Programação abordou a segurança no cuidado às pessoas que vivem com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs)
Por Wellington Hugles
23/09/2026 17h43
ABAETETUBA (PA) – Em alusão ao Setembro Laranja e ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro, o Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR), em Abaetetuba-PA, promoveu, nos dias 16 e 17 de setembro de 2026, uma programação voltada à segurança no cuidado às pessoas que vivem com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs).
Organizada pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP), em parceria com a Comissão de Humanização, a ação teve como tema central “Cuidado seguro para a vida: cuidado seguro para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs)”. A programação reuniu profissionais de diferentes áreas em durante palestras, diálogos e momentos de reflexão sobre a importância da prevenção de riscos e da qualificação da assistência aos pacientes com condições crônicas.
A campanha do Dia Mundial da Segurança do Paciente é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e busca mobilizar profissionais, gestores, pacientes, familiares e comunidades para a redução de danos evitáveis na assistência à saúde. Em 2026, o foco nas DCNTs considera que essas condições, geralmente, exigem acompanhamento contínuo e de longa duração, envolvendo diferentes profissionais, serviços e etapas da rede de atenção.
A ação aproximou o tema da rotina dos profissionais do Hospital Santa Rosa, destacando que a segurança deve estar presente em todas as etapas do cuidado: prevenção, diagnóstico, tratamento, acompanhamento, autocuidado, reabilitação, cuidados paliativos e transição do cuidado.
A abertura contou com a participação das diretorias geral, administrativa, assistencial e técnica, reforçando o compromisso institucional com a qualidade da assistência, a segurança do paciente e o fortalecimento de uma cultura de cuidado.
Conhecimento para fortalecer práticas seguras
No dia 16 de setembro, o ciclo de palestras abordou temas relacionados à identificação e prevenção de riscos, cuidado integral, segurança no uso de medicamentos, cuidados paliativos, nutrição e monitoramento de pacientes com DCNTs. Entre os profissionais que contribuíram com a programação estiveram Karen Castro, Elizabeth Silva, Elen Kelta, Eric Anderson, Paloma Cavalcante, Ana Mayara e João Felipe.
Já no dia 17 de setembro, as discussões destacaram a continuidade do cuidado, a adesão ao tratamento, a conciliação medicamentosa, os cuidados paliativos, a terapia nutricional, a educação em saúde, o autocuidado e a segurança na transição do cuidado após a alta. Ministraram palestras acadêmicos de enfermagem, além de profissionais convidados, como Kamille Silva, Keliane Furtado, Eric Anderson, Paloma Cavalcante, Amanda, Richard Souza e Raquel Dias Marques.
Segurança é responsabilidade de todos
A ação proporcionou a ampliação dos conhecimentos dos profissionais e estimulou a reflexão sobre situações de risco presentes nas diferentes etapas da assistência. A participação de diferentes categorias profissionais também fortaleceu a interdisciplinaridade, demonstrando que a segurança do paciente é uma responsabilidade compartilhada.
Ao reunir aspectos clínicos, medicamentosos, nutricionais, emocionais, sociais e assistenciais, a programação reforçou uma visão integral do paciente, destacando que o cuidado seguro envolve não apenas a prevenção de incidentes, mas também comunicação efetiva, vínculo, educação em saúde, participação do paciente, continuidade da assistência e trabalho integrado das equipes.
Compromisso institucional
Para a diretora assistencial, Licia Lima, a segurança deve fazer parte da cultura institucional e estar presente em cada atendimento. “Falar sobre segurança do paciente é falar sobre o nosso compromisso diário com uma assistência cada vez mais qualificada, responsável e humanizada. Quando direcionamos nosso olhar para as pessoas que vivem com doenças crônicas, compreendemos que o cuidado acontece ao longo do tempo e envolve diferentes profissionais, serviços e momentos da vida.”
Ainda, segundo a diretora, é necessário fortalecer a comunicação, a continuidade do cuidado e a atuação integrada das equipes. “Esta programação representa um importante momento de aprendizado e reflexão, mas também reafirma que a segurança deve fazer parte da nossa cultura institucional e estar presente em cada cuidado realizado”, afirmou.
Durante a programação, o diretor-geral do Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR), Neto Salgado, também abordou sobre as Metas de Segurança do Paciente, reforçando a importância de incorporar essas práticas ao cotidiano institucional e assistencial. O gestor destacou ainda a importância de transformar conhecimento em prática.
“A segurança começa quando o conhecimento deixa de ser apenas informação e passa a orientar decisões, processos e atitudes. No Hospital, acreditamos que conhecimento compartilhado gera eficiência, eficiência gera confiança e confiança transforma o cuidado. E é a nossa equipe que torna isso possível todos os dias. Segurança não é uma campanha de uma data, é a cultura que escolhemos construir, fortalecer e deixar como legado”, destacou.
Segundo o presidente do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, José Cardoso, a data nos convida a olhar para os processos de cuidado e identificar onde podemos prevenir riscos e tornar nossa assistência mais segura. “Neste ano, ao abordarmos as doenças crônicas não transmissíveis, tivemos a oportunidade de discutir uma realidade que exige acompanhamento contínuo e uma atuação cada vez mais integrada. A segurança é construída coletivamente e cada profissional possui um papel fundamental na prevenção de danos e na melhoria da qualidade da assistência.”
Para a presidente da Comissão de Humanização, Antonilda Pinheiro, não existe cuidado verdadeiramente humanizado sem segurança, respeito, escuta e responsabilidade. “Ao discutirmos as doenças crônicas não transmissíveis, precisamos compreender o paciente para além de sua condição clínica, reconhecendo suas necessidades emocionais, sociais, familiares e individuais. A interface entre o NQSP e a Comissão de Humanização possibilitou justamente essa construção: unir segurança e cuidado humanizado, fortalecendo uma assistência que reconhece a pessoa em sua integralidade e valoriza cada profissional como parte essencial dessa transformação”, afirmou.
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