Hospital Octávio Lobo é certificado por boas práticas em nutrição

Projeto Nutri D+ reconhece boas práticas, segurança alimentar e atendimento humanizado na assistência a crianças e adolescentes com câncer

Por Ascom Hoiol
29/10/2026 17h00

Honraria reforça a importância da atuação da Nutrição no cuidado integral às crianças e aos adolescentes em tratamento oncológico. Foto: Ascom Hoiol

BELÉM (PA) – O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) recebeu a certificação do projeto Nutri D+, do Conselho Regional de Nutrição da 7ª Região (CRN-7) . A iniciativa reconhece e valoriza boas práticas no exercício profissional da Nutrição. Durante solenidade realizada no auditório do Centro Universitário Fibra foram entregues os certificados aos nutricionistas e às equipes técnicas das instituições que alcançaram a meta-padrão em Nutrição, referente ao ano de 2025.

Conforme explica a diretora assistencial do Hoiol, Alnilan Urel, a instituição alcançou o índice de conformidade nos indicadores qualitativos e quantitativos aplicados pela fiscalização do CRN-7. Segundo a gestora, “a conquista representa o compromisso da instituição com a segurança do paciente, o alinhamento regulatório e a constante busca pela qualidade da assistência na oncologia pediátrica”.

A certificação abrange a atuação integrada de toda a cadeia produtiva, desde nutricionistas até fornecedores, copeiros e lactaristas. A supervisora do Serviço de Nutrição e Dietética, Bianca Oliveira, ressalta que o reconhecimento valida o rigor do fluxo assistencial, desde  o planejamento à distribuição das refeições, e destaca a  terapia nutricional personalizada no tratamento do câncer infantojuvenil.

A diretora assistencial Alnilan Urel afirma que a conquista representa constante busca pela qualidade da assistência na oncologia pediátrica. Foto: Ascom Hoiol

“A padronização das rotinas e o controle higiênico-sanitário nas etapas de aquisição, armazenamento e manipulação reduzem os riscos de doenças transmitidas por alimentos em pacientes imunossuprimidos. O monitoramento contínuo da triagem, a adequação do volume de terapia administrado e o controle das metas calóricas e proteicas sustentam a tolerância ao tratamento e minimizam a deterioração da massa corporal”, afirmou.

Na oncologia pediátrica, o acompanhamento nutricional combina o rigor científico e metabólico a uma abordagem sensível aos aspectos emocionais e sociais da alimentação, conforme explica a nutricionista. “As dietas são individualizadas para contornar reações adversas frequentes ao tratamento quimioterápico, como inapetência, alterações no paladar, náuseas e outros sintomas que afetam a aceitação alimentar na infância”, pontuou.

A integração multiprofissional fortalece o plano terapêutico diário ao conectar a Nutrição às equipes médica, de enfermagem e de humanização. “Essa articulação permite o compartilhamento em tempo real do quadro clínico do paciente, agilizando ajustes pontuais na prescrição dietética e assegurando o alinhamento entre as orientações médicas e a rotina do leito”, explicou a nutricionista.

Recursos lúdicos aliviam o estresse da internação sem comprometer as exigências de segurança alimentar. Foto: Divulgação.

Ações de humanização ajudam a transformar as diretrizes técnicas em momentos acolhedores no ambiente hospitalar. Recursos lúdicos, como pratos com apresentações atrativas, refeições temáticas e copeiros caracterizados com carros decorados, aliviam o estresse da internação sem comprometer as exigências de segurança alimentar.

Iniciativas lúdicas também engajam diretamente os pacientes e seus acompanhantes durante a recuperação. Entre as práticas adotadas pelo hospital estão o “Certificado de Bravura”, que celebra avanços no estado nutricional das crianças, e a participação no projeto voluntário “Pequenos Chefes”, que promove oficinas pedagógicas e interativas sobre alimentação.

O o "Certificado de Bravura", que celebra avanços no estado nutricional das crianças. Foto: Divulgação

O serviço de Nutrição e Dietética busca a melhoria contínua dos processos, a atualização contínua de protocolos assistenciais e o fortalecimento de indicadores de desempenho. O planejamento inclui treinamentos constantes para toda a equipe técnica e operacional, com foco em segurança do paciente e condutas baseadas em evidências científicas.

 

“Ao consolidar a cultura de responsabilidade técnica e empatia, o Hoiol demonstra que a rigidez dos protocolos de saúde e a humanização do atendimento são pilares complementares. Enquanto os protocolos garantem a segurança e a qualidade da assistência, as ações de acolhimento valorizam a individualidade, o vínculo e as pequenas conquistas de cada paciente”, conclui Bianca.