Hospital Octávio Lobo orienta sobre sintomas de tumores cerebrais em crianças

Hospital Octávio Lobo orienta sobre sintomas de tumores cerebrais em crianças Referência no tratamento especializado do câncer infantojuvenil, unidade de saúde do Pará promove a campanha ‘Maio Cinza’ Por Ellyson Ramos28/05/2025 12h52 A oncopediatra do Hoiol, Sweny Fernandes, durante atendimento a paciente com tumor cerebral internada na unidade. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL Nas tonalidades que ilustram o calendário anual da saúde, o mês de maio ganhou a cor cinza e um propósito: a conscientização sobre o câncer cerebral. Em Belém, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL), unidade de saúde que oferece tratamento especializado a crianças e adolescentes com todos os tipos de câncer, alerta para sinais da neoplasia, cujos sintomas podem ser confundidos com outras doenças. O Sistema Nervoso Central (SNC) é composto pelo cérebro e pela medula espinhal, e os tumores nessas regiões surgem devido ao crescimento de células anormais. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que até o fim do triênio 2023-2025 sejam diagnosticados 11.490 casos no Brasil a cada ano. Desses, cerca de 6.110 casos devem ocorrer em homens e aproximadamente 5.380 em mulheres. Ainda segundo o órgão do Ministério da Saúde (MS) aproximadamente 88% dos tumores do SNC ocorrem no cérebro. Oncopediatria – A leucemia é o câncer pediátrico mais comum, contudo, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) destaca que tumores no SNC ocupam a segunda posição entre os tipos mais frequentes em crianças. Por isso, a entidade recomenda atenção dos responsáveis e profissionais da saúde às mudanças rápidas no comportamento, alterações de humor e crises convulsivas, que podem ser sinais do câncer cerebral. Dos 977 pacientes em acompanhamento no Hospital Octávio Lobo, 277 tratam algum tipo de tumor cerebral. Astrocitoma, meduloblastoma e glioma são as neoplasias mais incidentes registradas em usuários da unidade. Conscientização – O ‘Maio Cinza’ busca alertar a população sobre a importância e os desafios do diagnóstico precoce para o tratamento da doença complexa e de potencial impacto neurológico. Para a oncologista pediátrica do HOIOL, Sweny Fernandes, a campanha é um esforço coletivo que divulga informações que salvam vidas. “A campanha conscientiza e alerta responsáveis e profissionais da saúde, principalmente os da atenção básica, sobre os sinais e sintomas que podem indicar um tumor cerebral. É mito, por exemplo, achar que uma pancada na cabeça é a causa do tumor cerebral. Os pais precisam se atentar aos sinais persistentes e os profissionais devem investigar com responsabilidade. Quanto antes detectamos o tumor, maiores são as chances de cura. Portanto, é fundamental capacitar os profissionais que atuam nas pontas para reconhecer os sintomas iniciais e diferenciá-los dos sinais de doenças comuns da infância”, explicou Sweny. Sintomas – Outros sinais mais associados ao surgimento de tumores cerebrais incluem: vômitos persistentes, principalmente pela manhã, dores de cabeça, sonolência excessiva, perda de apetite e alterações visuais. Sintomas esses que, como ressalta Sweny, podem aparecer em doenças mais simples, o que torna o diagnóstico precoce mais complexo. “Quando o tumor avança, além desses sinais, surgem quadros de hipertensão intracraniana, desmaios e outros sintomas neurológicos evidentes.” Diagnóstico e tratamento – O diagnóstico é confirmado por meio de exames de imagem como ressonância magnética e tomografia, seguidos de biópsia. O tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia, conforme o tipo e a localização do tumor. A dona de casa Daniele Oliveira, mãe de Lucas Pietro, hoje com 13 anos, relembra os momentos de angústia vividos quando o filho caçula apresentou os primeiros sinais da doença. O menino foi diagnosticado com um tumor cerebral aos 3 anos, após meses de sintomas que foram inicialmente tratados como virose. “Ele parou de comer, dormia demais, vomitava muito. Algo me dizia que não era uma virose. Depois do exame de tomografia, o médico viu o tumor do tamanho de um limão”, recordou. Lucas passou por uma cirurgia de dez horas, ficou quase quatro meses internado na Unidade de Terapia Intensiva e precisou reabilitar alguns movimentos. “Voltou a andar com muita fisioterapia e fé”, relata a mãe, emocionada. A fé, inclusive, foi um dos pilares que sustentou a família durante a tempestade. “Acreditamos muito em Deus e o Lucas tem uma força incrível, uma fé silenciosa. Isso nos dá força também. Hoje ele está em acompanhamento, é independente, mesmo com algumas limitações, e faz tudo com alegria. Passamos por uma batalha, mas estamos superando com fé e esperança. Que, com a campanha, os pais possam observar melhor seus filhos e procurar um médico, caso suspeite dos sintomas ou a criança apresente queixas”, afirmou. “O Maio Cinza e todas as campanhas aderidas no Oncológico Infantil nos mostram que precisamos, enquanto sociedade, romper as barreiras do desconhecimento e da desinformação. Promover a conscientização sobre tumores cerebrais é proporcionar diagnósticos precoces e ampliar as chances de cura dos usuários. O câncer infantil é desafiador, mas cada criança atendida no HOIOL nos ensina sobre coragem”, concluiu o diretor administrativo do Hospital Octávio Lobo, César Gonçalves.
HRPL destaca papel estratégico da enfermagem no cuidado às comunidades indígenas

HRPL destaca papel estratégico da enfermagem no cuidado às comunidades indígenas Hospital Regional de Paragominas reforça ações humanizadas e qualificação profissional no mês dedicado à Enfermagem Por Pedro Amorim25/05/2025 15h51 Foto: AscomHRPL No mês dedicado à Enfermagem, o Hospital Regional Público do Leste (HRPL), em Paragominas, reforça a relevância desses profissionais na promoção da saúde e na atenção especializada, com destaque para sua atuação no Programa de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi). Na Região do Rio Capim, o trabalho estratégico e humanizado da equipe de enfermagem é fundamental para garantir a qualidade do atendimento às comunidades indígenas. A diretora Assistencial do HRPL, enfermeira Karla Negrão, explica que o Pnaspi é um subsistema do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado ao atendimento integral e diferenciado dos povos indígenas. “Ele inclui a atenção básica, com ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, além da atenção especializada em hospitais e outros serviços de média e alta complexidade”, detalha. Segundo Karla, desde o segundo semestre de 2024, o hospital vem implementando ações específicas voltadas à saúde indígena, com o objetivo de oferecer um atendimento qualificado, respeitoso e humanizado. Entre as principais iniciativas, estão: – Capacitações iniciais e periódicas para colaboradores e prestadores de serviço, com foco na comunicação intercultural e na compreensão da realidade dos povos indígenas no contexto da saúde;– Garantia do acesso integral à atenção especializada para os povos indígenas;– Atendimento diferenciado, considerando a diversidade sociocultural e as particularidades epidemiológicas e logísticas dessas populações;– Valorização dos saberes e práticas tradicionais indígenas, promovendo a participação das comunidades no planejamento e na implementação das ações de saúde;– Inclusão das etnias no sistema de prontuário eletrônico do HRPL, permitindo o cadastro adequado e o monitoramento dos atendimentos realizados;– Integração das ações em saúde com programas especiais e serviços de vigilância epidemiológica e sanitária. Foto: AscomHRPL Em consonância com o Conselho Regional de Enfermagem do Pará (COREN-PA), o HRPL promoveu a Semana de Enfermagem com o tema “Desafios da Enfermagem: A Jornada de Cuidado na Amazônia”. A programação marcou um momento significativo para a unidade, reunindo enfermeiros e técnicos de enfermagem comprometidos com a promoção da saúde e o bem-estar das populações indígenas, ribeirinhas e urbanas da região. O evento foi realizado nos dias 20 e 21 deste mês, na recepção central do hospital, com uma agenda que incluiu atividades de integração, ações de educação em saúde, homenagens e depoimentos. A proposta foi fortalecer o reconhecimento e a valorização do trabalho da enfermagem no contexto amazônico. Karla Negrão ressalta que o evento representa não apenas uma oportunidade de aprimoramento profissional, mas também um momento de reflexão sobre os desafios e a importância da enfermagem na realidade amazônica. “Os desafios para a enfermagem no cuidado à população da Amazônia são complexos e multifacetados, exigindo a adoção de estratégias que considerem questões como acesso, logística, infraestrutura, diversidade cultural e recursos limitados. A vasta extensão territorial, a difícil logística e a presença de comunidades indígenas com suas próprias práticas de saúde representam barreiras significativas”, afirmou. Aprovação da comunidade – Aldenora Carneiro, de 74 anos, integrante da comunidade indígena do Cajueiro, elogiou o atendimento recebido na unidade. “O acolhimento é excelente. Só temos a agradecer”, destacou. Serviço: O Hospital Regional Público do Leste integra a rede de saúde do Governo do Pará e fica na Rua Adelaide Bernardes, s/n, no bairro Nova Conquista, em Paragominas. Mais informações pelo telefone: 0800 5803291.
Quando o boi da Estrela Azul entra no Hospital Oncológico Infantil, a alegria celebra junto

Quando o boi da Estrela Azul entra no Hospital Oncológico Infantil, a alegria celebra junto Cortejo leva cultura popular e promove inclusão para crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer Por Leila Cruz24/05/2025 13h10 ‘Batalhão da Estrela’ encantou pacientes ao abrir a quadra junina da unidade de saúde. Foto: Leila Cruz/AscomHOIOL A manhã deste sexta-feira (23) não foi comum no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL). Nos corredores do hospital, o som contagiante dos tambores, maracás, reco-recos, trompetes anunciavam as toadas de boi. Fitinhas coloridas balançavam no ar, e sorrisos surgiam por trás das máscaras e dos lençóis. Era o Arraial do Pavulagem chegando com seu batalhão da Estrela Azul, em uma onda de cultura popular, alegria e responsabilidade social na abertura da quadra junina da instituição de saúde. Para os cerca de 80 pacientes que presenciaram a ação, entre crianças internadas e estudantes da Classe Hospitalar, mais que um espetáculo folclórico, o cortejo proporcionou um reencontro com a alegria. A cada passo do boi, a cada batida da percussão, desenhava-se um momento de leveza em meio à rotina de exames, medicamentos e isolamento social. “É como se a gente esquecesse por um instante que está num hospital”, disse Nilson Marques, de 19 anos, que faz tratamento contra linfoma e cursa o 1º e 2º na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). “A gente sorri, canta, se diverte. Isso faz muito bem para a cabeça e para o coração.” Foto: Leila Cruz/AscomHOIOL A ação não é nova. Desde 2015, o coletivo Arraial do Pavulagem leva o cortejo ao hospital como parte do calendário junino da instituição. A parceria, que já se tornou tradição, representa mais do que um momento festivo. É parte de um projeto sério de humanização do ambiente hospitalar, articulado por profissionais de saúde, educadores e voluntários que entendem que cuidar também é emocionar. Para Natacha Cardoso, coordenadora de Humanização do HOIOL, levar a cultura popular para dentro da unidade hospitalar tem um impacto além do entretenimento, também favorece o contexto educacional da Classe Hospitalar, onde a proposta é integrar saberes por meio da interdisciplinaridade. “Trazemos a cultura amazônica para dentro da sala de aula, e os alunos aprendem brincando. É um jeito lúdico e afetivo de aproximar conhecimento e identidade. Já para os pacientes internados e colaboradores, a presença do boi da Estrela Azul representa um respiro de bem-estar e alegria; o colorido das fitas, a música e o movimento contagiam todos à volta.” Segundo ela, alguns não podem sair do leito, mas aguardam ansiosos pelo momento. “Percebemos as crianças sentadinhas na porta do quarto, esperando o boi passar, claro que a segurança dos pacientes é sempre prioridade. Antes de qualquer ação com voluntários externos, a equipe de humanização se articula com a enfermagem para garantir que tudo ocorra com o máximo de cuidado. Por isso, meia hora antes da atividade, já sabíamos quais andares poderiam receber o batalhão. Assim, conseguimos levar a festa com segurança, promovendo um momento único de interação, sorrisos e leveza para todos que vivem a rotina hospitalar”, enfatizou. Foto: Leila Cruz/AscomHOIOL “Muitos dos nossos alunos vêm do interior e não têm contato com toda essa diversidade cultural. O Arraial traz para dentro do hospital um pedaço da nossa identidade. Eles aprendem, se reconhecem e se sentem parte de algo maior”, disse o professor Marcos Moraes, titular de Matemática da Classe Hospitalar Prof. Roberto França, que é resultado de um convênio de cooperação técnica com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). E por intermédio do Programa de Atendimento Educacional Hospitalar e Domiciliar (AEHD), vinculado à Coordenadoria de Educação Especial (Coees), da Seduc, são garantidas ações inclusivas que respeitam o direito de todos à educação, à cultura e ao encantamento pelo saber. Aprender com o corpo e com a alma – No embalo do boi, da quadrilha e do carimbó, as crianças também aprendem. A cultura popular, inserida de forma interdisciplinar nas atividades da Classe Hospitalar, desenvolve autonomia, autoestima e identidade. O jovem Nilson resume o que é viver a cultura em um ambiente de tratamento oncológico. “A gente passa muito tempo aqui. Se não fosse por essas atividades, a vida ia ficaria só cinza. Mas com o Arraial, tudo vira cor, som e esperança”, afirmou. Silvana Pimentel, coordenadora do Arraial do Pavulagem. Foto: Leila Cruz/AscomHOIOL Silvana Pimentel, coordenadora do Arraial do Pavulagem, falou com emoção sobre a participação do coletivo no hospital. “Hoje viemos com cerca de 24 brincantes, mas nosso batalhão é formado por mais de 1.200 pessoas. Todos gostariam de estar aqui, mas por questões de segurança e espaço, precisamos trazer apenas uma parte. Ainda assim, cada um que vem sabe da importância desse momento. É uma alegria imensa para o Arraial poder levar um pouco da nossa cultura popular, com toadas de boi, carimbó e quadrilha para dentro do hospital. A gente vem com o coração aberto, porque sabe que aqui a arte também é cuidado.” “O cortejo Arraial do Pavulagem pode durar apenas algumas horas, mas o que ele deixa dentro das crianças e adolescentes, e dentro de quem assiste, é emocionante. O riso de quem está em tratamento, o passo tímido de quem levanta da cama para ver o boi, a interação dos pais com as crianças. Tudo isso é parte de algo muito maior, porque a vida continua apesar do adoecimento”, ressaltou Sara Castro, diretora-geral do Hospital. Silvana Pimentel, coordenadora do Arraial do Pavulagem. Foto: Leila Cruz/AscomHOIOL Serviço – Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é referência na região Norte no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública, e atende pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e estados vizinhos.
Profissionais do Hospital Octávio Lobo participam do XIX Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica

Profissionais do Hospital Octávio Lobo participam do XIX Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica Gestores da unidade de saúde do Pará apresentaram trabalhos no evento, que reuniu especialistas para discutir avanços e desafios no tratamento do câncer infantojuvenil Por Ellyson Ramos19/05/2025 15h11 A diretora assistencial do HOIOL, Alnilan Urel, abordou os processos de enfermagem experienciados na unidade de saúde do Pará. Foto: Divulgação Sete trabalhos desenvolvidos por profissionais do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL) foram apresentados durante o XIX Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica, realizado entre os dias 14 e 17 de maio, em São Paulo (SP). O evento reuniu os principais nomes da especialidade no País e reforçou o compromisso da unidade de saúde paraense com a pesquisa, a inovação e o cuidado integral aos usuários atendidos. O tema central da 19ª edição do evento abordou a “Equidade no Tratamento da Oncologia Pediátrica: Garantindo Acesso Universal às Tecnologias e Avanços Terapêuticos para Aumentar as Chances de Cura”. Para a oncopediatra e diretora técnica do HOIOL, Alayde Wanderley, o congresso representou uma oportunidade para o compartilhamento de conhecimentos e experiências de profissionais de diferentes regiões do Brasil. “Percebemos que estamos no caminho certo. A participação de profissionais do HOIOL no evento foi de grande importância para o reconhecimento de uma pesquisa de qualidade, voltada para a regionalização, auxiliando na expansão e em benefícios para aplicabilidade no dia a dia da oncologia pediátrica no estado do Pará. Durante o evento, a região Norte pode mostrar as boas práticas utilizadas, trocar experiências, conhecer novas tecnologias com foco na atualização contínua”, afirmou a gestora. Fábia Araújo, Ana Lygia Melaragno, Alnilan Urel, Juliana Pepe Marinho e Adrielle Monteiro. Foto: Divulgação Durante o evento, Alayde apresentou um trabalho sobre revisão de tumores raros em oncologia pediátrica, participou como moderadora em duas mesas-redondas e palestrou em outros quatro momentos. “Foram palestras sobre políticas públicas que facilitam o acesso ao hospital de alta complexidade e sobre conhecer a rede assistencial de cada estado. Mostramos o protocolo de acesso ao HOIOL, que construímos com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e que facilitou a jornada do paciente”, explicou a especialista, eleita para integrar a diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), biênio 2025-2027. A oncopediatra e diretora técnica do HOIOL, Alayde Vieira, durante apresentação no evento nacional. Foto: Divulgação A diretora assistencial do HOIOL, Alnilan Urel, também palestrou no evento a convite de Ana Lygia Melaragno, enfermeira oncologista e presidente do comitê de Enfermagem da Sobope e da Sociedade Brasileira de Enfermagem (ABEn-SP). Durante a apresentação do trabalho “Processo de Enfermagem na Oncologia Pediátrica: Desafios e Perspectivas”, a diretora abordou resoluções do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), como a nº 736/2024, que dispõe sobre a implementação do processo de enfermagem em todo o contexto socioambiental em que ocorre o cuidado de enfermagem. A apresentação foi elogiada pela clareza e por conter relato de experiência do trabalho desenvolvido no HOIOL. Alnilan Urel, Fábia Araújo, Adrielle Monteiro, Renata Braga, Karoline Silva e Alayde Wanderley. Foto: Divulgação “Nossa participação no Congresso foi uma experiência ímpar, um privilégio estar com uma equipe representando o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, o maior hospital público do Brasil em leitos exclusivos para oncopediatria. Conseguimos visibilidade e demonstrar que o processo de enfermagem no HOIOL está sedimentado. Além disso, fortalecemos laços e representamos os profissionais de enfermagem que atuam na oncologia pediátrica no estado do Pará”, afirmou Alnilan, que também apresentou o estudo, “Avaliação da Adesão ao Protocolo de Deterioração Clínica em Unidade de Internação de um Hospital Oncológico Pediátrico”. “A oncologia pediátrica ainda é uma área com conteúdo científico escasso. Contudo, os estudos apresentados no evento trouxeram atualidades na área e incentivos à pesquisa. Os conteúdos apresentados nos proporcionaram reflexões e aprendizados para realizar a busca de uma melhoria contínua para uma assistência segura”, concluiu Alnilan. A coordenadora do SCIH do Hospital Octávio Lobo, Adrielle Monteiro, apresentou trabalhos no XIX Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica. Foto: Divulgação Conhecimento – Foram apresentados ainda os trabalhos: “O Uso de Jogo de Tabuleiro Sobre Bactérias Multirresistentes: Ação Educativa Voltada a Pacientes Oncológicos e Acompanhantes”, “Hora Dourada na Otimização do Tempo de Atendimento a Pacientes Oncológicos Febris: Um Estudo de Melhoria Contínua” e “Ação Educativa Prática de Incentivo à Higienização de Mãos Voltada para Pacientes Oncológicos Infantojuvenis”, apresentados pela coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Adrielle Monteiro. Para Adrielle, os congressos científicos, além de promoverem atualização profissional, são espaços estratégicos para discutir fragilidades e ampliar redes de colaboração. “Eventos como esse nos ajudam a entender que alguns desafios são comuns em outras regiões do Brasil. Foi muito gratificante perceber que a nossa atuação não fica atrás das atividades realizadas em outros estados e receber elogios de profissionais renomados, como a enfermeira Ana Lygia. Ver nosso trabalho reconhecido nos motiva ainda mais a continuar e a documentar o que fazemos com tanta dedicação”, destacou. Outro ponto destacado pela coordenadora do SCIH foi a influência da produção científica na consolidação das práticas realizadas no dia a dia hospitalar. “Não é achismo. O que fazemos tem fundamentação científica. Temos indicadores que mostram o que está funcionando e o que precisa melhorar. Isso se traduz em um atendimento melhor para o usuário”, afirmou Adrielle. A diretora assistencial, Alnilan Urel, a coordenadora do SCIH, Adrielle Monteiro, e a coordenadora da Quimioterapia e da UAI, Fábia Araújo, posam com pôsteres de seis dos sete trabalhos apresentados no evento. Foto: Divulgação A coordenadora da Quimioterapia e da Unidade de Atendimento Imediato (UAI) do HOIOL, Fábia Araújo, defende que “a interação com outros especialistas e a troca de feedbacks foram muito valiosas, ajudando a enriquecer ainda mais os processos”. Ela é autora dos estudos “Protagonismo do Enfermeiro Frente às Melhorias Implantadas no Ambulatório de Quimioterapia em um Hospital Oncológico Pediátrico” e “Elaboração de Algoritmos para a Escolha de Cateteres Venosos em um Hospital Oncológico Pediátrico”, ambos apresentados durante o congresso. A oncopediatra do HOIOL, Karoline Silva, durante apresentação de trabalho. Foto: Divulgação “Sabemos que a enfermagem
Campanha reforça importância da higienização das mãos no ‘Octávio Lobo’

Campanha reforça importância da higienização das mãos no ‘Octávio Lobo’ Atividades envolvem treinamentos, palestras e monitoramento das práticas seguras de higiene no ambiente hospitalar Por Leila Cruz16/05/2025 12h04 Carlos Pereira, de 68 anos, acompanhava a filha, de 19 anos, no hospital quando participou de uma ação sobre a temática. Foto:Jaine Oliveira/AscomHOIOL Com o tema “Luvas, às vezes; higiene das mãos, sempre”, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL), em Belém (PA), intensificou, neste mês de maio, as ações de conscientização sobre a importância da higienização das mãos. A iniciativa é promovida pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) da unidade e integra a programação do Dia Mundial de Higiene das Mãos, celebrado no último dia 5 de maio, e do Dia Nacional do Controle de Infecção Hospitalares, comemorado em 15 de maio. As atividades seguem até o fim deste mês com palestras para os pacientes e familiares, concurso do melhor cartaz informativo e Dia da D da Qualidade e treinamento sobre a temática. Os profissionais de Saúde passam por treinamento sobre a temática. Foto:Jaíne Oliveira/AscomHOIOL A campanha reforça a relevância de um gesto simples, mas de grande impacto na segurança do paciente e na prevenção de infecções. “Sempre que fazemos campanhas de higiene das mãos, reforçamos os cuidados, a importância dessa medida simples e envolvemos tanto o profissional quanto o paciente e o acompanhante. Nós percebemos uma melhoria nos indicadores porque relembra as equipes da importância e do impacto dessa medida na redução das infecções”, destacou a enfermeira Adrielle Monteiro, coordenadora do SCIH do hospital. Segundo Adrielle, a adesão das equipes à higiene de mãos é monitorada mensalmente por observação direta. “Os observadores avaliam se os profissionais estão cumprindo os cinco momentos da higienização das mãos, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados são tabulados por setor e categoria profissional, e os resultados são apresentados às equipes, permitindo que visualizem como sua adesão impacta diretamente os indicadores de infecção”, explicou. Os profissionais de saúde passam por treinamento sobre a temática. Foto:Jaíne Oliveira/AscomHOIOL Carlos Pereira, de 68 anos, acompanhava a filha, de 19 anos, no hospital quando participou de uma ação sobre a temática. Ele contou que a jovem já passou por quatro intervenções cirúrgicas para tratar um tumor no crânio. “A higienização é necessária para todos nós. Todo dia, toda hora, você tem que fazer a higienização total. Tanto nas mãos quanto dentro de casa. Com o agravamento do quadro dela, redobramos a atenção, principalmente durante a pandemia que veio nos ensinar o quanto a limpeza e a higienização das mãos são importantes”, afirmou. Além da campanha, o hospital conta com uma série de projetos contínuos que incentivam a prática, como o “Infectômetro”, que discute mensalmente os índices de infecção e a adesão à higiene das mãos. Há também o projeto “Infecção Zero”, que reconhece os setores com melhor desempenho e ausência de infecções. “No dia a dia, orientamos pacientes e familiares sobre a importância da higiene das mãos e utilizamos materiais lúdicos, como jogos e a nossa ‘caixa mágica’, para tornar o aprendizado mais acessível e atrativo”, explica Adrielle. O hospital, que é gerenciado pelo Instituto Diretrizes, sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública, também participa de iniciativas nacionais, como o “Saúde em Nossas Mãos”, parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), cujo foco principal é a redução de infecções em unidades de terapia intensiva. As ações, no entanto, são expandidas para outros setores da instituição. A coordenadora ainda enfatiza que a higiene das mãos deve ser uma prática constante, tanto no ambiente hospitalar quanto no dia a dia da população. “Durante a pandemia, aprendemos mais sobre a importância dessa medida simples. Com água e sabão ou álcool 70%, podemos salvar vidas. Higienizar as mãos é prestar um cuidado de qualidade, é atuar com segurança e com amor. Isso vale também em casa, no convívio com a família e em eventos com aglomeração, pois muitas doenças infecciosas são transmitidas na comunidade.” A enfermeira Adrielle aproveita o mês de maio para homenagear os profissionais de controle de infecção. “O profissional controlador de infecção é estratégico em qualquer instituição de saúde. Ele atua diariamente para reduzir e prevenir infecções, incentiva a higiene das mãos, promove campanhas e treinamentos. Parabenizo a todos os nossos colaboradores do SCIH, que estão sempre junto da equipe, promovendo um cuidado cada vez mais seguro para nossos pacientes”, concluiu. Palestras foram ministradas para pacientes e acompanhantes. Foto:Jaíne Oliveira/AscomHOIOL
Alunos da Classe Hospitalar do Oncológico Infantil visitam o Centro de Ciências e Planetário do Pará

Alunos da Classe Hospitalar do Oncológico Infantil visitam o Centro de Ciências e Planetário do Pará Crianças e adolescentes participaram de sessão na cúpula de projeção Kwarahy e contemplaram experiências em diferentes áreas das ciências naturais Por Ellyson Ramos15/05/2025 20h49 Os visitantes participaram de sessão na cúpula de projeção Kwarahy e contemplaram experiências em diferentes áreas das ciências naturais. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL Nesta quinta-feira (15), alunos da Classe Hospitalar Professor Roberto França, do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL), visitaram o Centro de Ciências e Planetário do Pará (CCPPA), da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Acompanhados dos responsáveis e de profissionais da classe e da unidade de saúde, os estudantes contemplaram experimentos e participaram de sessão na cúpula de projeção Kwarahy, equipamento cujo nome tupi-guarani significa sol, e é o responsável por ampliar a imersão dos espectadores em uma jornada visual pelo universo. Com mais de 11m de diâmetro e capacidade para receber 105 pessoas por sessão, a cúpula do planetário paraense conta com o projetor Zeiss Skymaster ZKP-3. Foi por meio do aparelho que o público observou mais de 7 mil estrelas, bem como a lua, planetas e galáxias. “Essa atividade foi muito boa para aumentar o conhecimento das crianças e também para saírem do ‘mundo do hospital’. Gostei de ver as estrelas, conhecer o nome delas e das constelações”, disse a dona de casa Adaly Oliveira, 25 anos, mãe de Wallace, de 7 anos. A criança luta contra a leucemia e é um dos 47 alunos que frequentam a classe hospitalar do HOIOL. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL Além da viagem pelo sistema solar, a excursão proporcionou outros momentos de aprendizado e diversão a pais e alunos. Destaque para demonstrações científicas, que encantaram estudantes como a pequena Thayla Brito, 10 anos. “Eu gostei muito das estrelinhas e dos planetas. Eu também gostei da parte dos bichinhos, das borboletas, dos gafanhotos, das cobras e das experiências com um fogo que ficava com cores diferentes. Foi uma forma de conhecermos e valorizarmos mais o nosso planeta e a ciência”, afirmou. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL Missão educativa – O Planetário do Pará “Sebastião Sodré da Gama” foi aberto em setembro de 1999 e em 2012 expandiu suas atividades com a criação do Centro de Ciências, o que permitiu a integração de diferentes áreas das ciências naturais. A professora responsável pela classe do HOIOL, Anna Elvira dos Santos, explica que a atividade pedagógica no local integra o projeto educacional intitulado “A Educação Hospitalar Semeando Saberes na Amazônia II”, executado na unidade. “A visita ao planetário é uma aula de campo que faz parte do nosso projeto anual e engloba todos os componentes de ciência da natureza e de matemática. Aqui no Planetário, os alunos vêem, na prática, tudo aquilo estudado na teoria. Os experimentos aqui realizados permitem a melhor assimilação do conteúdo que abordamos em sala de aula”, afirmou a educadora. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL Vale ressaltar que desde a inauguração do Hospital Octávio Lobo, em 2015, os usuários da unidade dispõem de um ambiente propício para o aprendizado. A classe hospitalar Prof. Roberto França é resultado de um convênio de cooperação técnica com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). E por intermédio do Programa de Atendimento Educacional Hospitalar e Domiciliar (AEHD), vinculado à Coordenadoria de Educação Especial (Coees), da Seduc, são garantidas ações inclusivas que respeitam o direito de todos à educação, à cultura e ao encantamento pelo saber. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL “Acho que essas experiências são muito importantes para o desenvolvimento escolar dos nossos filhos, que são muito curiosos e que se sentem bem visitando outros lugares”, disse Sandrielly Couto, 29 anos, mãe de um dos alunos da classe. “No planetário vi coisas que jamais imaginei ver. É muito diferente observar com tantos detalhes os planetas, as estrelas. Foi muito importante para meu filho, mas também para mim, sabe? Vi também animais que eu nunca tinha visto pessoalmente, e de tão pertinho. Tudo é interessante naquele lugar”, completou Fernanda do Nascimento, 38 anos, mãe de outro estudante. Serviço – Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é referência na região Norte no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública, e atende pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e estados vizinhos.
No Hospital Octávio Lobo, campanha de doação de sangue reforça solidariedade no tratamento de crianças com câncer

No Hospital Octávio Lobo, campanha de doação de sangue reforça solidariedade no tratamento de crianças com câncer Em parceria com a Fundação Hemopa e Defensoria Pública do Estado, ação sensibilizou doadores quanto a importância do recurso para dos usuários da unidade de saúde Por Ellyson Ramos25/04/2025 20h03 Colaboradores, voluntários, pacientes e acompanhantes participaram da programação. Foto:Jaíne Oliveira/AscomHOIOL Nesta sexta-feira (25), voluntários compareceram ao Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL), em Belém, para participar de mais uma campanha de doação de sangue da unidade. A ação, promovida em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) e Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA), arrecadou 79 bolsas, que podem beneficiar até 316 pessoas. Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o HOIOL é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. Na unidade, gerenciada pelo Instituto Diretrizes (ID), sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), 968 pacientes estão em tratamento e 1313 seguem em acompanhamento. São crianças e adolescentes oriundos dos 144 municípios paraenses e estados vizinhos. “É motivo de orgulho para todos nós contar com a parceria da Fundação Hemopa, da Defensoria Pública do Estado e de tantos voluntários em mais uma campanha de doação de sangue no Oncológico Infantil. Garantir o suporte transfusional necessário aos pacientes é um compromisso coletivo. Por isso, não medimos esforços para mobilizar, conscientizar e sensibilizar o maior número possível de pessoas a cada edição”, afirmou a diretora-geral da unidade, Sara Castro. Ovos de Páscoa foram distribuídos durante a ação. Foto: Divulgação. A assistente social Camila Medina, da Gerência de Captação de Doadores da Fundação Hemopa, reitera que as campanhas, realizadas em parceria com diversas instituições, incentivam tanto as doações pontuais como contribuem para a convergência de voluntários em doadores recorrentes. “A programação do HOIOL é sempre impecável. As atrações mobilizam o público e nos ajudam na socialização de informações, que são importantes para a efetividade das ações. Sensibilizamos doadores para que também sejam regulares e nos ajudem a atender a uma demanda crescente por sangue. Para tanto, no Brasil, recomenda-se que os homens doem sangue a cada 60 dias, e as mulheres a cada 90 dias”, afirmou Camila. Colaboradora da unidade, a analista da Qualidade Jade Durans é doadora regular e elogiou a estrutura montada em frente à instituição. “A equipe do Hemopa é sempre muito atenciosa. Além disso, gostei muito da parceria com a Defensoria Pública e aproveitei para emitir minha identidade e também para doar. Afinal, doar é uma forma simples e concreta de salvar vidas”, disse. Sandra e Sandy agradeceram aos doadores que participaram de mais uma campanha do Oncológico Infantil. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL Parceria – A campanha contou pela primeira vez com a participação da DPE-PA, por meio do programa Balcão de Direitos. Segundo Luiz Farias, coordenador de ações do programa, a iniciativa tem sido fundamental para ampliar o acesso da população a serviços essenciais, como emissão de RG, CPF, carteira de trabalho, atualização de título de eleitor e orientações jurídicas. Além de atender pacientes, acompanhantes e colaboradores da unidade, os atendimentos beneficiaram também transeuntes sensibilizados pela campanha. “É uma ação importante que une cidadania e solidariedade. A Defensoria Pública do Estado está sempre à disposição para contribuir com iniciativas como esta”, afirmou Farias, destacando que a emissão de registro geral foi o serviço mais procurado nos atendimentos prestados. Márcia acompanha a filha, Ingrid, na luta contra a leucemia. Foto: Jaine Oliveira/AscomHOIOL Demanda – O biomédico da agência transfusional do Hospital Octávio Lobo, Matheus Bernardes, explica que a unidade realiza, em média, 400 transfusões de hemocomponentes por mês, considerando concentrado de hemácias, plaquetas, plasma fresco congelado e crioprecipitado. “Esse consumo está diretamente relacionado à alta demanda transfusional dos pacientes oncológicos pediátricos, que muitas vezes necessitam de múltiplas transfusões ao longo do tratamento, especialmente durante os períodos de quimioterapia intensa. Esse tratamento causa a supressão da medula óssea, resultando em anemia e plaquetopenia, o que exige transfusões frequentes e criteriosas”, ressaltou. A paciente Ingrid Pinheiro, 5 anos, foi diagnosticada com leucemia há pouco mais de 1 ano e já precisou de suporte hemoterápico. A mãe da menina, a dona de casa Márcia Silviani, reforça que as doações são fundamentais para o tratamento da filha e de outras crianças. “É emocionante ver pessoas desconhecidas se mobilizando e doando. É o que a gente entende por solidariedade. A Ingrid já precisou de transfusões e foi graças a esses doadores que minha filha se encontra bem”, disse a bragantina de 28 anos, que, embora não possa doar sangue, incentiva amigos e familiares a irem ao Hemopa. Balcão de Direitos da DPE levou diversos serviços à comunidade. Foto: Ellyson Ramos/AscomHOIOL Febre, dor de cabeça, fraqueza e enjoos recorrentes foram alguns dos sintomas que fizeram a barcarenense Sandra Macedo, de 28 anos, levar a filha Sandy, 11 anos, ao médico. O diagnóstico de leucemia veio junto com a necessidade de transfusões, o que mobilizou familiares da menina. “Ela precisou de várias transfusões e agradeço a cada pessoa que doou e que doa, pois continua ajudando no tratamento dela”, afirmou a profissional de apoio a pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Diante do agradecimento externado pela mãe, Sandy compartilha sua experiência sobre o medo de agulhas e incentiva outras pessoas a superarem seus “temores” em prol daqueles que precisam de sangue. “Não precisa ter medo de doar, basta querer e pensar no bem que está fazendo. Eu tenho medo de agulha, mas pelo tratamento eu enfrento. Fecho os olhos e penso na cura”, encerrou a menina.
Hospital Octávio Lobo realiza Workshop que inspira ação e protagonismo

Hospital Octávio Lobo realiza Workshop que inspira ação e protagonismo Evento reúne pacientes, acompanhantes e colaboradores em dia de palestras e troca de experiências Por Leila Cruz15/04/2025 17h127 Ciclo de palestras orientaram colaboradores e usuários sobre empreendedorismo. Foto: Jaíne Oliveira/Ascomhoiol Nesta terça-feira (15), o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL) promoveu a 3ª edição do Workshop de Empreendedorismo: “Da Interação à Ação”. A iniciativa, que faz parte do projeto “Canto do Empreendedor”, reuniu colaboradores da unidade, pacientes e acompanhantes em um ciclo de palestras voltado à capacitação, à troca de experiências e ao incentivo ao protagonismo. O evento interativo fortalece a feira realizada mensalmente para incentivar o comércio de produtos feitos por colaboradores, pacientes e responsáveis de crianças e adolescentes em tratamento na instituição de saúde. Para Elizabeth Cabeça, integrante do Escritório de Experiência do Paciente (EEP), iniciativas como essa ampliam o papel social do hospital ao promover autonomia entre as pessoas que convivem diariamente na instituição, para além do cuidado clínico e valorizando o potencial humano de cada indivíduo. “A ideia do workshop é justamente ajudar aquela mãe, aquele paciente, que já tem a intenção de empreender, a dar o primeiro passo. É uma forma de incentivar todos a saírem da zona de conforto, ganharem mais nos seus projetos e transformarem ideias em realidade. Há seis meses, nossa diretora-geral percebeu o interesse dos nossos colaboradores em participar da nossa feira, então reformulamos o projeto para incluir esse público também”, explicou. As atividades contaram com a participação de palestrantes atuantes no cenário do empreendedorismo regional, como Marcos Lopes, Ricardo Polaro e Vivan Virgolino. As falas abordaram temas essenciais como tomada de decisão, geração de valor e estruturação de negócios. O objetivo foi incentivar os participantes a transformar inspirações em atitudes concretas no mercado. Marcos Lopes, da Psytreinde, o óbio perfeito transforma. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol. Marcos Lopes, da Psytreinde, compartilhou com o público uma reflexão inspiradora sobre a importância de valorizar o óbvio nas decisões do dia a dia, seja na vida pessoal ou nos negócios. “O óbvio é transformador. Às vezes, estamos tão focados no complexo que esquecemos do simples. É o óbvio bem feito que transforma. E trazer esse olhar para os empreendimentos pode fazer toda a diferença”, disse. Já Ricardo Polaro, CEO do Grupo Polaro, destacou o papel da venda como base de qualquer empreendimento. “Vender é fácil, é um processo. É sobre se relacionar, não é sobre focar no dinheiro. E quanto mais pessoas entenderem isso, mais nossa região cresce, porque todo mundo pode ser empresário”, afirmou. Polaro também destacou a importância de parcerias como essa com o hospital, que aproximam conhecimentos práticos do público que mais precisa. Socorro Jastes, 65 anos, costureira há mais de duas décadas, foi uma das ouvintes mais atentas do evento. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHoiol Socorro Jastes, 65 anos, costureira há mais de duas décadas, foi uma das ouvintes mais atentas do evento. “Eu sempre prezei pelo básico, mas com qualidade. E ouvir que o óbvio pode ser transformador só reforça o que eu já acreditava. Gostei muito do conteúdo, principalmente sobre negociação e especificação dos produtos”, contou. Socorro, que já participou de cooperativas no passado, hoje trabalha com a cunhada diretamente da casa dela e atende a uma clientela fiel, principalmente em datas comemorativas como o São João. Juliana Fonseca, líder do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) do Hoiol e fundadora da marca “Brownie da Ju”. Foto: Leila Cruz/AscomHoiol Juliana Fonseca, líder do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) do Hoiol e fundadora da marca “Brownie da Ju”, compartilhou a experiência com o Canto do Empreendedor. “O projeto e esse workshop ajudaram muito a entender nosso público, a nos posicionar melhor e valorizar o nosso produto. Começamos pequeno, mas com conhecimento conseguimos expandir nossos horizontes”, relatou.
Hospital Oncológico Infantil capacita equipe para atendimentos a pacientes autistas

Hospital Oncológico Infantil capacita equipe para atendimentos a pacientes autistas Para aprimorar o acolhimento, HOIOL firmou parceria com projeto de inclusão quer desenvolver protocolo específico para os atendimentos das pessoas atípicas Por Leila Cruz04/04/2025 13h10 A capacitação de profissionais da unidade proporciona melhor acolhimento aos pacientes com Transtorno do Espectro Autista. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL Abril Azul é o mês dedicado à conscientização sobre o autismo, e o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL) realizou um ciclo de palestras, nos dias 2 e 3, desta semana, com o intuito de capacitar seus profissionais para oferecer o melhor acolhimento a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Durante o evento, especialistas compartilharam estratégias de comunicação e técnicas de adaptação de ambientes, com o objetivo de proporcionar um atendimento mais humanizado e eficaz a crianças e adolescentes com o transtorno. A diretora-geral Sara Castro afirmou que a iniciativa quer assegurar um cuidado integral, respeitando as especificidades e necessidades das pessoas atípicas, promovendo um atendimento mais inclusivo e sensível. “Estamos preparando a nossa equipe para desenvolver um protocolo de atendimento específico para pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), assegurando um acolhimento prioritário e respeitoso. Acreditamos que essa abordagem é o pontapé inicial para aprimorar a qualidade da assistência oferecida aos nossos usuários”, disse Sara Castro. Rosenilde Santos, especialista em psicopedagogia, ministrou a palestra ’Quando a Gente se Conscientiza, as Peças se Encaixam’. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL Natacha Cardoso, coordenadora de Humanização do HOIOL, enfatizou que, por ser uma unidade pediátrica, o hospital já oferece atendimento prioritário e segue a classificação de risco da escala Manchester. No entanto, destacou a importância de um olhar diferenciado para pacientes autistas. A palestra “Autismo e Humanização No atendimento Hospitalar: compreendendo e acolhendo, ministrada por Geovana Quadros e Rafaela Freitas. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL “Esse entendimento surgiu após ouvirmos as mães atípicas, o que nos levou a rever nossos processos internos e desenvolver um projeto piloto focado na inclusão e capacitação, que também abrangeu atendimento humanizado para povos indígenas e surdos. A ideia é garantir um acolhimento mais empático, inclusivo e atento às particularidades de cada paciente. A coordenadora enfatizou que, “apesar de estarem apenas no início dessa jornada, o hospital iniciou ações para sensibilizar tanto os profissionais quanto às famílias sobre o autismo’. Natacha também compartilhou uma parceria com a Usina da Paz, que fornecerá capacitação e certificação para os colaboradores. “O hospital tem sido reconhecido por sua abordagem única e pioneira no atendimento a pacientes autistas, sendo um exemplo de esforço para criar um ambiente mais inclusivo e sensível às necessidades desse público. Dinâmicas com foco na inclusão foram realizadas na unidade de saúde. Foto: Jaíne Oliveira/AscomHOIOL “Durante a programação, foi anunciada a implementação de mudanças no fluxo de atendimento, como a inclusão do autismo na classificação de risco e a identificação do paciente no prontuário eletrônico, garantindo que mães não enfrentam dificuldades na recepção. Além disso, a equipe multidisciplinar será mobilizada para oferecer um atendimento individualizado, considerando as limitações sensoriais e emocionais dos pacientes, com o objetivo de aprimorar o acolhimento e a qualidade do cuidado, marcando o início de uma trajetória de melhorias contínuas no hospital”, afirmou Natacha Cardoso. Ana Rodrigues e o filho Afonso, de 5 anos. Foto: Divulgação Mãe de Afonso Gabriel Santos, de 5 anos, Ana Débora Rodrigues, 34 anos, destacou que o menino é não verbal e tem restrição ao toque, o que dificulta o atendimento. “Estou muito feliz com o esforço do hospital em capacitar os funcionários para lidar com as particularidades das crianças autistas, como saber o momento certo de interagir ou respeitar as crises. Essa evolução não beneficiará apenas meu filho, mas todas as crianças que precisam de acolhimento especializado, proporcionando maior segurança e conforto tanto para as famílias quanto para a equipe hospitalar”, disse. Além da palestra “Autismo e Humanização No atendimento Hospitalar: compreendendo e acolhendo, ministrada por Geovana Quadros e Rafaela Freitas, o evento também contou com a participação de Rosenilde Santos, mestre em docência e especialista em psicopedagogia que atua no projeto de inclusão Usina da Paz Jurunas – Condor, ministrou a palestra’ Quando a gente se conscientiza, as peças se encaixam”. Ela frisou que o acolhimento vai além da humanização; trata-se de respeitar e entender as necessidades das pessoas atípicas ou neurodivergentes, destacando a empatia como essencial nesse processo. “Essa parceria visa ampliar os serviços oferecidos para crianças neurodivergentes e respectivas famílias, oferecendo apoio em terapias, avaliações e orientações sobre os primeiros passos para o atendimento adequado. A colaboração entre as instituições visa melhorar o atendimento e esclarecer dúvidas, proporcionando um suporte mais completo. Esperamos consolidar esses laços e fortalecer o papel de humanização e acolhimento no Hospital Oncológico Infantil, em conjunto com o projeto de inclusão da Usina”, concluiu Rosenilde Santos.
Baixo Tocantins: Hospital Santa Rosa promove ação em comemoração ao Dia Nacional de Segurança do Paciente

Hospital Santa Rosa promove ação em comemoração ao Dia Nacional de Segurança do Paciente A iniciativa, destinada a fomentar a segurança e a excelência no atendimento aos pacientes, teve a participação de profissionais da área da saúde, administradores e representantes da Esamaz Por Wellington Hugles01/04/2025 15h11 Participaram da ação educativa os profissionais da área da saúde, administradores e formandos da Faculdade Esamaz. Foto: Ascom HRBTSR Durante todo o mês de abril, o Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR) promoverá uma programação especial focada na segurança do paciente, enfatizando atividades educacionais e interativas com profissionais da saúde, pacientes e seus acompanhantes. A abertura oficial ocorreu na manhã desta terça-feira (1), no hall de entrada do hospital, abrangendo os setores de G.O, NIR e Tomografia. A ação educativa sobre o tema “Metas Internacionais de Segurança do Paciente” contou com o suporte dos formandos da Escola Superior da Amazônia (Esamaz), localizada em Abaetetuba (PA). A programação abordou temas relevantes, como: Identificação Segura do Paciente, Administração Segura de Medicamentos e Checklist para uma Cirurgia Segura. Foto: Ascom HRBTSR Entre os pacientes assistidos, Amélia Santos Cunha, 57 anos, moradora da zona das ilhas de Abaetetuba, que aguardava para fazer uma tomografia, teve a chance de aprender sobre como prevenir quedas – um perigo frequente entre pacientes em tratamento ambulatorial. Ademais, Carlos, Sandra, Giselle e Aurélio, que aguardavam consultas ambulatoriais, também se envolveram na campanha de sensibilização que se prolongou durante a tarde e à noite. Foto: Ascom HRBTSR As atividades integram as celebrações pelo Dia Nacional da Segurança do Paciente, comemorado em 1º de abril. Todas as atividades abordam a questão das necessidades do paciente, assegurando um acesso seguro e de alta qualidade. Durante o mês, serão discutidos outros assuntos relevantes, tais como Identificação Segura do Paciente, Administração Segura de Medicamentos e Checklist para uma Cirurgia Segura. Foto: Ascom HRBTSR De acordo com o diretor-geral do Hospital Santa Rosa, as iniciativas visam fomentar uma cultura proativa de segurança e prevenção na unidade. O objetivo da nossa programação é conscientizar toda a equipe de saúde, bem como os pacientes e seus acompanhantes. Compreendemos que cada comportamento é importante e que a segurança é um dever coletivo. “Com essas medidas, queremos reforçar o compromisso do Instituto Diretrizes (ID), responsável pela gestão compartilhada da nossa instituição, com a excelência no serviço e a salvaguarda de todos os pacientes”, destacou. Foto: Ascom HRBTSR O Hospital Santa Rosa enfatiza a importância da segurança do paciente em todas as fases do cuidado, desde a prevenção até o tratamento, com o objetivo de assegurar um serviço de alta qualidade e livre de perigos para seus pacientes.
