Gerenciada pelo Instituto Diretrizes, unidade é referência em oncologia pediátrica na região amazônica e se destaca em pesquisa que avaliou mais de 2,6 mil hospitais do país
Por Ellyson Ramos e Leila Cruz
08/01/2026 11h15

Referência no tratamento do câncer infantojuvenil na Amazônia, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL), em Belém (PA), está na lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil, segundo levantamento inédito do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross). A pesquisa, conduzida em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), avaliou unidades de todas as regiões do país.
A iniciativa analisou mais de 2,6 mil hospitais que atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foram consideradas elegíveis unidades federais, estaduais ou municipais com mais de 50 leitos e produção assistencial registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde (MS), entre agosto de 2024 e julho de 2025. Entre os critérios analisados estão acreditação hospitalar, segurança do paciente, eficiência assistencial, taxa de mortalidade, tempo médio de internação e oferta de leitos de terapia intensiva.
Ranking – Do total de hospitais selecionados, 30 estão concentrados no Estado de São Paulo. Em seguida aparecem Goiás, com dez unidades, e Pará e Santa Catarina, ambos com sete hospitais classificados. A lista com os 100 nomes integra a primeira edição do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, que irá eleger, a partir desse grupo, os dez melhores hospitais públicos do país. A etapa final incluirá pesquisa independente de satisfação dos usuários e análises complementares de governança e eficiência. O resultado final será divulgado em maio.
Para a diretora-geral do Hospital Oncológico Infantil, Dra. Sara Castro, integrar a lista dos melhores hospitais públicos do Brasil representa o reconhecimento de um trabalho construído de forma coletiva e comprometida com a excelência. “Fazer saúde pública de qualidade, especialmente no Pará, é um grande desafio. Alcançar esse resultado só é possível porque contamos com uma rede estadual fortalecida, protocolos bem definidos e processos assistenciais e de gestão consolidados, que permitem conduzir a unidade com eficiência e segurança”, destacou.
Ainda segundo a gestora, o principal diferencial do hospital está no engajamento das pessoas e na cultura organizacional. “Temos um time coeso, com forte senso de pertencimento, e uma política de humanização que está presente em cada espaço do hospital. Esse cuidado integral, aliado ao trabalho técnico da equipe multiprofissional, faz toda a diferença no acolhimento das famílias e contribui para alcançarmos os melhores desfechos assistenciais ao longo de todo o processo de cuidado”, concluiu.

Destaque – Gerenciado pelo Instituto Diretrizes (ID), sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), o Hoiol é referência no diagnóstico e tratamento do câncer infantojuvenil na região amazônica. A unidade é a que possui o maior número de leitos habilitados em oncologia pediátrica pelo SUS no Brasil, são 89 leitos, sendo dez de UTI, com taxa média de ocupação de 89%.
O hospital atende pacientes de 0 a 19 anos incompletos. Atualmente, mais de mil crianças e adolescentes são atendidos na unidade, que realiza cerca de 35 mil atendimentos especializados por mês. Outro diferencial do hospital é a operação com fila zero para consultas, cirurgias e quimioterapia, além do tempo de resposta de até 60 minutos para a aceitação de pacientes regulados.
Wanna Celli Sousa, mãe da pequena Maria Beatriz, de 1 ano e 7 meses, em tratamento contra a leucemia, afirma que, cada dia representa um novo desafio, mas se sente segura com o tratamento ofertado na instituição. “É uma batalha contra o câncer é difícil, uma das maiores que enfrentamos na vida, porque quando se trata de um filho, é a nossa própria vida que está em jogo. Por isso, estar em um hospital de alta qualidade faz toda a diferença”, relatou.
Segundo ela, o reconhecimento da instituição traz mais segurança à família. “Quando soubemos que a Maria seria internada aqui, ficamos mais tranquilos. O medo sempre existe durante o tratamento, mas saber que estamos em um hospital que é referência e está entre os melhores do país nos transmite confiança. A gente se apega à fé para seguir em frente, com a certeza de que nossa filha está recebendo o melhor cuidado possível, em uma instituição de excelência”, concluiu.

Reconhecimento – Em 2025, o Hoiol também recebeu o título de Empresa Brasileira do Ano durante a 18ª edição do Latin American Quality Institute Impact Summit – Brazil, premiação que reconhece iniciativas alinhadas aos pilares Q-ESG (Quality, Environmental, Social Responsibility, Governance). Além disso, a unidade mantém o selo de acreditação ONA nível 2, que atesta elevados padrões de qualidade e segurança assistencial, e já se prepara para um novo ciclo de certificação.

Para o diretor regional do Instituto Diretrizes, Lucas Urel, os resultados consolidados pela unidade refletem diretamente o impacto de uma gestão integrada, orientada por indicadores e boas práticas assistenciais. “O reconhecimento em âmbito nacional valida que estamos operando dentro de padrões elevados de excelência e evidencia a importância de investir continuamente em modelos de gestão que combinam qualidade assistencial, segurança do paciente e acesso oportuno aos serviços de saúde, assegurando resultados sustentáveis para o SUS”, destacou.
Já o diretor-geral corporativo do Instituto Diretrizes, Marcio Bettini, destacou que o reconhecimento nacional reforça o papel estratégico do SUS na oferta de saúde de excelência. “Figurar entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil comprova que é possível entregar uma assistência altamente qualificada, sustentada por governança sólida, eficiência na gestão e centralidade no paciente. Esse resultado fortalece a credibilidade do sistema público de saúde e evidencia que o SUS pode, sim, ser referência em qualidade, inovação e cuidado humanizado”, afirmou.

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