pulsa. Realizar um sonho, como esse do paciente Kauã, é lembrá-lo que, apesar da finitude, ainda há espaço para alegria, para o afeto e para a dignidade”, concluiu o psicólogo Thiago Pinheiro. Referência – O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é credenciado pelo Ministério da Saúde como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e referência na região amazônica para diagnóstico e tratamento do câncer infantojuvenil. Mais de 1.300 pacientes estão em tratamento atualmente no hospital, gerenciado pelo Instituto Diretrizes (ID), sob contrato de gestão com a Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa). Kauã e equipe do Oncológico Infantil posam com o mascote Lobo Mau. Foto: Alex Ribeiro/Ag.Pará
Hospital Oncológico Infantil reforça importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil

Hospital Oncológico Infantil reforça importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenilntal A descoberta em fase inicial aumenta as chances de cura em até 80% Por Leila Cruz26/09/2025 17h30 Maria Soares acompanha a filha Sara Heloise durante consulta à oncologista pediatra, Karoline Silva, no Oncológico Infantil. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol Apesar de ser considerado raro, o câncer infantojuvenil é a principal causa de óbito por doença no Brasil na faixa de 0 a 19 anos, atrás somente das mortes relacionadas a acidentes e episódios de violência, conforme um levantamento do Instituto Nacional do Câncer. E, neste mês dedicado à conscientização sobre esse tipo de câncer, a oncologista pediátrica do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), Alayde Vieira, alerta sobre a necessidade de reconhecer sinais precoces da doença. Em Belém, o Hoiol tem o quadro multidisciplinar completo para prestar assistência especializada aos pacientes, em conformidade com a legislação vigente e resoluções do SUS. A unidade hospitalar, gerenciada pelo Instituto Diretrizes sob contrato de gestão com Secretaria Estadual de Saúde (Sespa), tem mais de 1.300 pacientes em tratamento. Alayde Vieira explica que os tipos de câncer mais comuns variam conforme a faixa etária. “Até os 14 anos, predominam as leucemias. Já a partir dos 15, os carcinomas de tireoide tornam-se mais frequentes. Quando observamos a faixa de 0 a 19 anos, em âmbito nacional, o ranking é liderado pelas leucemias, seguidas pelos linfomas e pelos tumores cerebrais. No Pará, essa ordem se inverte. As leucemias ocupam o primeiro lugar, em seguida os tumores cerebrais e os linfomas.” A especialista reforça que o diagnóstico precoce é o fator decisivo para salvar vidas, já que não existe triagem populacional para essa população, como ocorre em alguns tipos de câncer em adultos. “É fundamental que familiares e profissionais de saúde estejam atentos a sinais como palidez progressiva, febre persistente por mais de 15 dias, dores nos membros inferiores sem melhora, emagrecimento, manchas roxas pelo corpo e aumento do volume abdominal”, detalha Alayde. Alayde Vieira alerta sobre a necessidade de reconhecer sinais precoces da doença Foto: Jaíne Oliveira- Ascom/Hoiol No caso de tumores cerebrais, sintomas como dor de cabeça intensa, vômitos frequentes, convulsões, irritabilidade, atraso no desenvolvimento motor e até estrabismo podem indicar a necessidade de avaliação médica urgente. Já no caso dos linfomas, o crescimento contínuo de ínguas no pescoço, febre e perda de peso sem causa aparente são sinais de alerta. “A criança também pode ter câncer. Reconhecer os sinais e buscar ajuda médica o quanto antes pode mudar completamente a trajetória de vida de um paciente jovem. O nosso papel é reforçar esse alerta e mostrar que, quando o diagnóstico acontece cedo, aumentamos as chances de cura em até 80%”, conclui Alayde. A dona de casa Maria Soares, 45 anos, recebeu o diagnóstico de leucemia da filha, Sara Heloise, com dificuldade em dezembro de 2023. “Eu me apeguei à fé, porque sabia o que íamos enfrentar. A campanha é importante para aumentar a orientação às famílias, porque muitos não têm noção do que é essa doença. Minha filha tinha apenas 2 anos e meio quando começou a ter febre alta, mas jamais imaginava que era câncer”, disse. Referência em cuidado integral – O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é habilitado pelo Ministério da Saúde desde 2017 como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e conta com uma estrutura de ponta para o atendimento integral. A instituição realiza cirurgias complexas, como neurocirurgias, procedimentos de cabeça e pescoço e intervenções ortopédicas inovadoras. Pediatra Karoline Silva examina Sara Heloíse em consulta de rotina no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol. Além do cuidado clínico, o hospital adota um modelo multiprofissional de acolhimento, envolvendo nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e assistentes sociais. “A linha de cuidado é traçada desde a chegada do paciente até o término do tratamento. Temos até ambulatório de luto para apoiar as famílias por seis meses após a perda da criança. E, quando o desfecho é favorável, seguimos acompanhando o paciente por cinco anos, até a alta definitiva”, ressalta Alayde Vieira. Rede de Apoio – O fluxo de atendimento para crianças com suspeita de câncer no Pará conta com uma rede estruturada de apoio. Além da Fundação Hemopa, responsável por dar suporte aos casos, os hospitais regionais também atuam na etapa de suspeição e encaminhamento para unidades de alta complexidade. Em Belém, o Hospital Octávio Lobo é habilitado pelo Ministério da Saúde como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia desde 2017. Já no interior do Estado, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, oferece atendimento especializado em oncologia pediátrica, funcionando como suporte para pacientes do Baixo Amazonas, Tapajós e Xingu.Essa rede se soma à Unidade de Triagem Oncológica da Universidade Federal do Pará (Ufpa), criada no Centro de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança (Casmuc). A finalidade é garantir que crianças de diferentes regiões do Pará tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao encaminhamento adequado para tratamento, seja no Hospital Octávio Lobo, em Belém, ou em unidades parceiras.
Materno-Infantil de Barcarena realiza I Feira de Segurança do Paciente com metodologias inovadoras

Materno-Infantil de Barcarena realiza I Feira de Segurança do Paciente com metodologias inovadoras Unidade regional reforça compromisso com a prevenção e a segurança de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde Por AscomSespa 25/09/2025 16h00 Foto: Divulgação. O Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB), localizado na região do Baixo Tocantins, promoveu, na última semana, a I Feira de Segurança do Paciente. Com o tema proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) “Cuidados Seguros para Cada Recém-nascido e Cada Criança”, o evento foi organizado pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NSP) da unidade em comemoração ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro. A feira reuniu mais de 250 participantes, entre colaboradores, usuários e acompanhantes da unidade, e teve como destaque o uso exclusivo de metodologias ativas de ensino, promovendo uma experiência de aprendizado mais dinâmica, colaborativa e eficaz. Para estimular novas abordagens, os protocolos de segurança do paciente foram sorteados entre os membros do NSP, desafiando cada equipe a abordar temas fora de sua rotina de atuação. A proposta incentivou a criatividade e a troca de perspectivas, resultando em apresentações inovadoras e engajadoras. “A realização da Feira foi motivo de grande satisfação, reforçando o compromisso coletivo com o cuidado seguro e de qualidade, ao envolver todos em uma cultura de segurança, foi um verdadeiro marco de dedicação e compromisso com a vida, que fortalece ainda mais nossa missão de cuidar com segurança e amor”, destacou Raquel Lobato, enfermeira, analista da qualidade e presidente do NSP. Foto: Divulgação. Aprendizado na prática A programação da Feira incluiu diversas estações temáticas, cada uma com dinâmicas próprias para abordar os protocolos de segurança de maneira acessível e participativa. Na estação de Prevenção de Quedas, o “Jogo dos 7 Riscos” convidou os participantes a identificar perigos em uma simulação realística, promovendo a conscientização de forma leve e divertida. Já na estação de Comunicação Efetiva, a mímica foi a principal ferramenta para demonstrar como a falta de clareza ou padronização pode distorcer informações essenciais no ambiente hospitalar. A estação de Higienização das Mãos contou com uma pia móvel para demonstrações práticas, além de um microscópio óptico, onde os participantes puderam observar micro-organismos presentes nas superfícies do dia a dia. “Ver, aprender e testar o conhecimento na hora é muito bom. Fiquei impressionado ao ver as bactérias das minhas mãos no microscópio. Trabalho com terra e também acesso o hospital, então entendi ainda mais a importância da minha responsabilidade”, relatou Jorge Conceição, jardineiro da unidade. Envolvimento A abordagem lúdica foi um dos pontos altos do evento. Na estação de Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos, um jogo de tabuleiro interativo apresentou situações-problema e perguntas sobre os “certos” da medicação, dupla checagem e prevenção de erros. Na estação de Identificação Segura, a dinâmica de “Verdadeiro ou Falso” abordou os riscos associados a falhas de identificação, destacando a importância das pulseiras e placas de identificação dos pacientes. “Agora, quando entro nos setores, meu olhar vai direto para a pulseira de identificação e a placa do leito”, comentou Gildewilson Figueiredo, técnico de manutenção predial. Para muitos participantes, o formato inovador da Feira transformou completamente a maneira de aprender sobre segurança do paciente. “Mesmo sendo um assunto complexo, a forma como o conteúdo foi apresentado foi muito interessante e divertida. Nem vimos o tempo passar”, contou Hadassa Silva, auxiliar administrativa da unidade. Novo modelo de capacitação A proposta metodológica do evento foi elogiada pela vice-presidente do NSP e responsável pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP), enfermeira Flavine Gonçalves: “As metodologias ativas rompem com o modelo tradicional de treinamentos. A Feira mostrou que o ensino-aprendizagem pode ser participativo, democrático e altamente eficiente.” Encerrando dois dias de atividades intensas, a I Feira de Segurança do Paciente do HMIB evidenciou que o engajamento coletivo, a criatividade e a inovação são elementos fundamentais para a construção de uma cultura de cuidado mais segura, qualificada e centrada no paciente. “O SUS é feito por muitas mãos. Eventos como a nossa Feira mostram que, aqui, temos as mãos certas para construir a saúde em que acreditamos, um cuidado de excelência para os nossos pequenos cidadãos, com ainda mais qualidade e segurança”, concluiu Raquel Lobato. Serviço: O Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan pertence à rede de saúde pública do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Diretrizes. É referência no atendimento a gestantes de alto risco e bebês oriundos de municípios do Baixo Tocantins, possibilitando o acesso a serviços de alta complexidade para pacientes que antes precisavam se deslocar até Belém ou para outros municípios da Região Metropolitana.
Complexo Hospitalar de Tucuruí empossa 66 brigadistas e recebe certificado de habite-se do Corpo de Bombeiros

Complexo Hospitalar de Tucuruí empossa 66 brigadistas e recebe certificado de habite-se do Corpo de Bombeiros Unidade regional reforça compromisso com a prevenção e a segurança de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde Por Wellington Hugles 23/09/2025 22h41 Foto: Divulgação. O Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí (HRT e Unacon), gerido pelo Instituto Diretrizes, realizou nesta terça-feira (23) a cerimônia de posse da Brigada de Incêndio e Emergência e recebeu do Corpo de Bombeiros Militar do Pará o certificado de habite-se (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros – AVCB). A ação reforça o compromisso da instituição com a segurança, a formação contínua de servidores e o cuidado com a vida. A brigada é composta por 66 funcionários e colaboradores, que assumiram oficialmente a função de brigadistas. Todos concluíram curso de formação com duração de quatro dias, dividido em etapas teórica e prática. O conteúdo incluiu noções de primeiros socorros, técnicas de prevenção e combate a incêndios, além de aspectos jurídicos previstos na Norma NBR 14.276, na Instrução Técnica nº 08 do Corpo de Bombeiros do Pará e em legislações correlatas. “A capacitação contou com a participação ativa de profissionais comprometidos, que agora estão ainda mais preparados para agir com responsabilidade e eficácia em situações de emergência”, ressaltou a equipe organizadora. Foto: Divulgação. Certificação e estrutura de segurança Segundo José Anderson Silva, agente administrativo e líder da brigada, a certificação representa a conclusão de um processo de melhorias iniciado há alguns anos. “Antes, o HRT contava apenas com extintores de incêndio; hoje temos hidrantes, sistema de alarmes e todos os equipamentos necessários para combater princípios de incêndio. Com a certificação e posse dos brigadistas, concluímos a etapa final necessária para que o Corpo de Bombeiros emitisse nosso certificado de habite-se”, explicou. O diretor assistencial do Complexo e chefe da Brigada, Adilson Moraes, também destacou a importância da conquista. “Com a capacitação e certificação dos nossos brigadistas, damos um passo importante em segurança. Agora, com a emissão do AVCB, nossa brigada desempenhará um papel crucial para manter um ambiente hospitalar pronto para agir de maneira rápida e segura em situações de risco.” Foto: Divulgação. Compromisso com a prevenção e a vida Para o diretor-geral do Complexo Hospitalar, Junior Souto, a certificação simboliza mais do que o cumprimento de exigências legais. “A iniciativa fortalece a cultura da prevenção e da proteção à vida, garantindo maior segurança a pacientes, acompanhantes e profissionais. Os integrantes da brigada atuarão de maneira voluntária e estão capacitados para enfrentar situações de risco e pânico, salvando vidas e reduzindo perdas e danos”, concluiu. Com a emissão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), ficou atestado que o Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí atende a todas as normas de segurança contra incêndio e pânico, assegurando conformidade legal e operacional.
Hospital Oncológico Infantil destaca diagnóstico precoce do retinoblastoma

Hospital Oncológico Infantil destaca diagnóstico precoce do retinoblastoma Oncopediatra do Hoiol, Karoline Silva, destaca que identificar o câncer raro que afeta a visão é pré-requisito básico para o sucesso do tratamento Por Leila Cruz23/09/2025 12h30 A oncopediatra Karoline Silva realiza ação alusiva ao Dia Nacional da Conscientização do Retinoblastoma. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol. O retinoblastoma é um tipo raro de câncer que afeta a retina, principalmente de crianças pequenas, antes dos cinco anos. Oncopediatra do Hospital Oncológico Infantil octávio Lobo (Hoiol), Karoline Silva, observa que o diagnóstico precoce garante taxas de cura próximas a 100%, com possibilidade de preservar não apenas o olho, mas também a visão da criança. Apesar da baixa incidência, cerca de 400 casos novos por ano no Brasil, a doença exige atenção redobrada de pais, cuidadores e profissionais de saúde. O primeiro indício do retinoblastoma é o reflexo branco na pupila, popularmente chamado de “olho de gato”, que pode ser percebido em fotografias com flash, quando o reflexo aparece esbranquiçado em vez do habitual tom avermelhado. “Outros sinais incluem estrabismo, visão turva, queixas frequentes de dificuldade visual e quadros de ‘conjuntivite de repetição’, quando os olhos permanecem vermelhos e irritados sem melhora definitiva”, explica a doutora Karoline Silva. A especialista reforça que esses sintomas merecem investigação imediata. “É fundamental que os responsáveis observem qualquer alteração nos olhos da criança. Quanto antes o tumor for identificado, maiores são as chances de cura e de preservação da visão”, alerta. Sandra Santos com a filha Aicha, de 2 anos. A criança faz tratamento contra a retinoblastoma para a preservação da visão. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura em até 100%. “Caso a doença seja detectada em fases iniciais, é possível não só preservar o olho, mas preservar a visão dessa criança. Mas quando diagnosticada na fase mais avançada, com sinais de disseminação para além do olhinho, às vezes com metástases para o cérebro, ossos, medula óssea, exige tratamentos mais intensivos e a sobrevida é drasticamente reduzida”, afirma a médica. A pescadora e moradora de Monte Alegre, Sandra Santos é mãe da Aicha, de 2 anos, conta sobre a descoberta do câncer da filha. Segundo a genitora, a menina nasceu perfeita, mas a família começou a perceber alterações na visão da menina. “Minha filha começou a ficar vesga, depois o olhinho dela foi ficando meio branco, e ela chorava de dor. Eu nunca tinha escutado falar sobre isso. Foi um desespero pra gente, mas estamos buscando tratamento”, disse. Na maioria das vezes é para o pediatra que os pais relatam qualquer desconfiança ou queixa em relação aos olhos das crianças. O profissional precisa estar atento aos sinais e sintomas precoces do retinoblastoma e encaminhar essa criança para uma avaliação oftalmológica o quanto antes. Pais e responsáveis foram orientados sobre os sinais e sintomas da doença e a importância do diagnóstico precoce. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol. “O oftalmologista pode ser esse primeiro profissional também, portanto é importante que durante a avaliação saiba reconhecer e diferenciar o retinoblastoma de outras doenças que afetam os olhinhos das crianças, como a retinopatia da prematuridade. Realize os exames de diagnóstico iniciais e encaminhe essa criança para um centro com oncologia pediátrica”, afirmou a especialista. “A medicina possui diferentes alternativas de tratamento intraocular, como laserterapia, braquiterapia (radioterapia focal direcionada para o olho) e crioterapia. Utiliza-se ainda a quimioterapia intra-arterial realizada por meio de um cateterismo que leva o tratamento diretamente ao olho para destruir a lesão sem ter os efeitos colaterais de quimioterapia sistêmica”, informou. Serviço: Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 e 19 anos. Atualmente a unidade, gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), atende mais de 900 pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e estados vizinhos.
HRPL reforça protocolos de segurança com ação em alusão ao Dia Mundial da Sepse

HRPL reforça protocolos de segurança com ação em alusão ao Dia Mundial da Sepse Unidade de Paragominas promoveu atividades educativas para profissionais da linha de frente Por Pedro Amorin20/09/2025 19h56 Foto: Divulgação O Hospital Regional Público do Leste (HRPL), em Paragominas, promoveu, nos dias 18 e 19 de setembro, uma ação em alusão ao Dia Mundial da Sepse. A iniciativa, conduzida pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), teve como objetivo reforçar a importância do reconhecimento precoce da síndrome e da correta aplicação do Protocolo de Sepse, já implantado na unidade. A campanha foi direcionada principalmente aos profissionais assistenciais, responsáveis por identificar os primeiros sinais da doença e iniciar o protocolo. Durante a programação, houve dinâmicas interativas, como jogo da memória, perguntas e respostas com auxílio de dado, além de momentos para esclarecimento de dúvidas. Os participantes que acertaram os desafios receberam premiações simbólicas. De acordo com o enfermeiro do SCIH, Wenison Costa, a resposta rápida faz a diferença no tratamento. “As medidas iniciais, conhecidas como pacote da primeira hora, incluem a administração rápida de antibiótico, a coleta de exames laboratoriais, como hemocultura e lactato, e a expansão volêmica adequada. Esses cuidados, quando aplicados no tempo correto, reduzem significativamente os riscos para o paciente, já que cada hora de atraso no manejo adequado da sepse pode elevar a mortalidade em até 33%”, explicou. Foto: Divulgação Aprovação dos usuários O compromisso do hospital com a qualidade e a segurança assistencial é reconhecido pelos usuários. Internado para um procedimento cirúrgico, o paciente Genivaldo da Silva e Silva, de 49 anos, elogiou o atendimento recebido. “É a primeira vez que fico internado no HRPL, e todos estão de parabéns. Estou sendo muito bem atendido”, afirmou. Entre janeiro e agosto de 2025, a unidade registrou índice de satisfação de 98,47%, resultado que reflete o cuidado humanizado, a eficiência dos serviços prestados e o foco permanente na segurança dos usuários.
HRPL registra 98,47% de satisfação em 2025

HRPL reafirma compromisso com a segurança do paciente e registra 98,47% de satisfação em 2025 Unidade de Paragominas celebra Dia Mundial da Segurança do Paciente com avanços em indicadores, reconhecimento institucional e excelência assistencial Por Pedro Amorin 18/09/2025 21h49 Foto: Divulgação. Referência em diversas especialidades médicas e pilar fundamental na descentralização da saúde no Pará, o Hospital Regional Público do Leste (HRPL), localizado em Paragominas, reafirma neste 17 de setembro — Dia Mundial da Segurança do Paciente — seu compromisso com a qualidade assistencial. A unidade alcançou, em 2025, um índice de satisfação de 98,47%, resultado que reflete o cuidado humanizado, a eficiência dos serviços prestados e o foco na segurança dos usuários. Gerido pelo Instituto Diretrizes em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), o HRPL integra a rede de saúde do Governo do Pará e atende majoritariamente usuários dos 3º e 5º Centros Regionais de Saúde, impactando positivamente milhares de famílias da região. Assistência com excelência e acolhimento A diretora assistencial da unidade, Karla Negrão, destacou o papel do hospital como referência regional em especialidades como neurologia, neurocirurgia, ortopedia, oncologia, cirurgia geral e cardiologia. “O HRPL tornou-se referência para a região, oferecendo assistência segura, de qualidade e centrada no paciente. Nosso compromisso é cuidar com responsabilidade, acolhimento e excelência, garantindo que cada usuário receba atendimento humanizado e resolutivo. Celebramos esta data reafirmando nossa missão de servir à comunidade com dedicação e respeito”, afirmou. Avanços no projeto “Saúde em Nossas Mãos” Comprometido com a melhoria contínua da assistência, o HRPL vem consolidando resultados expressivos no projeto nacional Saúde em Nossas Mãos, iniciativa do Ministério da Saúde executada via Proadi-SUS, em parceria com hospitais de referência e com o suporte técnico do Hub Beneficente Portuguesa de São Paulo. Entre os avanços, destacam-se a redução de 78% nas infecções de corrente sanguínea (IPCSL) e a eliminação total das infecções do trato urinário (ITU). Pelos resultados obtidos, o HRPL foi selecionado entre 34 hospitais, de um total de mais de 300 participantes em todo o país, para expandir as ações do projeto também ao setor de Pronto Atendimento — reconhecimento que reforça o compromisso da gestão com a qualidade dos serviços prestados. Reconhecimento estadual e acreditação O trabalho da Comissão de Controle de Infecções da unidade também foi reconhecido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), com a certificação estadual “Serviços de Saúde 2025”, pela regularidade nas notificações de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), durante o ano de 2024. O reconhecimento contribui diretamente para a prevenção e monitoramento de eventos infecciosos no Estado. O HRPL também mantém a certificação Acreditado Pleno – Nível II, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A avaliação foi realizada com a metodologia do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), que atestou a conformidade da unidade nos critérios de segurança do paciente e gestão integrada. Aprovação dos usuários A qualidade dos serviços é também reconhecida por quem utiliza a unidade. O pintor Renan Gomes da Silva, 32 anos, acompanhava o pai internado para uma cirurgia e destacou a boa experiência com o atendimento. “É a primeira vez que venho, e estou gostando demais. Fiquei angustiado quando dei entrada na unidade, mas ao ver o empenho da equipe cuidando do meu pai, achei muito bom! Agradeço a Deus e a vocês por nos tratarem bem”, relatou o usuário.
Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí debate valorização da vida com estudantes

Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí debate valorização da vida com estudantes Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Maria Sylvia dos Santos participaram de palestra e dinâmicas sobre saúde mental realizadas por uma psicóloga Por Wellington Hugles18/09/2025 19h00 Foto: Divulgação. Como parte da programação mensal da campanha Setembro Amarelo, profissionais do Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí, no sudeste paraense, realizaram uma ação externa de valorização da vida e prevenção ao suicídio na tarde desta quinta-feira (18). O evento foi direcionado aos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Maria Sylvia dos Santos, situada na Rua Itaipu, Vila Permanente, área urbana de Tucuruí. O evento incluiu palestra sobre “Neurociência, Psicologia Positiva, Benefícios da Gratidão como Ferramenta e Subsídio para a Saúde Mental”, ministrada por um grupo de profissionais de diversas áreas da unidade hospitalar em colaboração com a Secretaria Municipal de Educação de Tucuruí, por meio do Serviço de Orientação e Acompanhamento à Família (Soafe) da Escola Maria Sylvia. Estudantes do 8º e 9º ano participaram da palestra e das dinâmicas realizadas pela psicóloga Thauana Christine da Silva Costa, pela enfermeira do Trabalho Raissa Cristina e pelas assistentes administrativas Rhadigen Pereira (do Núcleo de Educação Permanente – NEP) e Andressa Joane (Setor de Humanização). Orientações – Durante o evento, os alunos esclareceram dúvidas, identificaram possíveis causas do suicídio e receberam orientações sobre onde encontrar apoio. A psicóloga Thauana Costa destacou que, “quando lidamos com algum problema e escolhemos mantê-lo em segredo, essa decisão pode nos causar sofrimento e, eventualmente, levar ao adoecimento. Assim, a melhor alternativa é procurar ajuda, sendo o diálogo o meio mais eficiente”. Orientações foram repassadas aos estudantes sobre prevenção a suicídio. Foto: Divulgação. Cenário e ajuda – De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio ocupa a 15ª posição entre as causas de morte no mundo, correspondendo a 1,4% de todos os óbitos, e sendo a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, o suicídio ocupa a quarta posição nessa faixa etária, com cerca de 11 mil casos todos os anos. Em casos de assistência de urgência ou emergência, é preciso procurar o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) local, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o Hospital Regional de Tucuruí. Também é possível contatar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192, o Corpo de Bombeiros Militar pelo número 193 ou o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo 188.
Moradora de Goianésia do Pará festeja o fim do tratamento na Unacon

Moradora de Goianésia do Pará festeja o fim do tratamento na Unacon Dona Benedita, de 83 anos, tocou o “Sino Dourado da Vitória”, celebrando sua alta médica, após sete anos de tratamento na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Dr. Vitor Moutinho Por Wellington Hugles15/09/2025 17h35 Foto: Divulgação Há nove anos em funcionamento, a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Dr. Vitor Moutinho, em Tucuruí (PA), tem se destacado pelo impacto positivo na vida de pacientes oncológicos de toda a região. Nesse período, já foram realizados milhares de atendimentos, incluindo consultas, exames, retornos e procedimentos. Muitos pacientes seguem em tratamento e cada vez mais próximos da cura. Um dos exemplos mais emocionantes é o de Dona Benedita, de 83 anos, moradora de Goianésia do Pará, que nesta segunda-feira (15) tocou o “Sino Dourado da Vitória”, celebrando sua alta médica após sete anos de tratamento. Diagnosticada com câncer de mama em 2018, ela foi encaminhada pela rede de atenção básica de saúde de seu município para a Unacon, referência no atendimento oncológico nas regiões do Lago de Tucuruí, Carajás e Araguaia. Após passar por todas as etapas do tratamento, Dona Benedita comemorou o momento como uma vitória. “Recebi um acolhimento imenso de todos, com tudo o que eu precisava. De forma rápida, toda a equipe me direcionou para os procedimentos. A relevância da Unacon e de toda a equipe em minha vida foi fundamental para a rapidez com que tudo ocorreu. Hoje, após sete anos de tratamento, recebo a bênção de Deus, que, por meio dos médicos e profissionais da Unacon, me proporcionou a cura. Retorno à minha cidade com a certeza de que desfrutarei de uma vida plena e com saúde restabelecida”, celebrou. Foto: Divulgação Dona Benedita também fez questão de agradecer ao maqueiro Antônio Marcos Serrão Brito, que a acompanhou em toda a caminhada. “Esse homem de Deus, assim como todos da Unacon, foi meu amigo, filho, um irmão que nunca me abandonou. Que Deus o abençoe em toda a sua vida”, emocionou-se. Além da hormonioterapia, quimioterapia e radioterapia, a Unacon oferece consultas, exames laboratoriais, cirurgias oncológicas e acompanhamento após os procedimentos. “Nosso propósito é assegurar um atendimento humanizado, acolhendo os pacientes com carinho, respeito e esperança”, destacou Amanda Cavalcante, assistente social da unidade. Foto: Divulgação O toque do sino é considerado um ritual simbólico de vitória, que representa o encerramento de uma etapa do tratamento e a celebração da vida. Para a coordenadora da Unacon, Samara Nunes, é sempre um momento marcante. “Todos os dias recebemos novos pacientes. O sino é símbolo de luta, resistência e vitória. É quando o paciente diz: ‘eu consegui’, enche os olhos de lágrimas e toda a equipe se emociona em ter contribuído para a cura”, afirmou. Foto: Divulgação Sobre a Unacon – A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Dr. Vitor Moutinho (Unacon), localizada na Vila Permanente, em Tucuruí, é administrada pelo Instituto Diretrizes e supervisionada pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa). Desde 2016, a instituição atende usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de municípios das regiões do Lago de Tucuruí, Carajás e Araguaia, beneficiando uma população estimada em 2,5 milhões de pessoas.
Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré visita o Complexo Hospitalar

Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré visita o Complexo Hospitalar A ação levou fé, solidariedade e esperança aos pacientes hospitalizados, especialmente aos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Por Wellington Hugles12/09/2025 18h15 Foto: Divulgação. Na manhã de sexta-feira (12), pacientes e profissionais de saúde do Complexo Hospitalar Regional de Tucuruí (HRT) e Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), administrado pelo Instituto Diretrizes, receberam a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. Durante a visita, os devotos prestaram homenagens à padroeira dos paraenses, cuja festividade em Tucuruí será celebrada no segundo domingo de outubro . De acordo com Junior Souto, diretor-geral do Complexo Hospitalar, a presença da imagem peregrina proporciona conforto aos pacientes e bênçãos de proteção a todos que necessitam. “Quando a imagem de Nossa Senhora de Nazaré chega ao hospital, é sempre um momento muito emocionante. Neste ano, especialmente, traz renovação da fé e da esperança para os nossos pacientes”, destacou. O Complexo Hospitalar de Tucuruí é referência para os municípios da região do Lago de Tucuruí e diversas cidades vizinhas no atendimento de média e alta complexidade, incluindo oncologia. A unidade, mantida pelo Governo do Pará por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e administrada pelo Instituto Diretrizes, oferece atendimento 100% gratuito via Sistema Único de Saúde (SUS) e conta com Pronto Atendimento 24 horas para casos de risco iminente de vida.
Hospital Santa Rosa recebe nota máxima em “Relatos de Boas Práticas em Ouvidoria na Região de Saúde Tocantins”

OuvidorSUS: Hospital Santa Rosa recebe nota máxima em “Relatos de Boas Práticas em Ouvidoria na Região de Saúde Tocantins” Com 49 pontos, unidade foi reconhecida pela prática de experiências inovadoras que aprimoram o acolhimento, a escuta qualificada e a proteção dos direitos dos usuários do SUS na região do baixo Tocantins Por Wellington Hugles12/09/2025 17h35 Foto: Divulgação As Ouvidorias do Sistema Único de Saúde (SUS) do 6º Centro Regional de Saúde – CRS/SESPA (Barcarena-PA) e 13º Centro Regional de Saúde – CRS/SESPA (Cametá-PA) conduziram a seleção dos “Relatos de Boas Práticas em Ouvidoria na Região de Saúde Tocantins”. O objetivo da seleção foi identificar e valorizar experiências inovadoras que aprimoram o acolhimento, a escuta qualificada e a proteção dos direitos dos usuários do SUS. Na escolha, todas as ouvidorias públicas de saúde do Baixo Tocantins que utilizam o sistema OuvidorSUS, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, estiveram participando. Isso abrange hospitais e Secretarias Municipais de Saúde (SMS) das cidades de Abaetetuba, Baião, Barcarena, Cametá, Igarapé-Miri, Mocajuba, Moju, Limoeiro do Ajuru, Oeiras do Pará e Tailândia. O Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR) apresentou um relato de experiência intitulado “Humanização no SUS: Escuta, Acolhimento e Direitos”, recebendo a nota máxima de 49 pontos e ocupando a primeira posição na classificação entre os hospitais participantes. Como próximo passo, o Hospital Santa Rosa compartilhará sua experiência no 7º Encontro das Ouvidorias do SUS da Região de Saúde Tocantins, que ocorrerá nos dias 16 e 17 de setembro de 2025. Foto: Divulgação
Campanha de doação no Hospital Oncológico Infantil arrecada 94 bolsas de sangue

Campanha de doação no Hospital Oncológico Infantil arrecada 94 bolsas de sangue Coletas foram realizadas na instituição e na unidade móvel do Hemopa, em frente ao Hoiol. As bolsas coletadas podem beneficiar até 376 pacientes Por Ellyson Ramos11/09/2025 21h25 Doadores compareceram à campanha do Hoiol, que realiza cerca de 300 transfusões por mês. Foto: Ellyson Ramos/Ascom Hoiol Em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) promoveu nesta quinta-feira (11) mais uma campanha de doação de sangue em Belém. Realizadas regularmente pelas instituições, as iniciativas são responsáveis pelo reforço nos estoques de hemocomponentes oferecidos a pacientes atendidos na unidade. Foram coletadas 94 bolsas. O Hoiol é referência no diagnóstico e tratamento de crianças e adolescentes com câncer. O Hemopa disponibilizou uma unidade móvel na área externa do Hospital, além de um posto fixo de coleta montado na recepção. “A parceria com o Hemopa é importantíssima para o Hoiol. A estrutura e o treinamento das equipes permitem que tenhamos um ambiente adequado para orientar e acolher os doadores. E por meio de uma programação diversificada, divulgamos a causa, que não é somente do Hospital, mas de todos. Doar sangue salva vidas“, ressaltou a diretora-geral do Hoiol, Sara Castro. O supervisor de hotelaria do Hoiol, Fagner Reis, aproveitou a oportunidade para doar sangue. Foto: Ellyson Ramos/Ascom Hoiol Agência Transfusional – Responsável por garantir o suporte transfusional seguro aos pacientes, a Agência Transfusional do Hospital Oncológico Infantil tem uma rotina intensa. “Nosso trabalho é receber o sangue do hemocentro, armazená-lo de acordo com as condições ideais e liberar os hemocomponentes conforme a necessidade dos pacientes. Cada solicitação médica é avaliada antes da liberação, para assegurar que o uso seja racional e seguro”, explicou a médica hematologista Iê Bentes Fernandez. Os principais hemocomponentes recebidos são concentrados de hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado. “O maior grupo de pacientes que atendemos inclui aqueles com leucemias agudas, que já apresentam anemia e plaquetopenia (diminuição do número de plaquetas no sangue) devido à própria doença. Com a quimioterapia, há uma queda ainda maior das células sanguíneas, o que torna necessária a reposição frequente”, informou a médica da Agência Transfusional. No Hoiol são realizadas cerca de 300 transfusões por mês. Por isso, além do atendimento clínico, a equipe atua na conscientização de familiares. “Essencial para o tratamento, o sangue não pode ser comprado. Ele provém de doações. Dependemos, portanto, da sensibilização da população. Assim, informamos aos familiares sobre a necessidade de mobilizar pessoas para garantir a reposição de sangue. Essa orientação aos familiares é realizada pela Agência Transfusional e pela equipe multiprofissional”, reforçou Iê Fernandez. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol De acordo com a assistente social da Fundação Hemopa, Camila Medina, a adesão de potenciais doadores costuma ser positiva em campanhas realizadas no Oncológico Infantil. “Observamos uma participação expressiva, tanto de colaboradores quanto de familiares, além daqueles que transitam às proximidades do Hospital”, destacou. Além de contribuir para o abastecimento dos estoques de sangue, os doadores têm acesso a alguns exames. A triagem inclui medição de glicemia, aferição da pressão arterial e realização de mais oito exames, entre eles testes para hepatite, HIV e sífilis. Também é realizada a tipagem sanguínea. Os resultados ficam disponíveis em até sete dias no site do Hemopa, podendo ser acessados apenas mediante a apresentação de login e senha informados ao doador. Critérios – Para doar é preciso ter entre 18 e 69 anos (sendo 60 a idade-limite para a primeira doação), estar em bom estado de saúde, ter dormido ao menos seis horas na noite anterior e estar alimentado. A frequência recomendada é de até quatro doações por ano para homens (intervalo mínimo de 60 dias) e até três para mulheres (intervalo mínimo de 90 dias). Mas Camila Medina lembrou que quem não pode doar sangue, ajuda na mobilização. “Todos podem ser agentes incentivadores, convidando familiares e amigos”, frisou. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol Foi a segunda vez que o supervisor de hotelaria do Hoiol, Fagner Reis, decidiu doar. “Nós sabemos que a doação de sangue salva vidas, e que esse gesto pode representar o sorriso de uma criança. No Oncológico Infantil temos um lema: ‘quando você doa, a brincadeira continua’. Por isso, eu dormi cedo e vim ao Hospital preparado para doar. Vidas dependem da solidariedade, e acredito que a motivação de todos deveria residir na empatia e no desejo de ajudar o próximo, sem distinção”, afirmou. Atrações – A programação contou com ação educativa realizada pelo Batalhão de Polícia Ambiental, da Polícia Militar do Pará (PMPA), e com a exposição “A Educação Hospitalar Semeando Saberes na Amazônia”, organizada por professores da Classe Hospitalar Prof. Roberto França, do Hoiol. A mostra trouxe diversos itens confeccionados durante a execução de projetos de sustentabilidade executados na instituição. O público também conferiu as apresentações de Júlio Mendes e Lili Barros, Jhon Garcia, Luciana Lins & Banda, Banda Balada Kids, Tio Bala, DJ Ruano, Banda Halley, Fafá Maniva e Us Carapanãs, Potentes do Brega, Paulo Kamello, Nathan Corrêa e Lagoinha Music Belém. A doação de sangue é um processo rápido, seguro e essencial para salvar vidas. Para doar, é obrigatório apresentar um documento oficial com foto e, no caso de menores de 18 anos, é preciso estar acompanhado por um responsável legal. Quem não conseguiu comparecer ao Hoiol durante a campanha ainda pode contribuir. Basta dirigir-se a qualquer posto de coleta do Hemopa e informar o código 1766. Serviço: Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 e 19 anos. Atualmente, a unidade gerenciada pelo Instituto Diretrizes, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), atende mais de 900 pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e de estados vizinhos. Foto: Jaíne Oliveira/Ascom Hoiol