Avaliação integra processo de certificação rumo à eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis, e reforça compromisso com um cuidado materno-infantil seguro, qualificado e humanizado
Por Wellington Hugles
02/10/2026 17h00
ABAETETUBA (PA) – Nesta quinta-feira (1º), a Maternidade do Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR) recebeu uma visita técnica da equipe do Ministério da Saúde (MS), como parte do processo de certificação para o Selo Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical. A avaliação é uma das etapas do processo de certificação e representa uma oportunidade para aprimorar a assistência às mães e aos recém-nascidos.
Durante a visita, foram avaliados processos e fluxos de atendimento, com foco nos avanços alcançados e nos pontos que podem ser aprimorados. A certificação contempla ações de prevenção à transmissão vertical do HIV e da sífilis, que ocorre quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou após o nascimento. A estratégia exige a articulação entre os serviços de saúde e a continuidade do cuidado, garantindo acompanhamento também após a alta da maternidade.
Nessa etapa, a maternidade tem papel estratégico na articulação da rede de atenção à saúde. O cuidado começa no nascimento, mas deve continuar após a alta, em parceria com a Atenção Primária à Saúde e os Serviços Especializados, para garantir o acompanhamento e o suporte necessários à mãe e ao recém-nascido.
“A maternidade desempenha papel estratégico no cuidado materno-infantil, garantindo a continuidade da assistência desde o nascimento, com encaminhamento para a atenção primária e aos serviços especializados. Dessa forma, mãe e recém-nascido têm acesso ao acompanhamento e ao suporte necessários em todas as etapas do cuidado”, afirmou a enfermeira Karen Castro, do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE), do Santa Rosa.
“Essa conquista é o reflexo do compromisso coletivo, da dedicação da nossa equipe e do trabalho integrado da nossa rede de saúde. Cada passo dado nos aproxima ainda mais de um futuro livre da transmissão vertical em nosso município”, ressaltou a enfermeira.
Fortalecimento dos fluxos e da assistência
A avaliação também permite que a instituição analise, de forma mais ampla, os fluxos de atendimento na rede de saúde, fortalecendo protocolos, processos e práticas assistenciais. “Receber esta visita técnica representa um momento muito importante, pois nos permite olhar para o cuidado que oferecemos, fortalecer nossos fluxos e reafirmar o compromisso com a saúde materno-infantil”, destacou Patrícia Muniz, coordenadora do Eixo Obstétrico, do hospital.
Patrícia ressalta ainda que a eliminação da transmissão vertical depende da participação integrada de diferentes profissionais e serviços. “A eliminação da transmissão vertical exige uma atuação integrada, desde o pré-natal até o nascimento e o acompanhamento após a alta. Cada profissional tem um papel fundamental nessa trajetória.”
Um trabalho coletivo em defesa da saúde materno-infantil
A proposta é que a certificação resulte em melhorias permanentes na qualidade da assistência. Para a diretora Assistencial, Licia Lima, a participação da Maternidade no processo, promovido pelo MS, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) e a Secretaria Municipal de Saúde de Abaetetuba, representa o compromisso da instituição com a melhoria contínua do cuidado. “Esse momento foi de grande importância para fortalecer fluxos e melhorar a qualidade da nossa assistência.”
A certificação representa algo que vai além de um selo ou reconhecimento institucional: simboliza o resultado de um esforço conjunto para proteger mães e crianças, conforme destaca a diretora. “Esse processo reconhece o compromisso dos profissionais com a prevenção da transmissão de HIV e sífilis da mãe para o bebê. Participar desse processo demonstra nosso compromisso com um atendimento seguro, qualificado e humanizado.”
Cuidar hoje para proteger o futuro
A busca pelo Selo Prata reforça o compromisso da Maternidade do Hospital Santa Rosa com a prevenção da transmissão vertical e a qualificação da assistência. Esse trabalho envolve informação, diagnóstico, tratamento, acompanhamento e integração entre os serviços de saúde. A visita técnica do Ministério da Saúde representa mais uma etapa desse processo e contribui para o aprimoramento das práticas e dos fluxos de atendimento, com foco em um cuidado seguro, qualificado e humanizado.
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